Os 30 anos de "Tears Of The Dragon", hit de Bruce Dickinson que foi recusado pelo Maiden
Por Mateus Ribeiro
Postado em 04 de junho de 2024
O cantor e compositor inglês Bruce Dickinson se tornou mundialmente famoso no início da década de 1980, quando se juntou à banda de Heavy Metal Iron Maiden. Ao longo de sua gloriosa primeira passagem pelo Maiden, Bruce gravou grandes álbuns, como "The Number Of The Beast", "Powerslave", "Somewhere In Time".
Apesar do sucesso alcançado enquanto foi membro do Maiden, Bruce decidiu seguir carreira solo em 1993, após a turnê de divulgação do álbum "Fear Of The Dark". Em 1994, ele lançou "Balls To Picasso", segundo disco de sua trajetória solo (o primeiro lançado após a saída do Maiden).
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Sucessor de "Tattooed Millionaire", "Balls To Picasso" é um disco interessante, que foi lançado em 3 de junho de 1994 e tem como principal destaque a balada "Tears Of The Dragon", considerada por Bruce como a sua maior composição.
Dan Epstein, redator da Revolver Magazine, entrevistou Bruce Dickinson em março de 2024 e perguntou qual a maior música que o frontman já escreveu em seus mais de 40 anos de carreira. A escolhida foi "Tears Of The Dragon".
"Eu diria ‘Tears of the Dragon’, porque não sei o que significa. Mas significa alguma coisa. Essa música realmente afeta as pessoas", respondeu Bruce, que no fim das contas, nunca entendeu muito bem o título da canção.
"Essa música me afeta. Eu sei do que se trata: Trata-se de abandono, não de ser abandonado, mas de se abandonar ao universo, ao que quer que venha a seguir. Mas ainda não sei por que se chama ‘as lágrimas do dragão’. Nunca entendi isso. Funciona e significa algo, mas não sei o que é."
O clássico que foi descartado pelo Iron Maiden
"Tears Of The Dragon" se tornou o maior sucesso da carreira de Bruce Dickinson. No entanto, a música poderia ter sido lançada como uma das faixas de "Somewhere In Time", sexto disco de estúdio do Iron Maiden, lançado em setembro de 1986.
Nas notas da reedição de "Somewhere In Time" (lançada em 1998), Bruce afirmou que se dependesse dele, o direcionamento musical do disco seria diferente de seu antecessor, o antológico "Powerslave". Segundo nota publicada no site da Metal Hammer, o vocalista queria um disco mais "acústico", porém, o baixista Steve Harris não se empolgou com a ideia.
"O Maiden ocupa um espaço único no panteão das bandas de Rock, porque não se trata apenas de música, é quase como um fenômeno social. Steve considera a identidade do Maiden muito importante. Para mim, a identidade do Maiden é: 'Se fizermos diferentes tipos de música, ainda será Iron Maiden, porque estamos fazendo isso'. O que provavelmente é ingênuo", afirmou Dickinson.
A preocupação que Steve tinha (e ainda tem) com a identidade do Maiden fez com que ele descartasse uma excelente música que Bruce tinha na manga.
"Havia uma ideia que eu tinha, que na verdade se transformou em ‘Tears Of The Dragon’. Essa foi uma das rejeitadas."
Por fim, Bruce Dickinson lançou "Tears Of The Dragon" como single em abril de 1994. E a música rejeitada por Harris se tornou um hino dos anos 1990. Ponto para Bruce Dickinson, que anos depois, em 1999, voltou a fazer parte do Iron Maiden, onde permanece até os dias atuais.
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