Coroner: o retorno e a promessa de disco novo para 2017
Por Ricardo Cunha
Fonte: Esteril Tipo
Postado em 19 de agosto de 2017
Havendo começado modestamente como roadies para o lendário Celtic Frost, os membros da banda Coroner construíram uma das carreiras mais originais da cena thrash metal européia. No início foram taxados de "convencional", mas com composições complexas e musicalidade caótica, rapidamente conquistaram a maioria dos críticos, alguns dos quais os chamaram de "o Rush" do thrash metal. Ao longo de oito anos e de seis álbuns, eles lutaram constantemente para se expandir dentro das limitações do metal, mas, conquistaram pouco sucesso comercial. Ainda assim, sua coragem de experimentar permitiu que seus álbuns resistissem ao teste do tempo melhor do que muitos dos seus similares mais famosos.
O guitarrista Tommy T. Baron (nome verdadeiro Thomas Vetterli) e o baterista Marquis Marky (também conhecido como Marky Edelmann) fizeram várias turnês de trabalho como roadies para a seminal Celtic Frost antes de fundar o Coroner com o baixista / vocalista Ron Royce em 1985. Tom Warrior chegou a cantar em sua demo Death Cult.
Conseqüentemente assinando com o selo alemão Noise, o trio estreou com o disco R.I.P. de 1987, logo seguido de Punishment for Decadence (para muitos, o melhor disco da banda e um dos melhores do gênero) de 1988, que contou com um cover surpreendente de "Purple Haze", de Jimi Hendrix. Com o disco No More Color, de 1989, o Coroner inaugurou sua época dourada e elevou seus padrões em todas as frentes: desde a arte estilizada do álbum até os ritmos mais lentos e mais pesados, que revelaram sua incrível proficiência técnica em experimentos que começaram a romper com as limitações do thrash metal, tanto musical quanto liricamente. Mental Vortex simboliza uma visão mais ambiciosa, que incluía uma releitura para a clássica "I Want You (She's So Heavy)", dos Beatles.
Gravado pelo produtor top do thrash Tom Morris, muitos esperavam que o álbum desse um "up!" na carreira da banda, levando-os a um outro nível e à um público mais amplo. Mas se devido à mudança mercadológicas (o rock alternativo acabara de chegar), ou simplesmente pelo fato de "talvez" estar à frente do seu tempo, as coisas simplesmente não como se esperava. Decepcionados, a banda se reuniu e planejou um álbum ainda mais ousado. Com Grin, de 1993 abandonou em grande parte, a agressividade "thrash" dos primeiros dias e se concentrou em dinâmicas mais atmosferas e misteriosas. Ironicamente, este movimento se mostrou radical demais para os fãs vereranos, e isto os dividiu sobre muitos aspectos do álbum.
A banda ficou aparentemente insegura e sucumbiu às pressões, resolvendo separar-se. A Noise Records, gravadora, não estava pronta para deixar a banda morrer, e parece ter forçado o guitarrista Baron a continuar. Então, em 1995, um ano após o fim da formação clássica, a banda lança uma coletânea simplesmente intitulada "Coroner". Para gravar o material inédito contido neste lançamento a banda convida o baterista Peter Haas, que substituiu Marky Edelmann. Após este lançamento, Vetterli temporariamente liderou sua própria banda, Clockwork, antes de se juntar ao thrashers alemães do Kreator com quem gravou o álbum Outcast.
Edelmann assumiu as tarefas de bateria com a antiga banda de Tom Warrior, o Apollyon Sun. Em 2011, Tommy Vetterli, Ron Broder e Marky Edelmann começaram a tocar ao vivo novamente sob o nome de Coroner, mas não tinham planos de lançar qualquer novo material. Edelmann deixou o grupo dois anos mais tarde, e foi substituído por Diego Rapacchietti. Em 2016, a banda assinou um acordo mundial com a Sony Music suiça e a Century Media para relançar mundialmente os discos do grupo. Uma caixa com o singelo nome de "Autopsy" contendo uma montanha de material saiu no mesmo ano, bem como um anúncio de que o grupo lançaria um novo álbum de estúdio em 2017.
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