João Gordo: "Velho, o rock está morrendo!"
Por Bruce William
Fonte: Jornal Opção
Postado em 17 de abril de 2017
"Cara, eu sou um senhor de 53 anos. O João Gordo do Crucificados era um moleque de 20 anos completamente louco e ignorantão, tá ligado?". Esse é o mote da conversa de João Gordo (Ratos de Porão) com Augusto Diniz (365 Shows), publicada no Jornal Opção, leia abaixo alguns trechos:
O punk tem força no Brasil principalmente em um momento de luta contra a Ditadura, de reabertura e retomada de direitos civis, políticos e liberdade para sociedade de forma geral. Como que o hardcore e punk hoje podem protestar, ainda mais com cenário atual?
Cara, hoje em dia, velho, não tem muito o que se fazer, tá ligado, meu? Com música. Quem escuta esse tipo de som é a minoria. Não tem muito público. Ainda mais música tipo o Ratos, saca, meu? O moleque novo aí que monta uma banda nova, tá ligado, e vai penar para crescer, tem a divulgação toda, sacou, meu? Mas não rola, cara. A nossa visão daquela época a gente era influenciado pelo o que estava acontecendo.
Ratos De Porão - Mais Novidades
As letras do Ratos, cara, eu falo do que está acontecendo ao meu redor. E a partir de agora, desse disco Século Sinistro para cá, eu tenho muito material para escrever, cara. Muito assunto, muita coisa doida, tá ligado, que eu não pus em prática porque eu não sentei pra escrever. Mas o padrão político que se volta ao meu lado e os bagulhos sociais, cara, que me influenciam a escrever e fazer nosso tipo de protesto que de algum modo abrem os olhos de um monte de gente.
Então o próximo disco já está no forno?
Cara, a pior coisa do mundo é o Ratos ensaiar, cara. Cada um mora em um canto, cada um tem família, meu, e é difícil a gente ensaiar. Então a gente vai lançar um compacto agora com umas músicas do Terveet Kädet (Finlândia), cara. Mas para sentar e fazer música vai demorar um pouco.
É um século sinistro não só na política mas na música, principalmente para o rock no momento que o mercado musical vive?
Velho, o rock está morrendo, cara. Na hora que morrerem os dinossauros. Vai morrer o Ozzy (Osbourne), vão morrer os Led Zeppelin, vão morrer todos os AC/DC, aí vai morrer o Queen, já começa a morrer os punks. E aí eu morro e morre o Max Cavalera. Vai sobrar quem, meu irmão?
Leia a matéria na íntegra no link abaixo.
http://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/365-shows/joao-gordo-velho-o-rock-esta-morrendo-92054/
Comente: Desesperador, não?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
O melhor álbum solo de cada membro do Guns N' Roses, segundo o Loudwire
Slash revela onde acontece a democracia - que não é a chinesa - no Guns N' Roses
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
Tour manager do Guns N' Roses fala sobre emoção de Axl ao conhecer Ozzy Osbourne
Alex Skolnick (Testament) lembra audição para o Spin Doctors
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam


Jão sofre fratura exposta em dedo da mão e se afasta das atividades do Ratos de Porão
Garotos Podres são interrogados pela polícia por causa da música "Papai Noel Velho Batuta"
O encontro digno de quinta série de João Gordo e Clemente com um diretor da Rede Globo
Em 1994, Max Cavalera alfinetou Engenheiros do Hawaii durante entrevista a João Gordo
O clássico disco de Metal nacional que João Gordo detesta com todas as forças


