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Ramones: uma viagem através da história

Por Jean Carlo B. Santi
Em 20/08/14

Hey, Ho, Let´s Go! Hey, Ho, Let´s Go! Amigos leitores, é com esse famoso canto imortalizado da história do rock que venho convidá-los para uma aventura, onde vamos fazer uma verdadeira "excursão", embarcando em um ônibus chamado RAMONES. Isto se dá em um momento muito especial, afinal, no último dia 16 de Agosto fizeram exatamente 40 anos desde a primeira apresentação da banda no lendário CBGB em Nova York.

Pois bem, todos embarcados e devidamente acomodados em suas poltronas, vamos começar nosso tour voltando ao cenário embrionário da banda, ou seja, início dos anos 70. O mundo musical já tinha visto nascer e morrer gigantes do rock como Jimi Hendrix, Beatles e The Doors. Outros monstros sagrados como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple escandalizariam o mundo com o até então desconhecido Heavy Metal. O cenário rock fervilhava a todo vapor, sendo considerado por muitos críticos ainda hoje, como a fase áurea do rock. Mas como vocês sabem, meus amigos, o rock é um vampiro, que para se manter vivo, vigoroso e na condição de imortal, precisa-se alimentar do frescor da juventude. São mesmo os adolescentes com a cara cheia de espinhas e que estão sempre entediados e revoltados com algo que nem mesmo eles sabem explicar, que fazem girar a roda do rock.

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E neste contexto, em meados da metade da década de 70, três jovens adolescentes do subúrbio de Nova York mudaram para sempre o curso da história do rock. Isto se deu quando Douglas Colvin e John Cummings decidiram montar uma banda e resolveram chamar Jeffrey Hyman para este projeto (respectivamente, os nomes reais dos nossos Dee Dee Ramone, Johnny Ramone e Joey Ramone).

Estes jovens, assim como milhares de outros ao redor do mundo, não conseguiram se identificar com a mensagem dos grandes astros do rock daquela época. Estes, já contaminados pelo glamour da vida de famosos e milionários, ou ainda sob forte influencia de drogas pesadas, representavam muitas vezes uma imagem de semi-deuses superficiais, e muito disso acabou também se refletindo em suas músicas, com letras cada vez mais psicodélicas e abstratas, e seus instrumentais cada vez mais jazzísticos, apresentando um virtuosismo exagerado. Vejam bem: este estilo agradava em cheio a uma grande parcela de pessoas, muitos deles intelectuais, hippies, e outros gêneros "cults" daquela época, mas estavam muito longe da dura realidade de uma grande massa representada pela classe dos filhos de operários que moravam nas periferias das grandes cidades e que vivenciavam todos os dias as mazelas de um cotidiano sem muita perspectiva.

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E são estes três rapazes nem um pouco populares, feios, sujos, mal vestidos e desajeitados que mostraram para o mundo uma lição jamais esquecida: que para o bem e a continuidade do rock é preciso sempre ter alguém que fale a linguagem do jovem, que possa representar sua dor, suas angústias, conflitos, e que tornam esta fase muito especial na vida de todos nós, a qual sempre se torna inesquecível.

E foi assim que os Ramones começaram. Contrariando toda a onda de virtuose e letras poéticas, lançaram o conceito Do it Yorself (faça você mesmo), empunharam seus instrumentos, e com um mínimo de preparo musical, mostraram para todos que com apenas três acordes, muita atitude e emoção, poderiam fazer com que sua mensagem chegasse direto ao cerne dos jovens, apresentando um novo gênero musical: O Punk Rock. E foi como lançar gasolina em um caldeirão de fogo. A partir daí, nitidamente influenciados pelos Ramones, surgiram outros grandes ícones do gênero, como o The Clash e os Sex Pistols, e ainda seria o pilar para um outro subgênero, o Hard Core Punk, representados por lendas como The Exploited e Dead Kennedys, entre inúmeros outros. Além disto, sempre liderados pelos Ramones, o punk foi uma grande influência para grandes bandas de rock alternativo que viriam depois, como U2, REM e Guns and Roses, e também de todo o movimento Grunge, bandas como Pearl Jam, SoundGarden e Nirvana já se declararam grandes fãs do gênero e especialmente dos Ramones.

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Ao contrário do que muita gente pensa, o Punk não representa uma anarquia irracional e infundada, e não raramente é associado a movimentos como os Black Blocs, (vide últimas manifestações no Brasil e o que parte da imprensa divulgou...). Ledo engano, o Punk é muito mais que isso. O verdadeiro punk é uma diretriz de vida na forma de pensar. É o inconformismo com todo o Status Quo imposto pelo governo e pela sociedade. É um grito de revolta contra o abuso de poder, contra a corrupção, contra as regras pré-estabelecidas de uma sociedade capitalista e hipócrita, contra a desigualdade econômica, contra a censura, contra a manipulação e a luta pela liberdade de expressão. Em síntese, é um grande NÃO contra tudo que querem nos impor contra nossa vontade, e um chamado para que possamos sair da nossa inércia e lutar pelos nossos direitos.

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Ideologismo à parte, voltemos ao Ramones. Foi no tablado do até então pouco conhecido e mal estruturado CBGB, um bar nova-iorquino que abria espaço para bandas urdergrounds da época, que o Ramones começou a ser mais visto e notado tanto pelo público como por outras bandas. Neste período, Thomas Erdelyi, vulgo Tommy Ramone, se juntou aos outros três bizarros nesta empreitada, e lançaram o homônimo RAMONES, em 1976. O álbum contou com 14 faixas e teve duração inferior a 30 minutos, algo inconcebível para a época. Clássicos do Punk Rock mundial como Blitzkrieg Bop, Judy is a Punk, Today you Love, Tomorrow the World, foram apresentados neste disco. A despeito da evidente simplicidade dos acordes e do ritmo como um todo, a energia que emanava das músicas, a emoção que saia da garganta de Joey e a atitude que estes quatro incompreendidos apresentavam no palco, além da forma de se expressarem e de se vestirem, contaminou a todos.

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A partir deste debut, o Ramones lançou alguns dos mais memoráveis álbuns em sua história, em um período muito fértil entre 1977 e 1978, de onde surgiram os álbuns Leave Home (1977), Rocket to Russia (1977) e Road to Ruin (1978), estando representados nestes discos grande parte do repertório dos shows que aconteceriam até o fim da banda. Do álbum Leave Home, músicas como Gimme Gimme Shock Treatment, que causaram grande polêmica por abordar o tratamento de choque utilizado nas clínicas em pacientes com problemas psiquiátricos, Sheena is a Punk Rocker, que se tornaria um hino dos Ramones e do Punk Rock mundial, Pinhead, indispensável nos shows, e ainda a controversa Carbona Not Glue, censurada em vários países, e alimentando ainda mais o lado polêmico dos Ramones.

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Mas a consolidação dos Ramones viria com dois petardos indispensáveis em sua discografia. Rocket to Russia tinha músicas como Rockaway Beach e Surfin´ Bird que mostravam todo o lado divertido sempre presente nos Ramones, a faixa I Don´t Care, com versos como "eu não me importo com este mundo, eu não ligo para aquela garota" ilustrando toda a rebeldia do grupo e sua posição frente as convenções sociais impostas. Contava também com a faixa Teenage Lobotomy, que a partir de sua letra controversa se tornou sucesso imediato. O disco Road to Ruin, traz sucessos como a pesada faixa I Just Want to Have Something do Do, o hit I Wanna Be Sedated e a linda balada Needles & Pins, cover dos Rolling Stones, um entre tantos covers que os Ramones tocariam desde o primeiro disco até o final da carreira. Vale uma parada aqui para registrar que esta sempre foi uma marca dos Ramones, nunca deixaram de prestigiar seus ídolos, nos brindando com belíssimos covers em versão Punk Rock! Este álbum também tem um importante marco para a banda, a entrada do batera Marc Bell, mais conhecido como Marky Ramone, em substituição a Tommy Ramone, que, cansado das turnês, resolve apenas continuar como amigo e produtor de discos. Marky cairia como uma luva no estilo dos Ramones, se tornando o baterista mais expressivo a passar pelo grupo.

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O ano de 1979 foi o primeiro registro ao vivo, com o lendário álbum It´s Alive, provando a nítida evolução dos músicos com uma apresentação impecável a La Ramones: muita energia, atitude e com acordes tocados na velocidade da luz! Sem dúvida, um dos melhores registros ao vivo da banda em toda carreira. Chegaram os anos 80 na vida dos Ramones, e com eles também os primeiros conflitos mais sérios entre os membros (a esta altura, já contaminados pelo álcool e drogas), influenciados também pela pressão da gravadora em obter um maior sucesso do que estavam conseguindo até então.

Olhando hoje, parece inimaginável, mas nesta época, os Ramones, apesar de já possuírem uma legião de fãs fiéis por todo o mundo, ainda eram evitados em várias rádios, revistas, e televisão então, nem pensar. A ligação com o movimento punk também contribuiu com isso, o tradicionalismo ainda imperava na imprensa como um todo. Para reverter este cenário, a banda decide então investir pesado na contratação de um produtor renomado, Phil Spector, produtor de albuns solos de John Lennon e George Harrison. Se arriscaram pela primeira vez em uma mudança de som, na tentativa de torná-lo mais radiofônico. Nesta linha de raciocínio, lançaram End of The Century (1980) e Pleasant Dreams (1981). Infelizmente, o tão esperado sucesso comercial pela gravadora ainda não viria, e ainda traria a tona algumas críticas de fãs mais conservadores.

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O resultado também não agradou nada aos integrantes da banda. Cabendo aqui (ou não) um pitaco pessoal, mais como fã do que como pretenso jornalista que de fato não sou, vejo estes dois álbuns como bons sim, tanto pela tentativa de mudança, que em alguns casos é maléfica, mas em outras situações apresentam faixas surpreendentes, como também por exibir canções emblemáticas do grupo. End of the Century traz a conhecida Do you Remember Rock ´N´ Roll Radio, This Ain´t Havana e ainda a divertidíssima Rock ´N ´Roll High Scholl, esta última trilha sonora de um filme estrelado pelos Ramones, bancado pelo próprio bolso dos músicos. Quem não viu, esta perdendo uma boa oportunidade de dar boas risadas... Pleasant Dreams talvez seja ainda o álbum mais criticado, por possuir menos faixas raivosas de puro punk, e mais baladas. Um grande pecado, pois faixas como We Want the Airwaves fizeram um relativo sucesso e ainda rendeu um bom clipe, e as tardiamente reconhecidas excelentes baladas como The KKK Took my Baby Away e "7-11".

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Nos anos seguintes, lançaram Subterranean Jungle, algum que reforça a retomada da essência dos Ramones, com a ultra-clássica Psyco Therapy e com uma espetacular novidade: Dee Dee Ramone se arriscando pela primeira vez como cantor principal em uma faixa de sua autoria, Time Bomb. Como nem tudo são flores, após finalizar este álbum, os Ramones tiveram também uma perda momentânea: a saída de Marky Ramone, indo direto para a reabilitação devido problemas com drogas e álcool. Entraria Richard Reinhardt, com a alcunha de Richie Ramone. Too Tough to Die (1984) e Animal Boy (1986) seguiram a mesma linha e tiveram boa repercussão. No ano de 1987 os Ramones lançaram Halfway to Sanity, que apesar do hit I Wanna Live, acabou sendo considerado pela crítica musical da época como um fracasso. Nem por isso o prestígio do grupo foi abalado, os Ramones continuavam sendo aclamados em várias partes do mundo, e neste mesmo ano a banda se apresentaria pela primeira vez em um palco brasileiro (no Palace, em São Paulo-SP).

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A esta altura, o fanfarrão Richie Ramone literalmente abandona a banda porque havia conseguido dar o golpe do baú em uma milionária, achando assim uma forma mais fácil de ganhar a vida. Chamado às pressas, Clem Burke, baterista do Blondie, se transformaria em Elvis Ramone, e faria o papel de "tapa buraco" por apenas dois shows, mas o suficiente para escrever o seu nome na história apenas pelo privilégio de um dia poder ter o famoso sobrenome. Seu estilo de tocar bateria simplesmente não se encaixou na banda, então resolveram dar uma segunda chance ao ainda recuperando Marky Ramone, que sabiamente, não largou mais as baquetas do grupo.

E como diz o ditado "água mole em pedra dura....", os Ramones finalmente conseguem o seu tardio reconhecimento comercial, a partir do lançamento do espetacular álbum Brain Drain, lançado em 1989, e muito também pela música Pet Sematary que virou tema do filme de Stephen King, Cemitério Maldito, e que imediatamente ganhou um clipe na MTV. Os Ramones estouram de vez, com um álbum recheado de grandes faixas do início ao fim, e apenas para citar algumas, I Believe in Miracles, Palisades Park, e o lado humanista dos Ramones em Merry Christmas (I Don´t Wanna Fight Tonight). Mas como parece que a felicidade nunca pode ser completa, após a turnê deste álbum, Dee Dee anuncia sua saída da banda, divido ao cansaço das viagens e o tratamento para dependência química. Dee Dee continuaria sendo um "quinto Ramone" até o fim do grupo, com várias colaborações nos álbuns seguintes. Para seu lugar, o super carismático e não menos competente Christopher Joseph, C.J. Ramone, que não deixaria a peteca cair e ainda manteria a tradição do antigo baixista em colaborar como voz principal em algumas músicas.

Para não perder tempo e mostrar a excelente adaptação de C.J., em 1991 é lançado o segundo ao vivo: o estupendo Loco Live. Sujo e agressivo, mostrava um peso e energia surreais mesmo para os Ramones. E para não pairar nenhuma dúvida e não deixar pedra sobre pedra, o Ramones grava o aclamado Mondo Bizarro (1992), um dos maiores discos da história da banda, que, de tantos clássicos, não merece citação especial para nenhuma faixa (tá bom, vou falar só de Take it as it Comes, só porque é um cover do The Doors...). Do início ao fim do disco, são canções mais que consagradas da discografia dos Ramones. No ano seguinte, já bastante habituados aos covers, resolvem relaxar e lançar um álbum completo de músicas de seus grandes ídolos, no disco Acid Eaters. Imagine estilizar ao modo punk artistas como The Who, Rolling Stones, The Animals, Creedence, entre outros... O resultado é um álbum espetacular, mas de pouca repercussão.

No ano seguinte, mais uma vez uma triste notícia abala os Ramones: Joey descobre um câncer, e, devido seu debilitado estado físico, já começa a planejar o fim da banda. Lançam então, em 1995, o álbum Adiós Amigos! , que como diz o próprio nome, já anunciava a triste despedida. Musicalmente falando, trata-se de um grande álbum, fechando com chave de ouro uma carreira brilhante. Mais que destaque para faixas como I Don´t Want to Grow Up, It´s Not for Me to Know, Scattergun e Born to Die in Berlin. Seria realizada ainda uma turnê de despedida e mais o terceiro álbum ao vivo, Greatest Hits Live, como atrativo a faixa Spiderman e a faixa R.A.M.O.N.E.S, gravada pelo Motorhead como evidente homenagem. O último show ocorreria em 6 de agosto de 1996, em Hollywood, e contaria com participações muito especiais, como Eddie Vedder, Lemmy Kilmister, Chris Cornell e Dee Dee Ramone. Após isto, lançariam a caixa box We´re Outta Here (1997), com mais um registro ao vivo.

Os anos que se seguiram foram ainda mais tristes, com o acontecimento das respectivas mortes de Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy. Felizmente, Marky e C.J. ainda estão na ativa e nos brindam com suas bandas, com realização de frequentes shows inclusive no Brasil. Amigos, chegamos de volta de onde saímos nessa excursão, e espero que estas 48 horas andando de ônibus tenham passado rápido para vocês (hehehe). Confesso que para mim nada custou ter relembrado um pouco de uma das maiores lendas da história do rock mundial, uma banda icônica que quebrou barreiras e ainda conseguiu ser quase que uma unanimidade, atingindo de forma rara o respeito em todos os meios do rock, seja heavy metal, thrash, death, hard rock, pop, grunge, etc. De tão importante, virou até referencia na moda (hoje em dia andar com camiseta do Ramones é fashion, apesar da maioria das pessoas que trajam não conhecerem sequer uma música....). O fato é que, quase aos quarenta, e com aparente amadurecimento musical, ainda me divirto como se aos treze anos, toda vez que coloco o Ramones pra tocar na vitrolinha. GABBA, GABBA, HEY!

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Sobre Jean Carlo B. Santi

Jean Carlo B. Santi é Administrador de Empresas e Pós-Graduado em Marketing. Músico amador, atua também como baterista numa banda que toca covers de classic rock. Ainda criança, pôde conhecer através de um tio bandas como Queen, Pink Floyd, Gênesis, Nazareth, U2, Bon Jovi, Guns'n'Roses... Mais tarde, descobriria por conta própria que havia muito mais no rock, e desde então, nunca mais encontraria o caminho de volta do limbo de onde vivem todos estes seres fantásticos e surreais, habitantes deste mundo à parte chamado rock'n'roll.

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