Van Halen: os percalços da primeira tour mundial, em 1978
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 04 de março de 2013
De 1974 até o começo de 1978, o VAN HALEN pagou por seus pecados ralando na cena musical do Sul da Califórnia, só parando para tomar mais uma rodada de birita. No contexto do mundo musical de hoje, quatro anos tocando em bares e casas noturnas é quase uma vida para a maioria das afobadas bandas jovens de hoje. Poucas tem o direcionamento e a dedicação para aguentar o tranco, escolhendo juntar-se a diferentes grupos ou largar de mão do sonho duma vez.
EDDIE e ALEX VAN HALEN, MICHAEL ANTHONY e DAVID LEE ROTH tinham uma visão diferente. Eles não se preocupavam em ser descobertos. Eles simplesmente se perguntavam quando isso aconteceria. Em 1977, a banda finalmente conseguiu uma série de oportunidades e rapidamente se viu no estúdio concebendo o que seria um dos álbuns mais dinâmicos da história do rock. As faixas que eventualmente dariam forma a VAN HALEN I eram o combustível que mantinha os shows naquelas espeluncas vivos. Quase todo o material do álbum fora testado centenas de vezes ao vivo no palco. Como resultado, o projeto foi completado rapidamente e o Van Halen se viu solto no meio de uma vindoura turnê mundial, cortesia da gravadora Warner Bros.
Em fevereiro de 1978, o primeiro disco do Van Halen foi lançado, enquanto a banda continuava a fazer shows em Hollywood e Pasadena. O último show deles nesse tipo de local, foi, apropriadamente, no Whisky-A-Go Go na Sunset Strip. Apenas uma semana depois, eles estavam tocando no Aragon Ballroom em Chicago, IL – o coração do meio-Oeste estadunidense. Como banda de abertura para o JOURNEY e o MONTROSE, o Van Halen não recebeu muitas regalias. O Aragon era um teatro pequeno com uma coxia muito pequena. Depois das outras bandas terem instalado seu equipamento, não havia espaço pra mais nada, muito menos o setup do VH. A equipe de roadies do VH, totalmente inexperientes, teve que passar toda sua tralha pela entrada principal, carregando a pé cada item por todo o local e subindo-o para o palco. O show de meia hora foi com certeza o set list de toda a turnê, devido em sua maioria a problemas de logística. Além do mais, toda a banda estava usando sapatos com saltos de 8 centímetros, tornando a movimentação pelo palco quase impossível. Inspirando-se no KISS, a banda começou a turnê usando sapatos de plataforma, que custavam até 300 dólares o par. Por mais que eles amassem tal tipo de calçado, ficava muito difícil caminhar, então eles logo foram descartados. Dave começou a usar sapatos Capezio com salto, enquanto o resto da banda usava tênis.
O palco do Aragon era muito pequeno pra movimentação à qual eles estavam acostumados, e isso ficou aparente. Pra melhorar tudo, o headset do diretor de iluminação deu pau durante o show inteiro, e a banda havia deixado os faróis do caminhão de equipamento ligados, o que resultou numa bateria arreada quando eles terminaram de recarregar toda sua parafernália pra ir embora. Não foi o começo ideal para uma turnê, mas felizmente, essa seria a única vez que o Van Halen excursionaria como banda de abertura.
O Van Halen passou a maioria de sua primeira turnê mundial como banda de abertura para o Journey, o Montrose, e depois, pro BLACK SABBATH. A turnê deveria ter durado apenas três semanas a princípio, mas devido à excelente resposta do mercado, acabou durando 8 meses. Jack Boyle, da Cellar Door Productions, aconselhou à banda que tocasse em casas menores ao invés dos coliseus enormes que a Warner queria que eles encarassem. A razão por trás disso seria que o Van Halen poderia lotar cada show e aprender a lidar com o público para forjar sua presença de palco.
Guitarristas de todo canto iam testemunhar o extenso solo de Eddie toda noite, talvez os mais crus e desinibidos que ele já fez. Apesar de a banda só ter lançado um álbum, o set list incluía material que apareceria em Van Halen II. Essas apresentações inspiradas eram algo pra se ver- o estandarte de uma banda que acabaria por vender mais de 75 milhões de discos ao redor do mundo.
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