Nuclear Assault: sinônimo de "atitude", "peso" e "melodia"

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Por Leonardo M. Brauna
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Quando se pensa em Heavy Metal, Speed Metal e Crossover thrash, a lembrança de centenas de bandas vem à nossa cabeça, agora quando pensamos nisso tudo aglutinado a primeira banda, ou mesmo a única, merece tal mérito, Nuclear Assault! Possuidora da pegada mais violenta do Thrash Metal, o Nuclear é sinônimo de ‘atitude’, ‘peso’ e ‘melodia’ que os fizeram seguir pelas mesmas trilhas que caminhavam Slayer, Metallica e tantas outras no início dos anos oitenta.

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Após o lançamento do primeiro álbum do Anthrax, “Fistful of Metal” em janeiro de 1984, o seu baixista Danny Lilker foi demitido. Danny sempre teve um gosto mais elevado para a música pesada, por tanto a sua saída foi muito mais que bem-vinda. Ele então resolveu procurar outro ex-integrante daquela banda, John Connelly que tinha se despedido antes do ‘debut’. Após John ter aceitado a proposta de Danny a dupla se une a Mike Bogush e Scott Duboys. Estaria aí formado o Nuclear Assault. A proposta era fazer um som muito mais extremo que as bandas daquela época. Essa formação que resignava John Connelly (vocal/guitarra), Danny Liker (baixo), Mike Bogush (guitarra) e Scott Duboys (bateria) chegou a lançar a primeira demo, “Nuclear Assault’s next demo” (1984) que trazia as faixas “Stranded in Hell”, “The Plague” e “Hang the Pope”. Depois da sua primeira apresentação em 1984 no “The Union Jack” em New Jersey (EUA) o guitarrista Mike é trocado por Anthony Bramante, este fez a sua primeira performance na casa “L'Amour”, Brooklyn , Nova York em abril de 1985, logo após foi Scott que saiu cedendo as baquetas para Glenn Evans. Essa terceira formação gravou a segunda demo, “Live, Suffer, Die” (1985) e fez a banda cair na estrada.

Um contrato com a “Combat Records” foi assinado, e em outubro de 1986 o primeiro álbum, “Game Over” sai. A faixa "Lesbians" que não figurou no LP teve inclusão apenas na versão K7 e posteriormente no ao vivo “Live at the Hammersmith Odeon” de 1992. A banda segue em turnê pela Europa na companhia de Agent Steel e Atomkraft. O disco abriu mais horizontes para a banda e em janeiro de 1987 é lançado o EP "The Plague" que também teve uma boa ascensão, mas apesar do bom momento o grupo não estava tendo uma atenção merecida por parte da gravadora, assim eles assinaram com a “I.R.S. Records”.

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Logo que lançaram “Survive” em 13 de junho de 1988 pelo novo selo, o trabalho chegou a alcançar o posto 145 da “Billboard 200” e partiram para uma turnê mundial de 180 dias nos UEA ao lado de Slayer e depois na Europa em companhia de “Acid Reign”. O álbum traz um cover para "Good Times Bad Times” do Led Zeppelin que saiu como ‘single’ junto de "Fight to be Free", ambos de 1988 para promoverem o álbum.

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O auge comercial foi atingido com o lançamento de “Handle With Care” em 23 de novembro de 1989 chegando ao número 126 na “Billboard 200” e 60 nos ‘Charts’ britânicos. Na sua turnê de divulgação excursionaram pelos EUA com Testament e Savatage, na Europa com Exodus incluindo também uma viagem ao Japão. Os videoclipes de "Critical Mass" e "Trail of Tears" foram aceitos e divulgados pela MTV. Até aí tudo ia bem, mas os problemas internos não demoraram a chegar...

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O já citado “Live at the Hammersmith Odeon” gravado em 1990 saiu logo depois de “Out of Order” de 10 de setembro de 1991, consequentemente os dois últimos com Danny Liker. No álbum de estúdio o Nuclear Assault faz um cover para "Ballroom Blitz” da banda Sweet. Danny então partiu para montar outra banda, dessa vez com um som mais extremo ainda, beirando o ‘Grindcore’ chamada Brutal Truth, antes mesmo do lançamento de “Out of Order”. Por outro lado a banda recruta o baixista Scott Metaxas para cumprir as datas da longa turnê que mais uma vez percorreu os Estados Unidos e o velho continente, após essa maratona o guitarrista Anthony Bramante deixa a banda.

Em 23 de fevereiro de 1993 a banda apresenta o mais “novo” trabalho, "Something Wicked". Dave DiPietro assume a outra guitarra e também parte para as excussões na Europa. Ao final dos compromissos a banda encerra as atividades.

Em 1997 eles ressurgem com Eric Paone no baixo numa apresentação em New Hampshire (EUA), mas não foi o bastante para segurar a banda. Depois de sucessivos convites, em 2002 o seu membro fundador Danny Liker retorna à banda para a gravação de um álbum ao vivo. Shows com Testament, Death Angel, Exodus e Agent Steel foram marcados para a Europa nos conhecidos festivais de verão. Dessas gravações saiu “Alive Again” lançado a primeiro de julho de 2003. A formação quase original estava de volta, não fosse pela entrada de Erik Burke na guitarra no lugar de Bramante.

De fato os integrantes originais do Nuclear Assault se reuniram no lançamento de "Third World Genocide" em 30 de agosto de 2005, seu último trabalho de estúdio. A reunião foi bem oportuna já que o lançamento de “Alive Again” estava rendendo bons frutos. A partir daí novas datas foram marcadas inclusive na América do Sul com o Death Angel. Em 25 de maio de 2008 eles se apresentaram no “Maryland Deathfest” (EUA) e no primeiro de janeiro de 2011 os americanos tocaram no “Metal Merchants Festival” (Noruega), no Brasil fizeram a festa com uma hora de show no dia 31 de julho do mesmo ano no “Carioca Club” em São Paulo-SP. Os caras ainda estão na ativa tendo Scott Harrington como guitarrista. Vamos torcer por uma nova visita antes que eles “pendurem as chuteiras” novamente!

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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