Sex Pistols: relembre a história de Malcolm McLaren
Por Iriane Santinon
Fonte: Wikipedia
Postado em 11 de abril de 2010
Malcolm McLaren era filho de Pete McLaren, um engenheiro escocês, e Emmy (née) Isaacs, e nasceu nos subúrbios de Londres pós-Segunda Guerra Mundial. Seu pai o abandonou quando ele tinha dois anos e foi criado pela avó, Rose Corre Isaacs, filha de ex-ricos negociantes de diamantes portugueses em Stoke Newington. McLaren dizia que sua avó sempre disse a ele: "É bom ser mau e é mau ser bom". Quando ele tinha seis anos, sua mãe McLaren casou-se com Martin Levi, um homem que trabalhava no comércio de pano em Londres

Malcolm e seu padrasto nunca se deram bem. Ele saiu de casa na adolescência. Após uma série de empregos (incluindo um como um provador de vinhos), ele passou a freqüentar diversos cursos de Arte na década de 1960, sendo expulso de vários antes de deixar a educação totalmente em 1971. Foi nessa época que ele começou a desenhar roupas, um talento que viria a utilizar quando se tornou proprietário de uma boutique.
Em 1971, McLaren e sua parceira, a designer Vivienne Westwood, abriram uma loja de roupas em Londres chamada "Let It Rock on the Kings Road". A loja vendia roupas estilo "Teddy Boy" e McLaren e Westwood também desenhavam roupas para produções teatrais e cinematográficas. "Let It Rock" provou ser um sucesso, mas McLaren acabou desiludido com o estilo da loja devido a problemas com os "Teddy Boys", que eram os principais consumidores da loja.

Em 1972, McLaren viajou a Nova York para uma feira de boutiques e conheceu o grupo NEW YORK DOLLS. Em 1975, McLaren desenhou o figurino de couro vermelho para o NEW YORK DOLLS e usou os símbolos soviéticos da foice e do martelo em seus shows como uma forma provocativa de promovê-los. Esta manobra não foi bem sucedida e o NEW YORK DOLLS logo se desfez. Em abril de 1975, McLaren voltou à Grã-Bretanha e começou a vender roupas sadomasoquistas.
Em 1975, McLaren começou a gerenciar o THE STRAND, a banda que mais tarde se tornaria o SEX PISTOLS. Seu assistente, Bernie Rhodes (mais tarde empresário do THE CLASH) avistou Johnny Rotten, um jovem ostentando cabelos verdes e roupas rasgadas com as palavras "eu odeio" rabiscada em sua camisa do PINK FLOYD. Sua aparência e atitude impressionaram McLaren e Rotten foi trazido para uma audição como novo vocalista. Rotten se juntou à banda e ela foi rebatizada de THE SEX PISTOLS.
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A banda lançou o álbum "Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols" em outubro de 1977 e fez seu último show no Reino Unido antes de embarcar em uma turnê pela América em janeiro de 1978. Nesta turnê a banda se separou depois de vários problemas. Durante seu tempo de gestão, McLaren foi acusado por membros da banda (principalmente por John Lydon) de má administração e de não pagá-los quando pediam o dinheiro. McLaren afirmou que ele tinha planejado toda a trajetória do SEX PISTOLS mas não conseguiu realizá-la. O filme "The Great Rock 'n' Roll Swindle" mostra McLaren afirmando isso e muitas coisas e o filme foi criticado por ser muito direcionado a Malcolm e por servir de publicidade para a carreira solo de McLaren.

McLaren manteve os direitos dos SEX PISTOLS até que John Lydon o levou ao tribunal em 1980 para conquistar os direitos e as receitas não remuneradas de McLaren. Lydon ganhou e assumiu controle total em 1987. McLaren e Lydon nunca mais se falaram após isso e no filme de 2000, "The Filth and the Fury", os membros sobreviventes dos SEX PISTOLS colocaram a sua versão dos acontecimentos.
Em 1983, McLaren lançou "Duck Rock", um álbum que misturava influências da África e das Américas, incluindo hip-hop. O álbum revelou-se extremamente influente em trazer o hip-hop a um público maior no Reino Unido. Dois dos singles do álbum ("Buffalo Gals" e "Double Dutch") tornaram-se top 10 no Reino Unido. Ele então se virou para a música eletrônica e ópera em 1984 no single "Madame Butterfly", baseado na ópera homônima. A trilha foi feita com uma máquina de batidas, sintetizadores atmosféricos e versos falados. Ele alcançou a posição 13 no Reino Unido e 16 na Austrália. O produtor do single, Stephen Hague, se tornou um produtor muito procurado no gênero pop techno após seu trabalho com McLaren.

A partir daí McLaren sempre lançava músicas com misturas de ritmos e que sempre ficavam bem nas paradas.
Em 1992, McLaren co-escreveu a música "Carry On Columbus" para o filme de mesmo nome. A música toca durante os créditos finais do filme. Em 1994, gravou o álbum conceitual "Paris", com artistas franceses como Catherine Deneuve e Françoise Hardy.
O trabalho solo de McLaren, principalmente o "Duck Rock", foi regravado por outros artistas. Em 1999, um grupo chamado DOPE SMUGGLAZ conseguiu um top 20 no Reino Unido com a música "Double Double Dutch", que tinha muitas influências da original "Double Dutch" de McLaren. Em 1997 foi a vez de Mariah Carey ser influenciada por McLaren, na música "Honey". Em 2002, Eminem lançou uma faixa chamada "Without Me", canção que faz uma amostragem da música "Buffalo Gals" de McLaren.

Em 2006, McLaren contribuiu com o autor Paul Gorman na publicação do livro "The Look: Adventures In Rock & Pop Fashion". O livro inclui um CD com a faixa "Deux", do álbum Remixes Paris.
No ano de 2000 haviam especulações de que McLaren poderia ser eleito prefeito de Londres, embora em uma pesquisa ele não tenha conseguido votos suficientes.
McLaren foi um dos produtores para a adaptação cinematográfica de "Fast Food Nation", que estreou em 19 de maio de 2006 no Festival de Cannes. Foi lançado no final de 2006.
Em 2007, McLaren competiu em um reality show para a ITV intitulado "O Barão". A série deveria ser exibida em agosto de 2007, mas foi adiada devido à morte do ator Mike Reid logo após a filmagem ser concluída. Ele acabou por ser transmitido a partir de 24 de abril de 2008. McLaren ficou em último lugar na competição. Foi anunciado em 7 de novembro de 2007 que McLaren seria um dos competidores na sétima série da realidade da ITV chamada "I'm a Celebrity... Get Me Out of Here!", mas ele disse à imprensa que aquilo era falso, que ele não conhecia nenhuma das outras celebridades. Ele foi substituído.
McLaren morreu de mesotelioma, uma forma rara de câncer, em Nova York, em 8 de abril de 2010, com 64 anos. Seu corpo vai ser transportado de volta para a Inglaterra para ser enterrado no cemitério de Highgate, no Norte de Londres.
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