Malice Mizer
Por Emanuel Seagal
Fonte: JaMe Brasil
Postado em 18 de maio de 2009
perfil
É difícil definir o gênero ao qual o MALICE MIZER pertencia. A aparência de seus membros, inspirados fortemente pelo estilo vitoriano e a decadência do século XIX, e mais tarde pelo gótico, pode enganar os leigos, principalmente aqueles que nunca ouviram falar em Visual Kei. O nome da banda também pode pregar peças, mas de acordo com Mana e Gackt as palavras malice (maldade, malícia) e mizer (miséria) são as melhores respostas para a questão básica: ‘o que é humano?’, que foi a concepção da fundação da banda. Poderíamos esperar que o MALICE MIZER criasse música pesada e barulhenta, mas a discografia da banda é na verdade uma mistura de rock, pop, metal, música clássica, sons eletrônicos e qualquer outra coisa em que você possa pensar. Seu estilo mudou ao passar do tempo, mas mesmo em um único álbum as músicas pareciam ter sido compostas por bandas completamente diferentes. E apesar de terem criados novas tendências (Mana é considerado o criador do estilo Gothic Lolita) sua música continua única e ninguém foi capaz de copiá-la.
biografia
Todos os membros do MALICE MIZER contribuíram para a variedade e a originalidade da banda, mas o líder foi, inquestionavelmente, Mana – o excêntrico guitarrista, que não apenas compôs a maioria das músicas, mas também foi responsável pelos aspectos visuais da banda.
Foi ele, junto de um amigo e também guitarrista, Közi (com quem havia tocado anteriormente na banda Matenrou), que formou o MALICE MIZER em abril de 1992, com a proposta de se aproximarem da música clássica e de trilhas sonoras de filmes de terror italiano, influências declaradas. Logo se juntaram a banda: Yu~ki (ex-ZE:RO) como baixista, Tetsu (ex-NERVOUS) no vocal e Gaz (ex-DATURA) como baterista, que rapidamente foi substituído por Kami (ex-Kneuklid Romance).
Com essa formação o MALICE MIZER lançou as primeiras demos, em 1992 e em 1993, Sans Logique, SADNESS e 1st Anniversary, e em 1994 o primeiro álbum, memoire, pela gravadora indie de Mana, a Midi:Nette. No entanto, a saída do vocalista Tetsu, cujo as razões reais são desconhecidas, aconteceu no final daquele ano e a banda entrou em hiatus por alguns meses até encontrar um vocalista que se enquadrasse melhor e que satisfizesse os outros membros da banda.
O escolhido foi Camui Gackt (ex-CAINS:FEEL). Pouco mais tarde Yu~ki disse em uma entrevista que Gackt completava a banda perfeitamente, tinha a mesma atitude dos outros membros e se sentiu em casa desde o primeiro momento. Além de ter idéias que contribuíram muito para o desenvolvimento e a variedade músical da banda e ajudou no crescimento de sua popularidade.
Com o novo vocalista a banda voltou à ativa em Outubro de 1995 e lançou dois novos singles e, em seguida, o álbum Voyage sans retour. Com a popularidade crescente, o MALICE MIZER chamou a atenção da gravadora Nippon Columbia, com a qual assinaram contrato em 1997.
Com o status de major eles se tornaram um dos grandes nomes da música japonesa, participando regularmente de programas de TV, rádios e revistas e lançando 5 singles e um álbum, merveilles, que entrou no ranking da Oricon em segundo lugar, em Março de 1998. Nessa época o MALICE MIZER fez show em arenas lotadas e com visuais bastante elaborados e também lançou o curta metragem mudo Verte Aile ~Kuuhaku no shunkan no naka de~ de l'image.
No entanto, em 1999, Gackt decidiu deixar banda para, entre outros motivos, tentar carreira solo. E pouco depois uma terrível tragédia pegou os membros da banda de surpresa. O baterista Kami foi encontrado morto, vítima de uma hemorragia cerebral em Junho de 1999.
Depois de um breve hiatus, a banda deixou a Nippon Columbia e retornou a Midi:Nette, retomando a carreira sem um vocalista ou um baterista. Nessa período o MALICE MIZER lançou dois singles instrumentais e um tributo a Kami, entitulado Shinwa. O single que precedeu esse momento contava com uma nova e poderosa voz que surpreendeu a todos, mas o misterioso vocalista foi creditado apenas como "quarto irmão de sangue" em Shiroi hada ni kuruu ai to kanashimi no rondo. Notava-se um MALICE MIZER com uma música e um visual mais obscuro e pesado.
Apenas nos shows no Nippon Budokan em Agosto de 2000 que o nome do vocalista foi oficialmente anunciado. Klaha, conhecido de Yu~ki, e ex-membro do Pride of mind. O anuncio do vocalista foi seguido do lançamento do terceiro álbum do MALICE MIZER, Bara no seidou e em 2001 foram lançados três novos singles, Gardenia, Beast of Blood e Garnet ~Kindan no sono e~ e um novo filme, Bara no konrei, baseado na clássica história de Drácula.
Muita especulação foi criada em cima da nova sonoridade da banda, no entanto, pouco mais de um mês após o lançamento do último single, em Dezembro de 2001, o MALICE MIZER anunciou o hiatus indefinitivo de suas atividades. Uma mensagem de despedida de Mana, Közi, Yu~Ki e Klaha foi deixada no site oficial da banda.
Com o fim do MALICE MIZER cada membro partiu para uma direção musical diferente, mas a banda ainda é considerada uma das principais do Japão.
Mana formou um projeto solo, o Moi dix Mois e iniciou a carreira de designer de moda com a grife Moi-même-Moitié, além de continuar com os trabalhos de sua gravadora, a Midi:Nette, que ajudou a lançar bandas como o Schwarz Stein.
Közi se juntou ao Eve of Destiny de Haruhiko Ash, que havia sido formada em 1999, e em 2002 iniciou um projeto solo com o álbum Izayoi no Tsuki.
Gackt iniciou sua carreira solo no mesmo ano em que deixou a banda, em 1999, com o single Mizérable e hoje é uma das principais personalidades da música no Japão.
Após deixar a banda em 1994, Tetsu passou por bandas como o ZIGZO e o MEGA8BALL e formou o nil além de ter iniciado uma carreira solo.
Klaha iniciou carreira solo em Dezembro de 2004 e o paradeiro de Yu~ki é desconhecido, sendo que sua única contribuição musical pós-MALICE MIZER foram as letras escritas para o single MEMENTO de Közi.
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