Nofx
Postado em 06 de abril de 2006
Por Bruno Sergio Gozález da Rocha
A banda punk Nofx se formou em Berkeley, na Califórnia, em 83. Pouco tempo após a formação da banda, mudaram-se para Los Angeles, também na Califórnia. Lendo-se o nome, entende-se "no effects", que significa sem efeitos. Mas alguns afirmam que o significado verdadeiro de Nofx é "no fucking straight edge".
Em 85 gravaram seus dois primeiros EP's, chamados "Nofx" e "So What If We're On Mystic". O segundo levou dois dias para ser gravado e foi lançado apenas em 86.
Em 87 lançaram seu terceiro EP, entitulado "The P.M.R.C. Can Suck On This", pela Fat Wreck Chords, gravadora pertencente a Fat Mike, vocalista e baixista da banda. Este disco foi gravado em apenas uma tarde, na cidade de Santa Barbara, e custou somente 200 dólares.
Em 89 assinaram contrato com a lendária Epitaph Records, do ex-guitarrista do Bad Religion, Brett Gurewitz. Ainda em 89 lançaram seu primeiro LP, chamado "S&M Airlines", já pela Epitaph.
Em 90 lançaram seu segundo LP, entitulado "Ribbed" e em 91 o terceiro, chamado "Liberal Animation".
Com o sucesso de seus companheiros de gravadora, como Offspring e Bad Religion, muitos esperavam que o Nofx fosse fazer algo mais comercial. A resposta veio em 92, de uma forma extremamente anti-comercial, com o single "Please Play This Song on the Radio". Com esta música eles mostraram que não estavam nem aí em para as rádios comerciais.
Em 92, lançaram a coletânea "Maximum Rock n' Roll", pela Mystic Records.
Ainda em 92 lançaram "White Trash, Two Heebs and a Bean". Erik é o White Thrash, Fat Mike e Eric são os Two Heebs e El Hefe é o Bean. Ainda em 92 lançaram mais dois EP's, "The Longest Line" e "Liza and Louise", ambos pela Fat Wreck. O EP "The Longest Line" foi gravado em 10 dias, devido a problemas de saúde do batera e na voz de Fat Mike.
Em 94 foi a vez de lançarem o álbum "Punk in Drublic". Um dos singles deste álbum, "Don't Call me White", só foi lançado porque Fat Mike gostou da capa do mesmo e resolveu lançá-lo.
No ano de 95 lançaram seu primeiro álbum ao vivo, entitulado "I Heard They Suck Live", pela Fat Wreck.
Em 96 lançaram o álbum "Heavy Petting Zoo", pela Epitaph, e o EP "Hofx", pela Fat Wreck.
Para gravar o EP "Fuck the Kids", ainda em 96, Fat Mike fez uma surpresinha para o resto da banda. Convidou-os para irem até San Francisco para gravarem um EP com 13 músicas. Só que ninguém mais, além de Fat Mike, sabia algo sobre este EP. Mesmo sem conhecerem absolutamente nada, gravaram as 13 músicas do EP em apenas 4 horas, e depois levaram mais 4 para mixá-las.
Em 97 lançaram o álbum "So Long and Thanks for All the Shoes".
Em 99 lançaram o EP "Timmy the Turtle", em edição limitada em vinil verde, pela Fat Wreck.
Também em 99 saíram os EP's "All Of Me e "The Decline", ambos pela Fat Wreck. O EP "The Decline" possui apenas uma música, de 18 minutos! Fat diz que foi um pesadelo a gravação da música (foram 3 vezes ao estúdio e mixaram 4 vezes). Diz que fez uma música de 18 minutos apenas para fazer algo diferente, pois já fizeram inúmeras músicas curtas.
Se você já conhece bem a banda deve saber que são um dos últimos representantes do punk verdadeiramente underground.
Gravam seus álbuns por selos independentes, atacam a sociedade através de suas letras, raramente dão entrevistas para revistas e jornais e suas músicas não tocam em grandes rádios comerciais. Por isso o sucesso alcançado pela banda é tão incrível, pois não se utilizam da mídia para divulgação de seus discos. Pelo contrário, por alguns anos Fat Mike lutou contra a MTV e rádios comerciais que tocavam suas músicas. Segundo o próprio: "A MTV destrói tudo pela frente e não quer saber se você é um grupo musical ou apenas mais um produto".
Uma das demonstrações do estilo de vida punk que vivem, encontram-se nos agradecimentos de seus álbuns, com coisas como: "Não agradecemos a: MTV - pare de nos tocar / Grandes Gravadoras - parem de nos encher / Rádios Comerciais - parem de tocar nossas músicas. Nós vivemos bem por todos esses anos, portanto nos deixem em paz. Agradecemos aos otários que nos deram de graça whiskey, casacos, bonés e airwalks. Obrigado, trocamos tudo isso por crack".
Incrivelmente, mesmo com todo esse ódio por popularidade, venderam mais de 1,5 milhão de cópias por todo o mundo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
O jovem guitarrista inovador que fez Eric Clapton lembrar da primeira vez que viu Prince
Ed Motta diz que não é muito fã do Rush por conta da voz de Geddy Lee
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Eminem iria gravar música do primeiro disco solo de Tony Iommi
A banda nova que Rob Halford e Robb Flynn defendem e o The Guardian detona
Os dois ex-membros do Black Sabbath que não se davam bem
A épica canção do Queen que Brian May lamenta ter sido ofuscada por "Bohemian Rhapsody"
A banda pouco lembrada que é a verdadeira pioneira do rock anos 1980 no Brasil
O hit dos Beatles que Paul McCartney não soube fazer: "Tivemos que contar com os adultos"

Téléphone: A banda que revolucionou a música francesa
A curiosa trajetória de Wagner "Antichrist" Lamounier um dos fundadores da lendária Sarcófago
AC/DC: os últimos dias do vocalista Bon Scott



