Lizzy Borden
Postado em 06 de abril de 2006
Por Allan Jones
Esta banda formou-se em Los Angeles em 1983. O nome era o mesmo do vocalista (na verdade, um pseudônimo em "homenagem" à assassina Lizzy Borden). Lizzy Trazia á tona o teatro dos horrores criado por Alice Cooper na década de 70. As diferenças eram poucas. O teatro de Lizzy tinha um apelo mais sexual, além de que Lizzy tinha uma voz mais potente e o som da banda em si era muito mais pesado. A banda era extremamente técnica. Além do incrível vocal de Lizzy que soava como um misto de Geoff Tate (Queensryche) e Bruce Dickinson (Iron Maiden), a banda trazia Joey Scott (irmão de Lizzy, bateria), Mike Kenny (Baixo) e Tony Matuzak (Guitarra).
Fazendo shows por clubes em Los Angeles, a banda foi convidada para participar da coletânea Metal massacre. O resultado impressionou tanto que a banda foi contactada por Brian Slagel (Metal Blade records) que lhes ofereceu um contrato. Em 84, eles soltam na praça o EP "Give´em the Axe" que supera as expectativas. Em seguida, Gravaram o álbum "Love you to Pieces" que como Lizzy mesmo define é uma mistura de duas de suas maiores influências: Rainbow e Iron Maiden.
Em um belo dia, quando estavam em um estacionamento, após um concerto do Dio, foram surpreendidos pelo rádio tocando a canção "Rod of Iron", de autoria deles. Aquele foi um grande dia para a banda. Era o começo de uma nova era. "Love you to pieces" começou a ser procurado nas lojas. O álbum havia agradado em cheio aos headbangers que começam a julgar Lizzy Borden como um novo ícone do metal, comparando-o a Ozzy Osbourne e Alice Cooper.
No ano seguinte sai um dos maiores registros da banda, o video "The Murderess Metal Road Show" que traz Alex Nelson no lugar de Tony Matuzak que havia se desentendido com o resto da banda. A popularidade da banda crescia por todos os EUA, Lizzy se tornava conhecido e passava á figurar no meio de rockstars como Gene Simmons e Nikki Six.
"Menace to society" (86) é lançado. Este álbum sai sob o selo da Roadrunner, e mantém a banda em ascensão. No mesmo ano eles ainda soltam "Terror Rising", um mini LP que traz um cover da canção "Don’t Touch me There", em um dueto de Lizzy com Betsy, que era a vocalista do Bitch.
Para o próximo álbum, a banda se reformula, entrando Joe Holmes (que no futuro iria tocar com Ozzy Osbourne) e Mychal Davis no lugar de Alex Nelson e Mike Kenny respectivamente, além de se adicionar mais um guitarrista, Gene Allen.
Em 1987, Lizzy Borden lança seu maior clássico. "Visual Lies" traz a banda numa proposta mais comercial (beirando o hard rock), mas ao mesmo tempo pesada e ultrajante. Lizzy já era considerado um ídolo por alguns jovens, e uma ameaça para alguns pais. A faixa "Me Against the World" se torna o maior sucesso da carreira de Lizzy. "Visual Lies" também traz outras excelentes canções como "Voyeur" e "Lord of The flies". Este disco foi lançado no Brasil pelo selo Enigma, mas pela pouca divulgação da gravadora, passou despercebido.
Após uma morna apresentação no Reading Festival, uma discussão entre Lizzy e Gene sela o fim da banda. Ironicamente Lizzy Borden abandona o Lizzy Borden para lançar um álbum solo. "Master of Disguise" é editado em 89, um álbum conceitual onde Lizzy mostra que é realmente um compositor de mão cheia, destaque também para a participação de Joey Vera (Ex-Armored Saint) que já conhecia Lizzy de "outros carnavais".
Após o lançamento do álbum, Lizzy resolve começar do zero e cria o Diamond Dogs, uma boa banda que infelizmente não obtém reconhecimento. Desta maneira ele volta a pensar no Lizzy Borden. Enquanto reformula o line up, a Metal Blade lança um "Greatest Hits" (94, editado no Brasil pela Paradoxx) que é considerado por muitos uma das melhores compilações do ano.
O último registro se chama "Deal With The Devil". Nele Lizzy mostra seu lado mais macabro, trazendo de volta a proposta do início dos anos 80.
A Banda voltou a ser um quarteto, e o único integrante original é Joey Scott. Andaram fazendo shows em festivais pela Europa, tendo excelente repercussão. Rumores dizem que a banda abandonou de vez os EUA, onde dizem que o Heavy Metal e o Hard rock não têm mais vez.
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