Stauros

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Por Maurício Gomes Angelo

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Em 1992, surge a banda Saraterra, numa corrente mais eclética. Tocavam covers das maiores bandas cristãs do país. Logo, a parte pop sai do grupo, ficando apenas a ala rock que contava com Renatinho (guitarra), Alessandro (guitarra), Venâncio (baixo), Alê (bateria) e Danny (teclados).

Em 1993, o grupo cai de cabeça no mundo do rock, surgem as primeiras composições e os primeiros lugares para tocar. Em 1995 os rumos da banda iriam mudar completamente.

Participam de um festival de rock que reuniu 44 bandas em Santa Catarina, ficando em primeiro na sua etapa e em terceiro na finalíssima. Recebem algumas notas 10 dos jurados, agradam o público e daí parte o impulso para seguir uma carreira profissional. Decidem mudar o nome. Saraterra não condizia com a proposta da banda, o nome escolhido é Stauros (que significa cruz em grego). No mesmo ano, mesmo com pouquíssimos recursos financeiros, decidem gravar o primeiro cd, “Vento Forte” (mesmo nome da música com qual participaram do festival). Todos os contratempos e a nula experiência em estúdio não impediram que o cd fosse bem recebido, e que abrisse portas fora do estado de Santa Catarina.

1996 é um ano de lapidação do estilo criado em “Vento Forte”. Renatinho passa a se dedicar exclusivamente à guitarra e chamam um velho amigo para assumir os vocais. Celso de Freyn é o nome do homem que levaria o Stauros a alcançar reconhecimento nacional.

Assinando contrato com a Gospel Records (maior gravadora gospel do país), o heavy metal com passagens progressivas, melódico, rápido, pesado, com arranjos trabalhados e letras objetivas seriam mostrados no primeiro cd de white metal brasileiro, “O Sentido da Vida”, lançado em 1997.

A turnê agora se estende por vários estados, abrem shows para importantes bandas de rock cristão, chamam a atenção de zines, revistas, produtores e público. Com o cd já se tornando um clássico, vêm os prêmios entre os melhores do ano na “Metal Mission Mag”; repercussão no exterior, com distribuição na Noruega e no México; duas músicas incluídas numa compilação da “Heavens Metal Magazine”, a maior revista de white metal do mundo; mais shows pelo país e a aprovação do público. São 3 anos envolvidos com a repercussão de “O Sentido da Vida”. César, tecladista que ajudou a banda na turnê, é oficializado no grupo.

Em 1998, uma bomba: Celso inesperadamente resolve se desligar da banda para se dedicar a seus projetos pessoais. A salvação não vêm de muito longe. César, que tinha sido oficializado como tecladista, mostra suas habilidades vocais, e assume o line-up da banda.

Recomeçando os ensaios, são chamados para abrir um grande show em Brasília, Bride (um dos maiores nomes do white metal de todos os tempos) era a banda. Logo depois, participam de uma coletânea pela Rowe Productions, a produtora do líder da maior banda extrema da história do white metal - o Mortification - Steve Rowe é o nome da fera.

Depois disto, o grupo se tranca em estúdio e iniciam a todo vapor os trabalhos para o novo álbum. Muitas mudanças estariam por vir. A primeira delas é a troca do português pelo inglês. A linha heavy mais latente e a repercussão internacional dão suporte a isso. “Seaquake”, de 2000, põe o Stauros definitivamente entre os maiores nomes do white metal nacional.

As mudanças não ficaram só no idioma. Temas muito mais profundos, veia heavy metal assumida são riffs esmagadores, solos poderosos, cozinha mais pesada, teclados climáticos, arranjos primorosos e uma qualidade de produção muito melhor. A técnica, pegada e a qualidade de todos os integrantes ficam mais evidentes, principalmente dos guitarristas e em especial de Renatinho, que mostra domínio completo do instrumento.

Todos os integrantes têm participação na composição das músicas. As letras, agora em inglês, são verdadeiras poesias com uma mensagem cristã que não soa exagerada. Todas de autoria do baixista Vê. No encarte, todas as letras vêm traduzidas, mostrando o respeito pelo público e a importância da mensagem.

A turnê é extremamente bem sucedida, os shows se multiplicam, a cobertura da imprensa é bem maior, a performance de palco impressiona, o público corresponde, “Seaquake” expande tudo que “O Sentido da Vida” tinha criado. Sem perder tempo, e na mesma linha de seu antecessor, “Adrift” é lançado (de forma independente) em 2001, bem parecido com “Seaquake”. Possui a mesma linha de trabalho que vinham fazendo antes. A única diferença é a evolução dos músicos e os arranjos ainda melhores, outro excelente cd que agradou a todos, público e imprensa.

A distribuição internacional é ampliada, seus cds estão disponíveis no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Europa, Japão e muitos outros países, mais de 80.000 cópias dos mesmos foram vendidos mundo afora. O Stauros, definitivamente, se firmava como uma das melhores bandas de heavy metal do Brasil, e a melhor do white metal.

Outras profundas e surpreendentes mudanças iriam ocorrer na banda. Discordâncias internas no grupo levam a uma separação. Saem Vê (baixista), Alê (baterista) e César (vocal). Só ficam a dupla de guitarristas, Renatinho e Alessandro. São recrutados Elias Vasconcelos (baixo), Edinho (bateria) e retorna o antigo e espetacular Celso de Freyn, no vocal.

Os fãs recebem muito bem a nova formação. Celso é recebido com euforia e excitação. Então, um “retorno as raízes” acontece, a banda volta a cantar em português e a fazer um trabalho mais parecido com o clássico “O Sentido da Vida”.

Foi lançado um EP, “Marcas de um Tempo”, mostrando o rumo que o grupo deveria tomar: menos passagens progressivas, mais ênfase no peso, na técnica, na melodia e no desenho dos arranjos. Ou seja, todas as características básicas do grupo, voltando realmente a época do “Sentido” e retomado pelo poderio vocal de Celso.


Em 2005 a banda encerrou oficialmente as suas atividades.

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