Jeff Buckley
Postado em 06 de abril de 2006
Por The Unbearable
Nascido em 17 de novembro de 1966 (Orange County, CA, EUA), Jeffrey Scott Buckley começou a gostar de música desde pequeno. Além de ter sido influenciado pela eclética coleção de discos de sua mãe, Mary Guibert, Jeff herdou os genes musicais de um homem que mal conheceu, o semifamoso cantor dos anos 60, Tim Buckley.
Jeff passou a adolescência ouvindo diversos tipos de música como blues e jazz, mas principalmente rock (suas bandas favoritas, Led Zeppelin, Kiss) e rock progressivo (Genesis, Yes, Rush). Depois de terminar o colegial, ele decide que música seria o caminho a seguir. Com medo de ser comparado a seu pai, em vez de cantar, Jeff decide inicialmente só tocar guitarra, indo estudar no famoso G.I.T (Guitar Institute of Technology). Diversas experiências vieram em seguida: Jeff trabalhou em estúdio, tocou em bandas de funk, jazz e punk e até trabalhou na Banana Republic, de onde foi demitido após ser acusado de roubar uma camiseta.
Em 1991, ao ser convidado a participar de um show tributo a seu finado pai, duas coisas importantes aconteceram: Jeff resolve cantar (coisa que deixou o público boquiaberto) e Jeff conhece o ex-guitarrista da banda Captain Beefheart, Gary Lucas, que impressionado com sua voz, decide convidá-lo para integrar a banda Gods and Monsters. Afiada tanto nas performances ao vivo como nas composições próprias, o Gods and Monsters estava prestes a assinar com uma gravadora, quando Buckley decide abandonar o projeto por achar que um contrato, naquele momento, restringiria suas ambições musicais (Jeff queria, na verdade, ser artista solo).
No ano seguinte, ele começa a se apresentar sozinho (voz e guitarra) num bar nova-iorquino chamado "Sin-é". Suas performances eram tão impressionantes que não demorou muito para que seus talentos fossem descobertos. Em outubro de 92, ele assina com a Columbia Records para a gravação de seu primeiro álbum solo.
"Grace" chega às lojas em agosto de 1994 e é imediatamente aclamado pela crítica e por artistas como Paul McCartney, Chris Cornell, Bono ("Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos") e Jimmy Page ("Quando o Plant e eu vimos ele tocando na Austrália, ficamos assustados. Foi realmente tocante"). Apesar disso e dos esforços promocionais (longa turnê de dois anos, dois videoclips), "Grace" vendeu muito menos do que o esperado. A música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM.
Em 1996, ele começa a trabalhar em seu segundo álbum e, contrariando sua gravadora que queria um disco mais comercial, chama Tom Verlaine, do grupo Television, para a produção. Quando as gravações estavam por se encerrar, Jeff, insatisfeito com o resultado, decide que o material não deveria ser lançado e, assim, ele começa a compor novas canções. E é isso que ele faz até maio de 97, quando finalmente chama os integrantes de sua banda para começar as gravações em Memphis, cidade onde morava na época.
No dia 29 de maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca de uma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até o carro para guardar alguns objetos, enquanto ouvia Jeff nadando e cantarolando "Whole Lotta Love". Quando voltou, não viu mais nada. Ele gritou por "Jeff" por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado só uma semana depois, dia 4 de junho, perto da nascente do rio Mississippi.
O álbum póstumo "Sketches for My Sweetheart the Drunk" foi lançado em 1998. "Sketches" é composto das gravações que Jeff fez com Tom Verlaine mais as músicas nas quais Jeff trabalhava antes de morrer.
Em 2000, "Mystery White Boy" veio relembrar Jeff nas suas performances ao vivo.
Apesar da morte trágica, Jeff Buckley vem cada vez mais conquistando novos fãs. Artistas como Coldplay, Muse e Nelly Furtado não cansam de mencionar Jeff como suas principais influências. Além disso, "Grace" vem constantemente sendo citado como um dos melhores álbuns de todos os tempos. Quem conhece a obra de Jeff Buckley sabe que isso não é exagero.
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