Beherit

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O Beherit é, sem a menor sombra de dúvidas, uma das bandas mais cultuadas de toda a história do black metal europeu. Dentre as formações surgidas em fins da década de 80, início da de 90, provavelmente apenas o Burzum ou o Mayhem possam comparar-se a ela em termos de reverência por parte dos reais apreciadores deste que é o estilo de música mais satânico, perverso e afrontador já surgido em todo o mundo. Na época da sua concepção, mais exatamente no ano de 1989 e por intermédio de seu líder, Nuclear Holocausto, Vengeance (guitarras e vocais), o black metal ainda não tinha se transformado num gênero amplamente aceito (como hoje), de modo que podemos apontar o Beherit como um dos pioneiros do estilo e, mais do que isso, uma banda de suma importância para o desenvolvimento do mesmo daí em diante.

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A trajetória do grupo finlandês, oriundo da cidade de Rovaniemi, dividem-se em duas partes bastante distintas. A primeira encerra-se pelos álbuns The Oath of Black Blood e Drawing Down The Moon e mais alguns Eps e demos; a segunda pelo álbum H418ov21.C e Eletric Doom Synthesis. Podemos citar como influências diretas de sua primeira fase – justamente aquela que lhe garantiu o status de que sempre usufruiu – bandas como Venom, Slayer, Death dos promórdios, e até conjuntos brasileiros, especialmente Sarcófago e Sepultura dos dois primeiros LPs. O resultado dessa mistura é uma música crua, direta, muito veloz, caótica, sem grandes preocupações técnicas, basicamente hardcore em seu ‘approach’ e satânica como poucas. É absolutamente pessoal, única, inovadora, influente e perigosa.

Na época de seu lançamento, The Oath of Black Blood foi recebido com críticas invariavelmente esmagadoras. Entretanto, vendeu como pão quente, sendo já uma boa amostra do que viria a se tornar o Beherit dentro em pouco. Na verdade, algumas razões foram decisivas para a má acolhida sofrida pelo disco junto aos jornalistas. Em primeiro lugar, devemos levar em conta sua produção, um tanto quanto tosca e realmente pobre. Aliás, diz a lenda que os CDs foram prensados a partir de uma reles fita cassete, o que de qualquer modo impediria que sua sonoridade fosse melhor. Entretanto, o grande motivo para a fritura generalizada era a época em que o mundo musical undergroud se encontrava no momento. O death metal da Flórida – técnico, bem produzido e repleto de mensagens construtivas em suas letras – era o "boom" do momento, enquanto o black metal era somente um estilo menor praticado por moleques adornados com maquiagens na cara, jaquetas de couro e contos de bala que não sabiam tocar seus instrumentos. Todo esse preconceito veio estampado nas resenhas desfavoráveis – se fosse hoje, a coisa seria muito diferente...-, mas mesmo assim The Oath of Black Blood configurou-se num clássico imediato já desde então.

Contudo, seria mesmo com o próximo petardo que o Beherit viria se tornar uma referência do black metal. Abramos um parênteses para lembrar somente que, desde o início, Nuclear Holocausto, Vegeance lutou para manter uma formação definitiva da banda, mas poucas vezes conseguiu o intento. Com o Sodomatic Slaughter e, pouco depois, com o Black Jesus e Necroperversor, conseguiu alguma estabilidade para o Beherit, mas ela nunca durou muito. Com esses dois últimos, de qualquer modo, foi gravado o definitivo Drawing Down the Moon. Se há um disco da história do metal extremo finlandês que merece ser chamado de clássico, estamos diante dele.

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O sucesso levou o conjunto a excursionar pela Europa – dessa tour, um famosíssimo pirata dividido com o Impaled Nazared foi concebido. Porém o crescente apelo comercial do black metal – que já começa a virar "maistream" graças aos incidentes noruegueses – e as constantes mudanças de formação fizeram com que Nuclear Holocausto, Vegeance resolvesse abandonar as diretrizes que até então guiaram sua banda, tomando um rumo bastante diferente. Começava aí a segunda fase do Beherit.

Esta segunda fase foi marcada por dois trabalhos muito estranhos, H418ov21.C e Eletric Doom Synthesis. A banda agora era apenas Nuclear Holocausto, Vegeance e a proposta mudou radicalmente. A idéia ainda era ser satânico e afrontador, mas usava-se para tanto uma musicalidade não aceita no mercado mundial regular (como havia sido o black metal até então). Assim munido de sintetizadores e câmeras de efeito, o homem por detrás do Beherit enverdou pelos lados da música ambiente/darkwave. O hermético H418ov21.C foi o primeiro produto dessa nova faceta da banda e, apesar de ser um CD muito difícil, obteve uma receptividade inesperadamente positiva – apesar das críticas continuarem a malhação. Obviamente se tornou impossível para o grupo continuar excursionando, mas o tempo não gasto com a tour serviu para a composição do Eletric Doom Synthesis, um trabalho feito nos moldes do anterior, mas não tão árido, já que as noções harmônicas ganharam força evidente desta feita.

Beast of Beherit é na verdade uma amostra vital de toda a trajetória da banda, com muita música pesada, faixas retiradas de demos, Eps e até algumas ao vivo.

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