Anthrax: Joey Belladona fala sobre retorno e novo disco
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 15 de setembro de 2011
Bob Zerull do Zoiks! Online entrevistou o vocalista do ANTHRAX Joey Belladonna. Seguem alguns trechos da conversa.
Zoiks! Online: Como você descreveria para os fãs o novo álbum de vocês, "Worship Music"?
Joey Belladonna: Acho que... Não sei, acho que ele realmente tem alguns tipos diferentes de sons. Acho que fizemos algo mais amplo no fim da composição. Ele é tão agressivo quanto qualquer disco que fizemos. Sonoramente, acho que é um dos melhores.
Zoiks! Online: Soube que eles tinham um álbum pronto para sair antes de você voltar para a banda. É o mesmo álbum, mas com você nele?
Joey Belladonna: Não, há várias faixas novas. Muitas gravações novas, guitarras totalmente novas, baixo totalmente novo, vocal totalmente novo, três ou quatro faixas de bateria diferentes. A estrutura e os acordes que seriam as músicas, alguns dos arranjos são os mesmos, mas ao mesmo tempo, nós meio que espalhamos tudo e juntamos de volta.
Zoiks! Online: Não fossem os shows do "Big Four" «com METALLICA, MEGADETH e SLAYER», você acha que estaria no ANTHRAX agora?
Joey Belladonna: Eu não sei; é uma boa pergunta. Existe uma boa possibilidade de que eles talvez não tivessem me chamado, o que é meio triste. Eu nunca tinha ouvido isso antes. É uma verdadeira possibilidade, o que é meio assustador de certa forma, você pensar que sem uma oportunidade eles não iriam querer eu ali. Diabos, vamos encarar a verdade, se eles não tivessem nenhum problema com o outro cara, eles talvez tivessem seguido com o disco. Eu nem sequer seria um pensamento.
Zoiks! Online: Você sentiu alguma pressão extra de mandar não só um bom álbum, mas relevante também uma vez que o METALLICA, SLAYER e MEGADETH acabaram de sair de grandes e importantes álbuns?
Joey Belladonna: Há uma excitação tipo pressão versus medo, não-sei-se-vou-conseguir. Você sempre quer conseguir fazer um grande disco, uma vibe boa com que estávamos acostumados. Há sempre mais uma pressão positiva do que incerteza. Obviamente eles vinham trabalhando em algo por um bom tempo e as pessoas estavam ficando intrigadas com o que estava acontecendo. "Quando vocês vão terminar?". Vir e ser o último cara vindo do nada e tentar reconcilicar aquela coisa toda, eu não estava na banda há um bom tempo, então houve uns pensamentos interessantes, tipo, "Será que eu vou ser um fardo aqui? Será que eu vou ser a razão pela qual as coisas não saíram como deveriam?" Eu não pensei nisso na verdade, uma vez que começamos eu sabia que íamos ficar bem. Eu não sabia o quão bom ia ser, porque você nunca pode prever esse tipo de coisa. Mas eu achei que... quando fui ouvir, eu fiquei tipo, "Uau!" Você começa a ouvir de novo, porque eles fazem as coisas tão rápido. Em um período de quatro horas, tínhamos terminado uma música. No fim do dia, nós a ouvíamos de novo várias vezes. Eu tinha terminado o dia e a gente mandou para todos para ver se eles gostavam. Nós estávamos prontos para a próxima música no dia seguinte, o que era o que a gente fazia todos os dias. Eu estava tranqüilo com isso. Eu não tinha dúvidas. Se as pessoas estavam curtindo e eu estava curtindo, é tudo o que você quer quando você está compondo e criando músicas. Se você gosta, você vai nessa. A não ser que alguém lhe diga que não deu certo, o que não foi o caso, mas se você gosta... é o que eu faço. Se eu compuser algo nessa tarde e a gravarmos e adorarmos a coisa, a gente simplesmente vai nessa. Se alguém não gostar, o que você pode fazer?
Zoiks! Online: Você voltou à banda quando, em 2005? Não durou muito tempo, qual a diferença dessa vez?
Joey Belladonna: Você fala sobre manter as coisas como estão?
Zoiks! Online: Sim,
Joey Belladonna: O que está diferente agora, eu não sei. É só uma questão de todos estarem focados juntos. Você tem de certificar-se de manter as coisas sob controle enquanto grupo, o básico do trabalho em conjunto e envolver cada pessoa a ponto de que ela se sinta necessária e tudo mais. Você tem de fazer desse jeito, a não ser que você seja um cara contratado por fora e não tenha de se preocupar em fazer sugestões e dar sua opinião, você simplesmente vem e entrega seu relatório. Não é assim para nós. Nós precisamos ter certeza de que todos se sentem envolvidos e se sinta confortável estando ali. É assim que funciona. Eu já estive por dentro e por fora por várias razões, isso é desconcertante demais, tipo o que você perguntou do "Big Four." Eu nem sequer sei... Depois de fazer o disco todo mundo estava tipo, "Uau, isso é bom, ainda bem que o chamamos". Você nunca sabe o que se passa na cabeça deles. Se tivesse ficado simplesmente razoável e não tivesse sido recebido tão bem, provavelmente seria algo tipo, "Que pena que não deu certo com o outro cara, porque não está dando certo com ele também". As pressões são essas. Você fica pensando, "Meu Deus, eu não devia ter entrado numa coisa que nem foi idéia minha ou não é do meu estilo". As dúvidas são essas, mas eu jamais me senti assim quando entrei porque eu sabia o que eu podia fazer desde que eles tivessem a mente aberta e aceitassem. Agora eu recebi aprovação e espero que que eles se sintam assim a longo prazo.
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