Sean McCourt, do San Francisco Bay Guardian, recentemente conduziu uma entrevista com o líder do MEGADETH, Dave Mustaine. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
Sobre sua autobiografia, "Mustaine: A Heavy Metal Memoir", recentemente publicada:
"Estou bastante animado, porque quando eu inicialmente resolvi escrever tudo isso, não foi para entrar para o 'clube do livro' da Oprah - embora agora que eu sei um pouco mais sobre livros, seria legal sentar no sofá dela e lhe contar um pouco da minha história".
"Essa história é basicamente no sentido de poder trazer alguma ajuda a outras pessoas e lhes dar um indicativo de que elas não são as únicas que passam por coisas difíceis - e que o que se tem a fazer nesses momentos é ajeitar a roupa e continuar perseverando."
Sobre o fato de não tentar glorificar ou exaltar os erros do passado no livro:
"Eu sempre quis falar a verdade às pessoas, sobre o que aconteceu ou estava acontecendo na minha carreira. Assim, elas não iriam simplesmente pensar que eu sou uma pessoa horrível. Mas eu me lembro quando meu filho ainda era apenas um garoto pequeno, nós fizemos o 'Behind The Music' para a VH1 e eu falei sobre crack - bem, meu filho um dia estava voltando para casa no ônibus da escola e os garotos um pouco mais velhos começaram a cantar 'Your dad's a crack head' insistentemente, até conseguir fazê-lo chorar. Aquilo foi doloroso."
Sobre todas as polêmicas com o METALLICA devido aos problemas nos primórdios da banda e sobre sua atual relação com os antigos colegas de grupo:
"Eu estive com eles agora na Europa, por um bom tempo, jantamos juntos e aquilo tudo foi muito bom. Eu estava lá, sentado à mesa com Lars [Ulrich] e James [Hetfield], e pensando o quanto era legal podermos estar juntos novamente. Estamos em bandas diferentes, mas o fato é que somos nós, aqueles três jovens caras do passado, com tudo o que realizamos, a forma como mudamos o mundo. Quero dizer, honestamente, hoje em dia você não pode assistir a um programa de televisão sequer onde não apareça alguma música que tenha de alguma forma sofrido influência daquilo que nós criamos. Estar apto a sentar ali, lado a lado com nossos irmãos, e sabendo que naquele local estavam presentes a nata do heavy metal americano, é um sentimento muito prazeroso."
"Minha relação com Lars e James já foi amplamente divulgada, publicada e polemizada. Então, eu cheguei até James e lhe disse, 'eu não quero tentar consertar a nossa relação antiga, seria como tentar arrumar as cadeiras no convés do Titanic. O que eu quero é construir uma nova relação com vocês', e eu acho que é isso que temos agora, uma nova relação. Isso é ótimo... e eu verei o cara novamente, quando estivermos passando com a 'American Carnage' tour em São Francisco."
Sobre o fato de poder falar a diferentes gerações de fãs e poder contar sobre o que já passou em sua vida:
"Uma das coisas que eu quero que o leitor saiba é que este livro não é algo que escrevi como uma coisa egoísta ou auto-indulgente. É apenas um material onde há muitas revelações e onde eu compartilho coisas da minha vida e da minha caminhada, além de mostrar como minha vida mudou de 2002 pra cá, quando me tornei cristão."
"Eu, de fato, passei por alguns momentos difíceis quando resolvi dizer que sou cristão, isso porque muitos cristãos são hipócritas e fizeram com que o Cristianismo pudesse parecer algo ruim a outras pessoas. Eu acredito em Deus e em Jesus Cristo, apenas isso, nada mais. Não quero empurrar essa fé goela abaixo de ninguém. Sendo um cara que leu a Bíblia Satânica e fez bruxaria, isso é algo bacana."
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Nascido na capital paulista em meados dos anos 70, teve a sorte de, ainda bem jovem, descobrir por meio de um primo o debut do Iron Maiden. Quando ouviu “Prowler” pela primeira vez, logo entendeu que aquilo passaria a fazer parte de sua vida. Gosta sobretudo dos clássicos, como Maiden, Judas, Sabbath, Purple, Zeppelin, Metallica, AC/DC, Slayer, mas ouve desde um hard bem leve até um bom death metal. Além da paixão pelo metal e pelo rock em geral, também adora cinema e um bom futebol.
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