Dream Theater: Algumas bandas fazem mais do que música

Resenha - Dream Theater (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 10/12/2019)

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Por Luciano Schneider
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Fotos Liny Oliveira
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Algumas bandas fazem mais do que música. O que buscam é fazer algo superior, que envolva não apenas a parte auditiva, mas também encante os outros sentidos. Essa sempre foi a proposta da banda Dream Theater. O som que eles fazem é, na mesma medida, instigante e estimulante na parte temática, e um grande deleite aos ouvidos.

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O possível auge dessa proposta se concretizou vinte atrás, quando lançaram seu álbum temático, Metropolis Pt2: Scenes from a Memory. Com uma história intrincada de morte e ressurreição, amor e traição, é um álbum que exige ser ouvido na íntegra, com atenção e mais de uma vez para ser compreendido. Musicalmente, representou a banda em sua melhor formação, marcando a entrada do tecladista Jordan Rudess. Com uma mistura bem dosada de peso e melodia, se tornou uma referência para a banda e um dos álbuns essenciais do metal progressivo.

Em 2019, a banda continua firme e forte, sempre lançando novas músicas e excursionando. Assim chegaram à Porto Alegre, na turnê de seu novo álbum, Distance Over Time. Para essa turnê, prepararam algo especial. Em um momento muito esperado, tocam o Scenes From a Memory na íntegra, em comemoração aos vinte anos de lançamento do álbum.

Um estilo de som complexo como este normalmente não é para os ouvidos de uma multidão, mas acaba atraindo fãs fiéis. Esse é o caso dos fãs dessa banda, que se amontoavam no Pepsi On Stage para esse show. Fãs que conheciam e cantavam junto muito do material novo que a banda apresentou na primeira metade da apresentação. Além de músicas do último álbum, tocaram outras dos álbuns Systematic Chaos e Black Clouds and Silver Linings.

Interessante notar que esses álbuns em particular foram os dois últimos com o baterista original, Mike Portnoy, cuja saída deixou saudades. Seu substituto, Mike Mangini, é sem dúvida um músico talentoso e criativo, mas que teve a tarefa ingrata de substituir uma lenda. No palco, é extremamente competente, mas não consegue alcançar o carisma de Portnoy, que frequentemente interagia com o público e era muito divertido de se assistir. Na parte musical, a batalha Portnoy vs. Mangini segue bem viva e causa debates acalorados entre os fãs até hoje!

Após alguns minutos de intervalo, o Dream Theater volta ao palco para a execução do Scenes From a Memory, o momento ansiosamente esperado por todos. Com vídeos no telão contando a história do álbum, foi um encanto desde as primeiras notas de Regression, até o vídeo final em Finally Free, contando o gran finale da história. Houve momentos emocionados, com todos batendo palmas em Through Her Eyes, ou The Spirit Carries On, um momento solene. E outros pesados, como em Home, com o vocalista James Labrie chamando a participação do público durante o refrão, além da incrivelmente complexa Dance Of Eternity, executada com perfeição.

Com os vários pedidos de bis, ainda voltaram ao palco para tocar mais uma canção do álbum novo, At Wit’s End. Após muitos aplausos, assim terminou essa grande noite de música. Mais uma vez, provaram que são uma banda essencial, e que ainda tem muito a dizer. Foi sua quarta visita à capital gaúcha, e podemos apenas esperar que muitas mais se sigam!




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