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Steve Hackett: fazendo jus ao legado do Genesis em São Paulo

Resenha - Steve Hackett (Espaço das Américas, São Paulo, 22/03/2018)

Por Diego Camara
Em 28/03/18

Um show lendário que faz jus ao grande legado do Genesis. Este é o resumo perfeito para a apresentação do guitarrista Steve Hackett em São Paulo. Para um Espaço das Americas cheio, com o público aconchegado nas cadeiras, o guitarrista trouxe uma apresentação firme e consistente, com um setlist recheado de clássicos da banda britânica e diversas de suas músicas solo. Um show para ficar na memória de todos os fãs do progressivo na sua melhor época.

O show começou com 15 minutos de atraso, em uma entrada tímida dos integrantes e aos aplausos do público. A casa não estava lotada, mas o público sentado ocupada a maior parte das cadeiras nas áreas próximas ao palco do Espaço das Américas. A banda abriu com um set de músicas da carreira solo de Hackett, começando com "Please Don’t Touch", do álbum de mesmo nome. O som firme das guitarras impressiona desde o início do show, enchendo a casa e agradando bastante ao público, que aplaude com vontade.

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Em "Every Day", Hackett ainda se arrisca nos vocais em outra ótima apresentação. O som perfeito, totalmente encaixado é de encher os olhos e os ouvidos. A seguinte é "Behind the Smoke", bastante emocionante com o seu estilo musical oriental, flertando com a música árabe.

O grande destaque, porém, desta parte da apresentação vai exatamente para o seu final, com a música "Shadow of the Hierophant" do "Voyage of the Acolyte". A força das guitarras aqui, a explosão musical é latente, levando o show a um outro nível de potência. O som alto da música, a guitarra ritmada e arrastada, tem um grande papel aqui para trazer um imediatismo para a música, que flerta muitas vezes com o som do Genesis.

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A banda não parou por nenhum momento, e a sequência já veio a apresentação do Genesis. Nad Sylvan é aplaudido pelo público na sua entrada, e já começa a cantar "Dancing with the Moonlit Knight". Os primeiros versos da música já encantam, com o público cantando junto, ainda um pouco timidamente, com Sylvan. É uma apresentação incrível da banda, seguida pela excelente apresentação musical de Hackett e companhia. O solo é impressionante, e clássico como o do Genesis. É impossível não se lembrar da gravação original da música, que parece estar toda ali no palco.

Em seguida, a banda vem com "One for the Vine", do "Wind & Wuthering", o último da carreira de Hackett no Genesis – e um dos seus preferidos. A música, bastante emotiva e puxada pelos pianos, vê uma apresentação incrível de Sylvan, que parecia estar em um excelente dia.

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A banda então sacou uma sequência épica. Primeiramente, "Fountain of Salmacis", recebida pelo público aos aplausos e gritos. Em seguida, "Firth of Fifth" fez o público gritar com sua lindíssima introdução de piano, minuciosamente bem executada. O solo de guitarra de Hackett, mais uma vez, brilhou e tomou a cena para o resto da banda, que impressionou os fãs com sua maestria. O público aplaudiu de pé a banda, coroando a excelente apresentação.

Em seguida, veio outra do "Nursery Crime": "Musical Box". Selecionada a dedo pelo seu estilo bastante misterioso de introdução, sua levada lenta e arrastada nos vocais, teclado e baixo, e as nuances e reviravoltas causadas pela atuação do Hackett, em outros brilhantes solos, trazem mais uma vez o aplauso de pé dos fãs da banda.

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Fechando o show, a banda trouxe o épico "Supper’s Ready" do "Foxtrot". A introdução linda da música, puxada pelos belíssimos vocais de Nad Sylvan e a apresentação de Hackett no violão, encantou os fãs já nas primeiras notas, fazendo com que muitos se arriscassem em cantar junto com a banda. A abertura, minimalista, mostra o poder do Genesis em fazer uma música simples e ao mesmo tempo emocionante. Sylvan, por fim, foi o grande destaque nessa música: sua presença marcante, com seus trejeitos excêntricos e sua excelente voz, caíram como uma luva aqui para animar ainda mais o público.

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Fechando, a volta do bis contou com "Los Endos", em uma excelente apresentação de progressivo do "Trick of the Tail". Uma apresentação progressiva vasta, com seu ar de leveza, fecha bem o show, que já passava longe da meia noite, em mais de duas horas de apresentação. Difícil não comentar, ao final da apresentação, o excelente trabalho tanto da casa quanto da TopCat Produções, que trouxeram um show redondo e perfeito para a vida. Que venham mais, pois em breve o Premiata Forneria Marconi também irá tocar no mesmo lugar, para o louvor dos mestres do prog.

Setlist:
1. Please Don't Touch
2. Every Day
3. Behind the Smoke
4. El Niño
5. In the Skeleton Gallery
6. When the Heart Rules the Mind (música do GTR)
7. Icarus Ascending
8. Shadow of the Hierophant
9. Dancing With the Moonlit Knight (música do Genesis)
10. One for the Vine (música do Genesis)
11. Inside and Out (música do Genesis)
12. The Fountain of Salmacis (música do Genesis)
13. Firth of Fifth (música do Genesis)
14. The Musical Box (música do Genesis)
15. Supper's Ready (música do Genesis)
Bis:
16. Los Endos (música do Genesis)

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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