Bon Jovi: show de hard rock vigoroso na sua 1ª vez em Porto Alegre
Resenha - Bon Jovi (Estádio Beira Rio, Porto Alegre, RS, 19/09/2017)
Por Felipe Domingues
Fonte: Ponto Zero
Postado em 22 de setembro de 2017
Por Aline Cornely
Publicado em:
http://pontozero.mus.br/?p=5676
Show: Bon Jovi, uma das bandas de rock mais bem-sucedidas do planeta
Data: 19 de setembro, terça-feira, véspera de feriado, em Porto Alegre, Dia do Gaúcho
Horário: marcado para às 21h30, mas começou antes e durou cerca de 2 horas e meia
Temperatura: agradável, sem chuva, céu estrelado, penúltimo dia do Inverno
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre
Público: cerca de 40 mil pessoas de todas as faixas etárias (considerando a capacidade do local de abrigar até 51,3 mil pessoas)
Assessoria de Imprensa: Tssler Conteúdo
Produtora: Hits Entretenimento
Setor: Repórteres foram acomodados na Pista Premium
Estilo: hard rock
Inédito, pela primeira vez, ao vivo na capital gaúcha, este foi também o primeiro show no Brasil da turnê pela América do Sul do álbum "This house is not for sale", lançado em novembro de 2016. No geral, um show grandioso, animado, vibrante, empolgante, alto astral, qualificado, digno de Rock in Rio, com uma energia maravilhosa. Nos três telões gigantes, as imagens variavam entre filmagens dos músicos e projeções em vídeo, além de uma Iluminação multicolorida poderosa. Sem covers, sem participações, sem grandes surpresas, sem trocas de figurino, sem fãs no palco.
O cantor, compositor, instrumentista, músico e ator norte-americano Jon Bon Jovi, ou melhor John Francis Bongiovi Jr., ícone dos anos 80, no alto dos seus 55 anos segue um "bom jovem", em plena forma, com barriguinha sarada, que dava o ar da graça entre a calça e a camiseta, em seus pulos e corridas. Mesmo grisalho, o menino de New Jersey continua esbanjando charme, simpatia, carisma e beleza.
Seus olhos azuis combinavam perfeitamente com o casaco e a camiseta em tons da mesma cor. Mesmo com toda a sua boa forma, não tirou o casaco em nenhum momento do show, apesar do suador, para decepção do público feminino...
Sensual, sex symbol, sedutor, cantou e galanteou as mulheres da plateia, mas na medida, afinal é casado há quase 30 anos com sua paixão do colegial, Dorothea Hurley Bongiovi, com quem tem quatro lindos filhos – três meninos e uma menina – e um trabalho de filantropia admirável.
O artista se emocionou com a energia positiva da gauchada, que se apresentou bem disposta e participativa, respondendo bem às interações do artista, cantando, dançando, gritando, aplaudindo, fazendo movimentos com os braços e mãos.
Sem dúvidas, deu pra testemunhar ao vivo que os muito mais de 100 milhões de fãs do Bon Jovi ao redor do mundo não podiam estar errados. Depois de tantas músicas em filmes e seriados, álbuns de estúdio, ao vivo e compilações, singles, prêmios, turnês, videoclipes, lotando estádios pelo mundo e vendendo milhões de cópias de suas músicas, com cerca de 34 anos (idade da repórter que vos escreve) de carreira, Bon Jovi está com a vida ganha, obviamente, mas mesmo assim apresentou um espetáculo, cheio de dedicação para com o público gaúcho, que tanto tempo esperou para vê-lo ao vivo aqui em nossa terrinha – fato normal para os porto-alegrenses. Ao final do show, ele agradeceu aos fãs gaúchos, pelo apoio nos "ups and downs" da carreira.
Ele é o Bon! Um grande artista que faz tudo com amor, emoção e diversão, canta com o coração. Não é à toa que o desenho que simboliza a banda é um coração com asas sangrando atravessado por um punhal. Jovi ainda apresenta uma ótima performance de astro do rock’n roll – seu sonho desde criança, totalmente realizado. Não é a mesma do início da banda, claro que não, afinal mais de três décadas de carreira se passaram, mas dá para ouvir e ver que ele consegue cantar bem, tranquilamente, sem se esgualepar, diferente do que podemos presenciar no Rock in Rio de 2013, quando ele foi muito criticado pela falta de potência de sua voz.
Acompanhado por uma banda de elegantes, simpáticos e talentosos músicos – cheios de estilo, virilidade e presença de palco – que Jovi apresentou na metade final do show, com muito carinho, gratidão e elogios:
Na bateria: Tico Torres;
Na guitarra solo: Phil X (o substituto de Sambora);
No baixo: Hugh McDonald;
Nos teclados: o fiel David Bryan, único membro original junto a Jovi;
Na guitarra base: John Shanks, também produtor de diversos trabalhos da banda;
Na percussão: Everett Bradley.
Apoiando Jovi, os músicos sustentam os backing vocals, durante praticamente o tempo todo: Phil X, David Bryan e Hugh McDonald. Às vezes, até mesmo o percussionista e o guitarra base também ajudaram.
Pontos altos, quando a banda levantou a plateia com seus eternos hits:
- Raise Your Hands,
- You Give Love a Bad Name,
- It's My Life (público todo cantando e pulando),
- Have a nice day,
- Bed of Roses (balada romântica linda),
- Keep the Faith (opera rock),
- Bad Medicine (com uma projeção bem sexy com mulheres sensualizando no telão), quando ele foi cumprimentar os fãs do gargarejo;
- Livin on Prayer, que encerrou o show, em alta.
Pontos baixos:
- Breves erros de execução perceptíveis em Bad Medicine e Livin On a Prayer;
- Eu e metade do público queríamos muito ter visto ao vivo as românticas ‘Always’, ‘I'll Be There For You’, ‘Misunderstood’, ‘Thank You For Loving Me’, ‘Janie, Don't Take Your Love to Town’, ‘This Ain't A Love Song’ e ‘Blaze of Glory’, mas não fizeram parte do repertório, infelizmente;
- Trânsito e segurança ao final do show. Demorou 1h30 para eu conseguir um Cabify para voltar para casa.
Setlist:
1 – "This House Is Not for Sale"
2 – "Raise Your Hands"
3 – "Knockout"
4 – "You Give Love a Bad Name"
5 – "Born to Be My Baby"
6 – "Lost Highway"
7 – "Because We Can"
8 – "I'll Sleep When I'm Dead"
9 – "Runaway"
10 – "We Got It Going On"
11 – "Someday I'll Be Saturday Night" (Acústica)
12 – "Bed of Roses"
13 – "It's My Life"
14 – "Who Says You Can't Go Home"
15 – "RollerCoaster"
16 – "Wanted Dead or Alive"
17 – "Lay Your Hands on Me"
18 – "Have a Nice Day"
19 – "Keep the Faith"
20 – "Bad Medicine"
Bis
(Ole-ole-ole-ole)
21 – "In These Arms"
22 – "Blood on Blood"
23 – "Livin' on a Prayer"
Próximos shows da turnê no Brasil:
Rio de Janeiro: sexta, dia 22, no Rock in Rio;
São Paulo: sábado, dia 23, no festival SP Trip.
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