New Order: Homenagem emocionante ao Joy Division no Lollapalooza

Resenha - New Order (Lollapalooza, São Paulo, 06/04/2014)

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Por Monica Prado
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Tudo teve início em Manchester, Inglaterra, em 1976. Ian Curtis (vocal), Bernard Summer (guitarra e teclado), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria) formaram a banda pós punk chamada ‘Joy Division’. Influenciados por The Doors, David Bowie, Iggy Pop e Velvet Underground, construíram um som ímpar, cuja genialidade de Ian Curtis pode ser conferida nas letras melancólicas. Vamos mostrar agora como isso está vivo até hoje, em 2014, e quem esteve no Lollapalooza pode conferir!

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Fotos: Marcelo Rossi.

A última apresentação do Joy Division ocorreu no dia 2 de maio de 1980. Ian Curtis, vocal e letrista da banda, 23 anos, provavelmente exausto das dores emocionais que sofria, da epilepsia, dos problemas amorosos e da sua pesada genialidade e sensibilidade, cometeu suicídio 16 dias depois, em 18 de maio de 1980.

Bernard, Peter e Stephen, em conjunto com Gillian Gilbert formaram então, o New Order. Algumas canções do Joy Division já mostravam experimentações eletrônicas, um caminho que foi bem desenvolvido e bem sucedido nas mãos do New Order, que desenvolveu uma faceta dançante também.

A formação atual da banda conta com Phil Cunningham, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Tom Chapman e Bernard Sumner. Muitos fãs do Joy Division e New Order puderam recordar todo esse período, e o que foi construído ao longo dos 34 anos desde a formação do New Order. Vamos ao show!

O público era grande e o show teve uma produção excelente. Um telão que ficava no fundo do palco exibia, a cada faixa, um clipe da música, ou imagens condizentes com a atmosfera proporcionada pela mesma.

Bernard entrou no palco segurando a camiseta do Brasil, disse que aprecia a caipirinha, falou do Manchester, brincou com a plateia, pedia palmas em várias execuções e fez o que sabe fazer melhor, liderou uma das apresentações mais brilhantes do festival.

A primeira faixa ‘Crystal’ já deu o tom da noite, que seria recheada de um puro som eletrônico e dançante. Transmission foi uma ótima surpresa, já levando os fãs a lembrarem de Joy Division. ‘Singularity’, música nova da banda, foi bem recebida. Mesmo os jovens, que não conhecem tanto o trabalho inicial do grupo, ficaram perplexos com os arranjos, e o capricho com que cada faixa é composta.

A introdução de ‘Ceremony’ já fez muita gente sair do chão. Não dá prá ficar parado com essa música. O refrão: ‘Ah, eu vou quebrar todos eles, sem piedade, o Céu sabe que tem que ser desta vez, assistindo a ela, essas coisas que ela disse, as vezes que ela chorou, muito frágil para acordar desta vez’.

‘Age of Consent’ precedeu ‘Your Silent Face’, que trouxeram uma atmosfera super agradável ao show. ‘World’, depois a imortal ‘Bizarre Love Triangle’ levou o publico a dançar.

‘True Faith’ e ‘5 8 6’ foram seguidos por três hits de sucesso: ‘The Perfect Kiss’, ‘ Blue Monday’ e ‘Temptation’. Perfomance perfeita, público extasiado.

Eles deixam o palco, mas o público não deixa o local. Ele voltam para uma surpresa emocionante: a execução de duas faixas do Joy Division. A primeira me surpreendeu por ser minha faixa favorita, e por não achar que eles a tocariam. ‘Atmosphere’ é uma faixa pesadíssima, embora seja de uma beleza extraordinária. No telão o vídeo da música intercala imagens de Ian Curtis. Emocionante!

Prá fechar, ‘Love will tear us apart’, uma das canções mais lindas do Joy, que é a inscrição da lápide de Ian Curtis. No telão, a frase título e a mensagem JOY DIVISION FOREVER. Absurdamente fantástico!

New Order forever, que eles voltem logo!

Set List:
Crystal
Transmission (Joy Division)
Singularity
Ceremony
Age of Consent
Your Silent Face
World
Bizarre Love Triangle
True Faith
5 8 6
The Perfect Kiss
Blue Monday
Temptation

Encore:
Atmosphere (Joy Division)
Love Will Tear Us Apart (Joy Division)

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Sobre Monica Prado

Sou formada em Engenharia pela E. E. Mauá e atualmente curso Filosofia na FFLCH-USP. Sou professora e tradutora de Inglês. Amo música e curto desde música clássica até o Heavy Metal. Música brasileira não é meu forte, mas sei apreciar um som de qualidade. A música me ajuda a sobreviver neste mundo, e ele ainda vale a pena por causa dela!

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