Avenged Sevenfold: Tinha tudo para ser uma noite histórica

Resenha - Avenged Sevenfold (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 02/04/2011)

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Por Rodrigo Simas
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Tinha tudo para ser uma noite histórica para todos que compareceram ao Citibank Hall. E quase foi. Banda empolgada, no auge de sua carreira, e o público respondendo a altura, com a pista completamente lotada, cantando todas as letras e melodias. Uma empatia incrível dos fãs com o grupo. Luzes apagadas, músicos no palco e a introdução explode nos PAs: era o começo da histeria, dos gritos, das rodas, das cabeças balançando e dos punhos pro ar. Dane-se o visual emo dos caras, era uma noite de heavy metal, doa a quem doer.

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E a trinca de abertura provou isso com louvor: "Nightmare", "Critical Acclaim", e "Welcome To The Family" (depois de uma bandeira jogada ao palco e aberta por M. Shadows, que literalmente deu as boas-vindas aos adeptos da família AVENGED SEVENFOLD) não deixaram pedra sobre pedra. O som, bom e alto na frente, ficava um pouco embolado no fundo da pista, mas sem comprometer o espetáculo em nenhum momento. Mostrando muita desenvoltura, os músicos esbanjaram competência e presença de palco, se movimentando por todos os cantos, interagindo com a platéia e sempre deixando claro a felicidade de estar no Brasil.

Quem achava que o ritmo ia cair, "Beast and the Harlot", do bom "City Of Evil", entrou na sequência, mostrando que a garotada conhece todos os trabalhos da banda, mesmo os mais antigos. A troca de panos de fundo e bela produção do palco só adicionaram ao espetáculo, que ainda teve explosões, fogo e um belo jogo de luzes. Em "Buried Alive" e "So Far Away", a alternância entre momentos mais calmos e pesados abriu espaço para bons solos e uma excelente performance do guitarrista Synyster Gates, reproduzindo suas partes com muita técnica e feeling, e do vocalista M. Shadows, que usa e abusa dos trejeitos copiados de Axl Rose.

"Afterlife", "God Hate Us", e "Bat Country" levantaram de novo o público, que já clamava pelo sucesso "A Little Piece of Heaven", talvez a mais esperada entre os presentes, mas que não está sendo tocada em todas as datas da turnê. "Unholy Confessions" (a mais antiga do show, presente no segundo álbum do A7X, "Waking the fallen") veio em seguida deixando a performance ainda mais energética. Mas, novamente, os fãs gritavam aos berros o nome de "A Little Piece of Heaven". Com pouco mais de uma hora de música, a banda saiu para o bis, decepcionando pela pequena duração da apresentação. Mesmo assim, a expectativa era alta para as canções escolhidas para o que viria depois...

E o retorno veio com a bonita balada "Fiction" (que não funciona para uma volta de bis) e a também boa "Save Me", que mescla as várias nuances e qualidades das suas composições, mas que não tem peso para fechar uma noite que tinha tudo para ser inesquecível. Sem a inclusão de mais duas ou três músicas e "A Little Piece of Heaven", o AVENGED SEVENFOLD deixou escapar a chance de fazer um show histórico, mas que com certeza vai ficar na memória dos fãs, na sua grande maioria adolescentes, que suaram, cantaram e se emocionaram com sua banda favorita.

Setlist:
01-Nightmare
02-Critical Acclaim
03-Welcome to the Family
04-Beast and the Harlot
05-Buried Alive
06-So Far Away
07-Afterlife
08-God Hate Us
09-Bat Country
10-Unholy Confessions
Bis:
11-Fiction
12-Save Me




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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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