Resenha - Blaze Bayley (Opera 1, Curitiba, 09/01/2009)

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Por Clóvis Eduardo
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De quantos aplausos se faz um artista? De estrela de uma das maiores bandas de Heavy Metal do mundo com estádios sempre lotados a clubes pequenos e bandas medianas, Blaze Bayley está na ativa, com a cara e a coragem que sempre foram sua marca, principalmente numa carreira de altos e baixos tanto profissionais como pessoais.

Fotos de Makila Crowley: www.makilacrowley.com.br

Quem diz que Blaze está em sua melhor forma, está enganado. Mas os que acreditam que o inglês de voz grave está acabado, também comete equívoco. Blaze iniciou a turnê brasileira pelo Paraná, estreando em Maringá. No segundo show, realizado em Curitiba, ele mostrou que ainda é capaz de divertir os headbangers por duas horas com boas músicas da carreira solo e algumas das melhores dos discos "X Factor" e "Virtual XI" do Iron Maiden.

O show no Opera 1 foi aconchegante, já que a pista não estava lotada, permitindo aos fãs acompanharem de perto a apresentação e até com facilidade tocar a mão do inglês, sempre cheio de caretas e palavras agressivas de incentivo ao público. Ele não muda. Pede palmas a todo instante e entoa coros para que a galera seja como um outro integrante. O baixista David Bermudez é outro incentivador da boa conduta do público, além de ser um bom agitador.

Apesar de ser em uma sexta-feira (9 de janeiro), o show começou bem mais tarde do que o programado. As portas da casa foram abertas próximo da meia-noite, o que fez com que os curitibanos da Living Garden subissem ao palco apenas para se desculpar pelo ocorrido e dizerem que abririam mão do show de abertura para que a estrela da noite não se atrasasse ainda mais. Em mais alguns minutos, começa a rolar uma intro que, vez ou outra estourava nos alto falantes e anunciava a chegada da banda de Blaze. A primeira música, “The Man Who Would Not Die” foi uma lástima, com um som péssimo, com instrumentos desregulados e estalados. Quando Blaze Bayley pronunciou os primeiros versos da música, foi um alívio, já que o inglês não se mostrava muito a vontade, pelo menos quando chegou ao Opera 1, e problemas com o microfone não seriam muito tolerados.

Mas o show teria de continuar e estranhamente, a regulagem do som da segunda canção, “Blackmailer”, já estava muito melhor, e já era possível entender o quão interessante é a nova formação do grupo. Os guitarristas Nico Bermudez e Jay Walsh, o baixista David Bermudez e o baterista Larry Paterson tem uma dura missão de contentar os fãs de Blaze e ainda por cima ter perícia em tocar algumas músicas para os fanáticos por Iron Maiden.

Blaze continua gordo, com as costeletas engraçadas e aquele olhar de maluco de sempre. Atirou garrafas de água em um roadie ao lado do palco (tão alto que seria incapaz de acertá-lo), e passou o show todo lutando com um problema no corpo do microfone, chegando inclusive a passar uma fita adesiva. Muito conhecido como um “contador de histórias”, aumentando o intervalo entre as músicas, Blaze foi mais simples e direto. Conversou por várias vezes com o público, mas de forma rápida e anunciou pouco a pouco as músicas próprias ou da fase "X Factor" e "Virtual XI", mesmo sem citar uma única vez a palavra Iron Maiden. O palco pequeno foi o ideal para o grupo que não é chegado a estrelismos, o que é uma boa. De fundo, apenas um pano preto com a capa do disco “The Man Who Would Not Die”.

Ao longo do show, o som esteve bom, assim como os efeitos de luz, simples e de bom gosto. Entre os destaques da carreira de Blaze, “Born in a Stranger”, “Alive”, “Kill and Destroy”, “Samurai” e “Leap of Faith”. E ao contrário do que vinha acontecendo na turnê européia em 2008, muitas músicas do Iron Maiden, como “Futureal”, “The Clansman”, “Sign of The Cross”, “Virus”, “Edge of Darkness” e “Man On The Edge” penúltima música executada e com uma velocidade fenomenal. Para fechar o set veio “Ten Seconds”, do CD “Blood & Belief”, uma escolha um tanto quanto esquisita, mas que foi muito bem recebida pela platéia, sempre participativa.

Após o show, o palco ficara livre para outra banda, “Burning Christmas”, de Guarulhos, tocar alguma coisa. Mas passaram quase despercebidos por grande maioria dos headbangers que se apertavam ao fundo do Opera 1 para pegar autógrafos e tirar fotos com Blaze e banda que recebia a todos tranquilamente.

No geral, Blaze continua com um vozeirão igual ao que aprendemos a ouvir e admirar desde a época do Wolfsbane. Firme e concentrado, o inglês não dá a menor pinta do ocorrido há poucos meses, com a morte da esposa Debbie Hartland, vítima de um aneurisma cerebral. Isso demonstra coragem deste cara que já enfrentou muitos desafios, milhares de toneladas de críticas como vocalista da donzela por cerca de cinco anos, mas que certamente, ainda tem muita lenha para queimar no metal.

Confira ainda as filmagens de duas músicas da banda de Blaze Bayley:

Virus: http://br.youtube.com/watch?v=aiJ_HsG6IoU

Sign Of The Cross: http://br.youtube.com/watch?v=q1-AecCqlek

Set-list:
The Man Who Would Not Die
Blackmailer
Smile Back at Death
The Clansman
The Launch
Lord of The Flies
Leap of Faith
Edge of Darkness
Voices From The Past
Virus
Alive
Identity
Kill and Destroy
Futureal
Stare at The Sun
Samurai
Sign Of The Cross
Born As a Stranger
Man Of The Edge
Ten Seconds (no set list estava Robot)

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Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

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