Resenha - Destruction (Opinião Bar, Porto Alegre, 14/10/2008)

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Por Bruno Pasquini
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Os germano-brasileiros do DESTRUCTION fizeram, dessa vez, de Porto Alegre palco do desfecho de sua passagem destruidora (com o perdão do trocadilho), pelo país. O local escolhido para acolher nossos quase compatriotas foi mais uma vez o bar Opinião, que recebeu um bom público na noite abafada de terça-feira 14/10/2008.

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Foto da chamada: Ludmila Santos

Os Bangers ainda se concentravam na porta do recinto quando a banda de abertura LÁPIDE subiu ao palco para o “esquenta”. Apresentando um Thrash/Death de qualidade os gaúchos do LÁPIDE conseguiram juntar uma considerável parcela do público em frente ao palco para uma comedida série de bangueadas ao som de metal tupiniquim, mas foi mesmo quando fizeram um cover de SLAYER que a galera deixou a timidez de lado e começou extravasar de fato. Destaque para a performance do baterista e do vocalista que hora ou outra me fazia lembrar de Chuck Billy do TESTAMENT. Era o aquecimento apropriado para o que viria depois, 1h40 de tormenta.

Ao final da apresentação de abertura, uma pequena pausa para os últimos ajustes de equipamento até a tradicional Intro para a avassaladora ‘Curse the Gods’. Neste momento todos os headbangers já estavam devidamente posicionados frente ao palco para receber Schimier, Mike e Marc, o trio. Quando Schimier soltava “Allah, Buddha, Jesus Christ...” o público gritava junto, enquanto eu esperava que ali, já naquele momento, o primeiro mosh-pit se formaria, algo que aconteceria somente pouco mais tarde na terceira música do set, ‘Devolution’. Ao que termina a empolgante música inicial, o tradicional “Boua noeti Purto Alegri” para despertar o público para ‘Nail to the Cross’ clássico executado com maestria, um dos melhores momentos do show, seguida de 'Devolution', apresentada como primeira faixa do novo álbum (homônimo), uma música impressionante, com variações de tempo, refrão que fica na cabeça e faz o pescoço doer, logo de cara. ‘Mad Butcher’ começou a sair pelos amps e a massa foi ao delírio. Daí em diante não parou mais. ‘Eternal Ban’, ‘Life Without Sense’, ‘Metal Discharge’ vieram uma após outra e a galera as recebia com entusiasmo, todas primorosamente executadas, o que fez até que quase passasse despercebido um pequeno equivoco de Schimier ao começar uma estrofe onde ainda não havia em ‘Eternal Ban’, mas nada que comprometesse. Se alguém ficou ressentido com o pequeníssimo tropeço ‘Death Trap’ foi a redenção, não houve quem não ficou com vontade de bater até na mãe naquele momento, algo sensacional!

‘Thrash till Death’ começou logo após sua tradicional intro para dar seqüência à pancadaria que a noite prometia, todos cantaram juntos até o fim. Em seguida uma pequena brincadeira da banda tocando o comecinho de ‘Iron Man’ e ‘Sweet Leaf’ do Black Sabbath que logo deram lugar a ‘AntiChrist / Released from Agony’. A surpresa não parou com o cover sabbatico, logo um cover de ‘The Damned’ do PLASMATICS, para balançar ainda mais o público gaúcho. Voltando ao repertório da banda, ‘Invencible Force’ enche o bar com um coro arrepiante, um momento para ficar na memória. ‘Inventor of Evil’ foi escolhida pela banda para fechar a apresentação até o bis que viria pouquíssimo tempo depois, não deixando o pessoal ter tempo sequer para absorver as pancadas que haviam sido desferidas até então. Voltando da breve pausa Schimier, em um também breve discurso, disse que entende que o Brasil é um país de religiosos, mas que pra ele o que importa de fato é ‘Total Disaster’. Quando os incríveis riffs de Mike começaram, a maior roda da noite se abriu no meio da multidão, uma pancada para cada beat da caixa de Marc. Sem deixar o clima esfriar ‘Bestial Invasion’ invadiu (olha o trocadilho ai mais uma vez) o recinto com uma potência impressionante. Durante o refrão, após uma breve olhada ao redor pensei: “Será que tem alguém parado nesse lugar?” depois de um giro de 360° constatei – Não havia! Com esta, chegava o final da apresentação até que Schimier percebeu a sede do pessoal por mais uma e deixou ‘The Butcher Strikes Back’ de lambuja pra galera, e que lambuja! Muita energia e vigor ao agradecer a fidelidade de seus fãs por meio desta que é uma música em homenagem à todos que acreditaram no DESTRUCTION e confiaram que a banda estaria de volta após a saída de Schimier e uma pausa nas atividades.

1h40 depois, aquela sensação de alma lavada tomou conta dos bangers que gritavam a uma só voz “Destruction, Destruction, Destruction” em agradecimento pela incrível noite proporcionada. Uma apresentação memorável, linear, sem deixar a peteca cair, algo típico da banda que em 25 anos nunca decepcionou, sempre sustentando o posto de pilar do trio de ferro do Thrash Metal germânico ao lado de SODOM e KREATOR. Que o açougueiro louco apareça por essas bandas muito mais vezes para visitar seus quase compatriotas, já familiarizados anfitriôes.

Set-List:
Intro
Curse the Gods
Nail to the Cross
Mad Butcher
Eternal Ban
Life Without Sense
Metal Discharge
Death Trap
Intro 2
Thrash till Death
Seven Deadly Sins + Antichrist + Released From Agony
Tormentor
Invencible Force
The Damned / Cracked Brain / Rejected Emotions
Soul Collector
Total Disaster
Bestial Invasion
The Butcher Strikes Back

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Sobre Bruno Pasquini

24 anos, de São Paulo - SP, publicitário. Trabalha com marketing promocional na Editora Abril.

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