Resenha - Police (Maracanã, Rio de Janeiro, 08/12/2007)

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Por Doctor Robert
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Se formos traçar um paralelo entre rock e religião, o ano de 2007 ficaria conhecido como um ano em que alguns milagres ocorreram... sim, pois se formos parar para pensar, quem em sã consciência poderia visualizar Sting dividindo os palcos com seus ex-companheiros de The Police? E que tal Van Halen com David Lee Roth? Um show completo do Led Zeppelin? É, caros fiéis, milagres acontecem...

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E os brasileiros puderam presenciar de perto pelo menos um destes milagres, no dia 08 de dezembro, no estádio do Maracanã. Primeiro um bom show de abertura dos Paralamas do Sucesso, com participação especialíssima de Andréas Kisser (Sepultura). Sabiamente, já começaram com “Vital e Sua Moto” (dos primeiros anos da banda, onde os Paralamas soavam justamente como... quem mesmo?), e em 50 minutos, mostraram praticamente todos seus hits: “Alagados”, “Meu Erro”, “Óculos”, “Selvagem”...

Após este bom aquecimento da platéia, lá estavam eles, em plena forma e harmonia: Sting, com seu velho baixo Precision descascado e sua voz ainda excepcional; Andy Summers, o simpático dono da guitarra refinada do pop; e Stewart Copeland, um baterista iluminado. O The Police iniciou seu show de forma arrasadora, com a clássica “Message In A Bottle”, e o público já estava ganho... De cara, fica claro que o trio resolveu dar uma nova roupagem para as músicas na tour, com algumas alterações de arranjo aqui e ali. Vem em seguida a fantástica “Synchronicity II”, com Sting arriscando alguns slaps no baixo e “praticando” seu português ao final desta (“que saudade do Brasil”, para delírio dos fãs). Há de se destacar também a produção do show, com imagens projetadas nos telões e ao redor do palco nos remetendo ao álbum em questão (“Synchronicity”, o último da banda, de 1983... e lá se vão 24 anos...).

Daí pra frente o que se viu foi um desfile de momentos históricos do pop rock: “Walking On The Moon”, “Don’t Stand So Close To Me”... Intercaladas com composições de todas as eras do Police, daquelas que não fazem parte dos “greatest hits” da vida, mas todo fã conhece: “Voices Inside My Head”, “Driven To Tears”, “Whole In My Life”... E Sting como sempre conversando com a platéia: “Temos 70 mil pessoas aqui, portanto temos 140 mil mãos”... foi o suficiente para a platéia levantar as mãos e dar seu recado...

E tomemos mais clássicos: “Every Little Thing She Does Is Magic”, “Wrapped Around Your Finger”, “De Do Do Do De Da Da Da”... Deste ponto pra frente foram apenas as clássicas mesmo! Quando tudo parecia realmente terminado após “Every Breath You Take”, o simpático Andy Summers não sai do palco e ajuda a galera a chamar de volta os colegas para o gran finale com “Next To You”.

Foram cerca de duas horas de êxtase e uma performance impecável do trio, tocando melhor do que nunca, e matando a saudade e desejo dos fãs, que esperavam por mais de vinte anos para ver isso... Boatos dizem que virá um DVD gravado deste show... Em uma entrevista, Summers disse que poderíamos ter um novo CD de inéditas...

O que esperar? Mais milagres? O próximo passo seria a canonização do trio...

Set List:
01. Message In A Bottle
02. Synchronicity II
03. Walking On The Moon
04. Voices Inside My Head
05. When The World is Running Down, You Make The Best of What's Still Around
06. Don't Stand So Close To Me
07. Driven To Tears
08. Truth Hits Everybody
09. Hole In My Life
10. Every Little Thing She Does Is Magic
11. Wrapped Around Your Finger
12. De Do Do Do De Da Da Da
13. Invisible Sun
14. Walking In Your Footsteps
15. Can't Stand Losing You
16. Roxanne
17. King Of Pain
18. So Lonely
19. Every Breath You Take
20. Next To You

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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