Resenha - Hammerfall (ATL Hall, Rio de Janeiro, 20/05/2003)

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Por Rafael Carnovale
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Fotos show: Anderson Guimarães
Fotos tarde de autógrafos: Rafael Carnovale

A terceira passagem dos suecos do Hammerfall pelo Brasil pode ser descrita como bombástica. Após divulgar seu novo e bem sucedido “Crimson Thunder” em vários shows na Europa, Japão e EUA, o Hammerfall começou a perna sul-americana da turnê. Seria o segundo show no Rio de Janeiro e marcado para uma terça-feira. Os shows de Sampa e Curitiba tinham se mostrado muito intensos, o que criava uma boa expectativa para a apresentação carioca.

Logo no dia do show, a banda concedeu uma tarde de autógrafos na loja Hard and Heavy do Flamengo, aonde por cerca de 1:30 atendeu perto de 110 fãs, autografando e tirando fotos. Todos se mostraram muito simpáticos e atenciosos, e o público menor que o costumeiro em tardes de autógrafos (muitos estudavam e trabalhavam naquele horário) contribuiu para que tudo corresse muito bem. Pudemos conversar rapidamente com todos os membros da banda, e tivemos um papo interessante com AC, o “tour-manager” que garantiu que em agosto ele voltaria com os finlandeses do Stratovarius e em novembro com os alemães do Gamma Ray. Boa pedida para os fãs de melódico. Curiosamente, o vocalista Joacim Cans acabou por pedir um cd de Jeff Scott Soto na loja, pois não tinha ouvido ainda, se declarando grande fã do mesmo. Já o guitarrista Stefan Elmgren pediu um novo do Helloween, aproveitando que ainda não possuía e ficamos batendo papo sobre os vocalistas do Helloween e Pink Cream 69, banda que ele confessou adorar.

Passada a tarde, chegava a noite. O ATL de fato não estava lotado e nem fez menção de tal, pois cerca de 1500 pessoas compareceram ao show, mas o público se mostrou ativo e fervilhante, principalmente às 22 hs (com 30 minutos de atraso), quando a Intro começou a rolar por todo o local e Anders Johansson (com uma ridícula camiseta de Super-Homen) assumiu seu posto na bateria. Magnus Rosén viria a seguir, trazendo a banda que emenda de cara “Riders of the Storm” e surpreendemente “Heeding the Call”. A galera pulava quando “A Legend Reborn” e “Stronger than All” foram tocadas. De longe vi que o set-list seria bem diferente do de outros shows.

Já de início, pode-se constatar alguns fatos no show do Hammerfall: Joacim perde um pouco ao vivo em seu vocal, principalmente nos tons agudos, o que o faz conter sua voz com bastante agilidade, para não comprometer. Oscar Dronjak (com sua eterna vestimenta medieval) e Stefan fazem como que uma segunda linha de frente, aonde executam coreografias, geralmente puxadas por Oscar. Stefan é mais contido, mas no espaço dele, agita bastante. E Magnús é o “show-man da banda”, correndo de um lado para o outro, mostrando claramente sua empolgação. Uma nova Intro e “Hero’s Return” rola no ATL, seguida de um solo de baixo de Magnús, que mostrou habilidade e ótima interação na platéia (Nota: ele tocou uma minúscula fração do que costuma fazer em seus cd’s solo), seguido de “At the End of the Rainbow”. O público cantava todas as músicas e foi a loucura quando Joacim (um dos “frontmans” mais carismáticos do metal atual, com o controle total da platéia) avisou que o show seria gravado para ser usado no futuro cd ao vivo da banda e anunciou uma que saiu do baú: “The Metal Age”, que fez a galera tremer. Joacim errou parte da letra, enquanto Anders deu duas atravessadas na música. Seguiram com “The Unforgiving Blade”(aonde Joacim brincou com um tecladinho de criança) e a balada “Glory to the Brave”, que ficou muito boa ao vivo. Uma pausa para Joacim descansar a garganta era a deixa para tocarem a instrumental “Raise the Hammer” aonde Stefan assumiu o posto de frente, mandando ver na guitarra. Logo depois Joacim volta e começa a anunciar a próxima música, mas acaba chamando a atenção de um fã mais afoito, dizendo “eu tenho o microfone” e anuncia “Let The Hammer Fall” que ao vivo ficou muito mais pesada, sendo um grande momento do show.

Um som de motocicleta foi ouvido no ATL Hall... era a deixa para “Renegade” que fez o público cantar junto sem parar e “Dreamland”, que não vinha sendo tocada em todos os shows e seria tocada pela última vez nesta tour. Joacim começa a falar sobre o fato de sermos todos uma grande família e anuncia a inesperada “Crimson Thunder”. Logo vemos que o palco e jogo de luzes, apesar de simples, funcionam de maneira perfeita, criando o clima para cada música.

Uma pequena pausa para outra Intro e o Hammerfall massacrar os fãs com duas bombas sonoras “Templars of Steel” (aonde Joacim de novo segurou a voz, não dando os agudos costumeiros” e o já hit “Riders of the Storm”. “Hammerfall” fecharia o show em grande estilo, totalizando cerca de 1:40 de heavy metal.

De cara vemos que a banda está cada vez melhor em sua performance. Joacim é um bom vocal e um excelente frontman. Oscar, embora tímido e um guitarrista humilde, melhorou em muito sua performance de palco, só dando azar quando um rapaz invadiu o palco e tentou abraça-lo, fato que fez o mesmo dar as costas e fazer o pobre invasor executar um “stage-diving” olímpico. Stefan é mais contido, mas cumpre bem o seu papel. Magnús está tendo mais espaço para mostrar seu lado show-man e músico e Anders, embora tenha dado umas atravessadas cruéis continua sendo um batera competente. Um show energético que aqueceu uma terça-feira congelante. Até o Stratovarius!

Agradecimentos:
Hard and Heavy
AC e Miriam Hinds (Faz-produções)
Assessoria de Imprensa da Cie-Brasil (Bianca Labruna)

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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