Acender sinalizadores em shows é uma tremenda besteira
Por Mateus Ribeiro
Postado em 23 de outubro de 2026
Na última quarta-feira (14 de outubro), o Iron Maiden se apresentou no estádio Olímpico Atahualpa, localizado em Quito, capital do Equador. O show, parte da turnê "Run for Your Lives", ficou marcado pelo comportamento de parte da plateia. Alguns fãs acenderam sinalizadores durante o concerto, o que deixou o vocalista Bruce Dickinson irritado.

"Por favor, um pedido. Não posso cantar se estiverem acendendo sinalizadores, não consigo respirar. Então, por favor, se você quiser acender um sinalizador, vá para outro lugar, porque é um veneno o que você coloca no ar. Temos pirotecnia no show, não precisamos de sinalizadores na plateia", declarou o cantor e compositor (via RPP Notícias).
Infelizmente, não se trata de um caso isolado. Ao menos aqui no Brasil, tivemos casos semelhantes. Abaixo, é possível ver um desses exemplos, registrado em um show do System of a Down.
Sinalizadores emitem fumaça, e não é preciso ser exatamente uma pessoa genial para saber que respirá-la não é muito saudável. Além disso, tais artefatos podem causar queimaduras e, na pior das hipóteses, provocar incêndios.
Os riscos que sinalizadores oferecem à saúde já seriam suficientes para considerar essa prática uma tremenda aberração. Mas há outros aspectos que merecem atenção: como alguém consegue entrar em um evento portando um artefato desses? E até que ponto vale a pena colocar a segurança e a experiência alheia em risco para conquistar os famosos quinze minutos de fama nas redes sociais?
Em um show, o público está ali, invariavelmente, para conferir o que uma banda ou artista tem a oferecer, e não para contemplar o espetáculo de marmanjo carente querendo atrair os holofotes. Se a intenção é aparecer, vale lembrar que o espetáculo já tem protagonistas, que são justamente os músicos, não quem resolve transformar a plateia em palco.
Caso não tenha ficado claro até aqui, acho que acender sinalizadores em shows é uma tremenda besteira. Espero, do fundo do meu coração, que essa febre passageira não se propague.
Quem faz o espetáculo é o artista, não o fã. E ponto final.
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