Ghost: falando um pouco sobre a banda

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Por Pedro Marques
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Uma banda que divide opiniões, e que está caminhando cada vez mais rápido ao topo da lista de bandas de Heavy Metal. Ghost, a banda sueca dos mascarados, toma espaço no mercado musical, uma vez que lançando álbuns novos, apela um pouco para a popularidade do mercado. Lançou um álbum brilhante de estreia, Opus Eponymous (um dos melhores álbuns do mundo, na minha opinião) e alcançou, já ali, um sucesso muito grande para estreantes.

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Lançando uma música exclusiva, e de peso; fez coisas que não se encontram por aí, em qualquer lugar. Poderíamos chamar isso de 'Blackened Heavy Metal' como fizeram com o Mercyful Fate, mas não se pode definir ainda, o estilo das músicas do Ghost. É claro, Mercyful Fate e Ghost são bandas muito parecidas. Ambos vocalistas apresentam (apresentavam, no caso do Mercyful) uma incrível presença de palco, um símbolo para a banda; corpse paint e uma voz diferente do que se vê por aí. Essas bandas mergulham no estilo satânico e extremo da música mundial.

O Opus Eponymous só contém faixas perfeitas, dignas de um álbum clássico. Um mundo sombrio de Heavy Metal/Doom Metal foi incluído no álbum, aproveitando ainda outro instrumento não muito usado em bandas de Metal, o teclado. A primeira faixa é "Deus Culpa", e a segunda é "Con Clavi Con Dio". Esta música se tornou um clássico da banda, pois é impecável tudo o que há nela. Logo de cara a primeira palavra é 'Lucifer', o que se torna especial, pois não é nada parecido com o que algum de nós já viu antes. Não estou falando de letras satânicas, mas sim do conteúdo inteiro. Como se fosse um poema para o diabo, diferente do black metal que faz 'música do diabo'. A terceira faixa talvez seja a mais popular da banda, 'Ritual' também aproveita do estilo único que o ghost sabe-se lá de onde tirou. Depois de Ritual, tem a música 'Elizabeth', outro sucesso, que conta um pouco da história da Condessa Elizabeth Bathory, que se banhava de sangue de mulheres virgens, para manter a aparência jovem. Daí pra frente é tudo a mesma coisa, 'Satan Prayer, Death Knell, Prime mover e Stand By him' são as faixas restantes do álbum, com exceção de 'Genesis' e 'Here Comes The Sun' (cover do The Beatles). Estas faixas não são tão aclamadas e nem tocadas sempre nos shows, mas não deixam de ser tão bom quanto tem que ser, músicas realmente inovadoras. Por fim, 'Gênesis', é outro clássico do Ghost. Instrumental, e nada do tipo 'frescurinha', é marcada pelo teclado e os riffs das guitarras. Este álbum prende o ouvinte com a sua atmosfera dos anos 70, regredindo ao rock/heavy metal clássico.

O Infestissumam talvez seja mais comercial do que deveria ser. Lançado em 2010, também contém clássicos do Ghost, como Year Zero. Por ser o álbum mais conhecido da banda até aqui, não vou falar muito dele. "Não o vicia como o primeiro álbum, mas é tão grande quanto. Ouça o álbum quando puder, e se você não for um tr00, talvez possa gostar."

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Ainda há o novo álbum 'Meliora', que será lançado em Agosto desse ano. As expectativas por esse álbum são grandes. Já foi lançado um single, 'Cirice'. Eu estuprei o RePlay do youtube quando o single foi lançado. É tudo o que eu penso do Ghost, sem apelar muito pro pop, e sem se transformar no 'Metal tr00 real dos anos 80', pra ter que agradar alguns headbanguers. É de se esperar que este novo álbum misture o peso do Opus Eponymous com as melodias do Infestissumam.

Com o sucesso que a banda atinge aos pouco, novos fãs aparecem, obcecados por um vício natural. Uma coisa que liberta nos amantes de rock clássico, toda a anarquia e ocultismo que estavam presos no passado. É difícil lembrar de grandes bandas que surgiram neste novo século. Quem podemos citar? Alguns diriam Avenged Sevenfold, Slipknot (Ambas formadas no século passado). Num mundo onde o Metalcore avança e o Heavy Metal não lança nomes de peso há muito tempo, Ghost, aproveite a viagem!




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Sobre Pedro Marques

Recifense, 17 anos, headbanger e micro-empresário. Comecei a ouvir rock aos 10 anos com os CDs ao vivo de Elvis Presley e Deep Purple. Dois anos depois entrei em contato com o Metal, ouvindo os últimos álbuns do Iron Maiden na época, mais tarde comprei o Keeper of the Seven Keys II e me apaixonei por tudo que era daquele jeito. E mais tarde passei a escutar as vertentes mais pesadas. Moro agora no interior de Pernambuco, sou ateu e colaboro pro Whiplash.Net desde o 1 de abril de 2015.

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