Assassinato: Nota oficial do Krisiun sobre o incidente em Brasília
Por Site Oficial Krisiun
Postado em 19 de abril de 2002
Os integrantes do KRISIUN, Alex Camargo, Max e Moyses Kolesne, vêm por meio desta nota oficial expressar sua revolta com o crime acontecido durante o seu show do último dia 13 de abril no Spetacullos Hall, em Brasília (DF). A banda não tem qualquer responsabilidade sobre o ato criminoso ocorrido contra a estudante Anna Carolina Almeida Caldeira.
"Estávamos no palco, preocupados com os equipamentos de som que estavam criando uma série de problemas técnicos para nós e ainda tínhamos toda a iluminação sobre nós. Era impossível ver um crime que ocorreu no meio de, pelo menos, 1.500 pessoas", afirmou o guitarrista Moyses Kolesne.
Obviamente, não é a banda que permite a entrada de uma pessoa armada em uma casa fechada. Os responsáveis por isso são os organizadores do evento e a direção da casa onde o show foi realizado. O próprio Krisiun foi prejudicado, pois teve seu nome associado indevidamente a um crime premeditado e sem qualquer relação com o seu trabalho.
A produção do evento atrasou em uma hora o início do show, fato que irritou o público. "Em nenhum momento nós incitamos as pessoas a depredarem o local ou a cometerem atos violentos. O Krisiun é extremamente contra qualquer atitude violenta. Fatos como este apenas prejudicam a nós músicos e ao próprio público. Estamos solidários com a vítima do atentado e desejamos uma rápida recuperação para ela, que foi ao show nos prestigiar. Esperamos ainda que a Polícia prenda os culpados", disse Kolesne.
Segundo reportagem do jornal Correio Brasiliense publicada no início desta semana, o próprio pai da vítima declarou que a filha reconheceu os agressores. O ex-namorado de Anna Carolina afirmou para o jornal que ela havia sido ameaçada de morte dias antes do show. É importante destacar que, segundo reportagem do respeitado Correio Brasiliense, a cidade de Brasília tem um histórico de violência em boates e shows dos mais variados estilos musicais nos dois últimos anos. Isto é mais do que suficiente para mostrar que, definitivamente, o Krisiun não tem nada a ver com a violência.
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