Casa dos Artistas e rodeios na trilha do Sepultura

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Fonte: Revista Zero
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Matéria de 29/11/02. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

“Se você encontrar um homem de brinco, não brigue com ele e fique contente. Quanto mais homem usa brinco, mais mulher sobra pra gente”, rimava ao microfone o locutor Serginho Viola. Na sequência, pra abençoar os peões que participavam do rodeio em São José dos Campos (cidade distante 70km de São Paulo), puxou um coro de “Jesus Cristo”, do Rei Roberto Carlos. A cena abria uma noite que tinha na sequência a banda de nu metal Alister C. e que fechava com o grupo brasileiro mais conhecido no exterior, o Sepultura.

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Uma hora e meia após o discurso inflamado de Viola, e já finalizado o rodeio, os portões são abertos à verdadeira “boiada” - os headbangers locais, que parecem não se importar em pisotear a bosta deixada por bois e cavalos da atração anterior. E às 23h35 de um domingo frio no Interior paulista, a banda explode em cena com “Troops of Doom”, música do primeiro álbum cheio da carreira, Morbid Visions, de 86.

A cena de o Sepultura tocando no interior de São Paulo por sí só já seria estranha. Mas ganha contornos ainda mais inusitados quando este fecha uma noite que começou com disputas em lombos de bois e cavalos, já que o público se acostumou a ver a banda como uma gigante gringa, que marcava presença no país em esporádicas turnês, como um Metallica, um Slayer ou um Iron Maiden da vida.

Uma conjunção de fatores marca essa nova fase da banda. Quebra do contrato com a ex-empresária Gloria, esposa de Max; a saída do ex-vocalista, o consequente descrédito que a Roadrunner passou a demonstrar em relação ao grupo após a quebra da formação original. Tudo isso propiciou a volta ao Brasil. E a batalha de um recomeço, por vezes duro, como presenciamos esta noite em São José dos Campos.

“Pro Sepultura sempre foi natural viver como nômades, cada hora num lugar. Não tinha mais muita coisa segurando a gente nos Estados Unidos e voltamos pra cá há dois anos. A gente se sente bem aqui no Brasil. Pode até ser um recomeço pra reagrupar as idéias. Vamos estar com gravadora nova, com empresário novo, assim as coisas facilitam com a gente aqui no Brasil”, afirma o guitarrista Andreas.
*Colaborou Daniel Motta

ENTREVISTA - IGOR CAVALERA

ZERO Como foi o convite do Ozzfest?

Igor Foi um lance totalmente suicida, que rola com um monte de gente. Para nós não seria interessante. Só se a gente estivesse parando de tocar. Mas continuar a batalha do Sepultura e aceitar um convite desse é dar um tiro no próprio pé. Chegaram a falar na época de dois milhões de dólares pra gente voltar.

Você acha possível essa volta com o Max?

Hoje, não, mas não acho que seja impossível, principalmente pelo fato de ser meu irmão. No futuro pode ser que aconteça.

E o convite pra tocar com o Guns’n’Roses, como foi?

Isso foi em 96 ou 97. Não tinha nada a ver. Eu até falei que se fosse um show ou participação no disco até seria interessante, mas entrar pra banda do cara... Minha parada é o Sepultura, uma coisa que eu comecei e que não vou abrir mão. E também não sou fã do Guns.

(Leia na revista ZERO nº 4, esta entrevista e a matéria na íntegra:)
- O novo disco, programado pra 2003
- Sepulnation, a Gaviões da Fiel do metal
- Igor na Casa dos Artistas
- Roadrunnergate, a real sobre a treta com a gravadora
- Under a Pale Grey Sky, o último show com Max sai em disco
- E Max Cavalera abre o jogo numa exclusiva: ‘Gostaria de fazer as pazes com os caras do Sepultura’.

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