Paul Gilbert: "Bon Jovi acabou com o Metal"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blasting Zone
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Matéria de 26/09/06. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O site Blasting-Zone.com recentemente fez uma entrevista detalhada com o ex-guitarrista do RACER X e do MR. BIG, Paul Gilbert. Alguns trechos dessa entrevista:

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Blasting-Zone.com: Há alguma chance do RACER X lançar algum material novo?

Paul: “No caso do RACER X, sempre que há tempo, tentamos gravar um álbum. E isso é sempre divertido porque os caras da banda são grandes amigos e não acho que eu já tenha dado tanta risada quanto quando estou com o pessoal do RACER X. Quando a banda começou, nenhum de nós era realmente conhecido, então começamos do nada e conseguimos fazer algo importante. Isso acabou nos tornando amigos eternos. Essa foi uma grande experiência... surgir na cena de Los Angeles mesmo sendo uma banda que ninguém conhecia.

O MR. BIG também foi incrível mas, naquele ponto, todos nós já tínhamos gravado álbuns e éramos razoavelmente conhecidos pelo que fazíamos. Então foi um pouco mais fácil. Nós rapidamente conseguimos um grande empresário e uma grande gravadora. Isso foi provavelmente a coisa mais emocionante pra mim, porque eu era o mais jovem e ainda não tinha feito muita coisa desse tipo antes. Com o RACER X, nós realmente trabalhamos juntos e foi uma excelente experiência. Aquela época foi muito divertida”.

Blasting-Zone.com: Quem foi o primeiro a sugerir a idéia (para o MR. BIG) de gravar uma faixa acústica? Foi uma decisão tomada em conjunto?

Paul: “Inicialmente fomos nós, porque as músicas eram do Eric [Martin, vocalista]. Quando ouvimos Eric tocá-las para nós, achamos que eram ótimas, mas sabíamos que ainda queríamos ser uma banda grande, pesada e poderosa... Então colocamos a ‘To Be With You’ por último no álbum, depois de várias músicas furiosas e pesadas, porque percebemos que poderíamos nos sair bem se colocássemos uma música mais suave no final. E aquela música acabou se tornando um grande hit, essa música gigante que é hoje. As pessoas vinham nos ver esperando ouvir um set inteiro de material desse tipo e acabavam vendo a gente tocar guitarra com furadeiras. No final isso acabou se tornando uma bênção, porque mostrou nosso trabalho pra muita gente. E, depois do choque inicial, acho que muitas pessoas gostavam de ouvir as guitarras sendo tocadas com furadeiras, então tudo bem”.

Blasting-Zone.com: Eu realmente cresci junto de muitas pessoas que nunca teriam comprado um álbum do MR. BIG se não fosse pela música ‘To Be With You’...

Paul: “Isso acabou sendo uma boa propaganda para nós e ainda gosto dessa música. Tinha boas harmonias... era uma boa música estilo BEATLES”.

Blasting-Zone.com: Qual foi a motivação principal para você sair do MR. BIG?

Paul: “A música começou a perder qualidade porque não conseguíamos mais nos entender. Nós seguramos as pontas o mais que pudemos, mas chegamos a um ponto que... não estávamos mais compondo juntos ou fazendo qualquer outra coisa juntos. Estávamos tentando descobrir um jeito de gravar sem nos ver e achei que isso seria simplesmente ridículo. Foi bom enquanto durou e ainda me orgulho da música que fizemos. Mas agora o tempo passou e tratamos uns aos outros de maneira muito mais civilizada. É bom que tudo tenha terminado bem”.

Blasting-Zone.com: Além do VAN HALEN, quais são as sua influências, musicalmente?

Paul: “Praticamente todas as bandas e guitarristas desde 1964 até 1984. Para mim, essa foi a época de ouro do rock. Desde o primeiro álbum dos BEATLES que chegou aos EUA até o último álbum do VAN HALEN com David Lee Roth. É aí que está toda a minha parte favorita do rock. Mais especificamente, no caso dos guitarristas seriam Jimmy Page, Eddie Van Halen, Robin Trower, Pat Travers, Alex Lifeson, Angus Young, Tony Iommi, os caras do DEF LEPPARD, os caras do AEROSMITH… Nancy Wilson, Johnny Winter… a lista é infinita”.

Blasting-Zone.com: Eu tinha pensado em te perguntar por que sua lista termina em 1984, mas acho que já sei a resposta...

Paul: “Sammy Hagar era bom também, mas há uma certa intensidade no material mais antigo que é simplesmente inigualável. Além disso, o BON JOVI surgiu… e, para mim, isso foi o fim do metal… E eu adoro pop mas, pra mim, o pop deveria ser algo no estilo dos BEATLES. Na minha opinião, você precisa ter uns caras feios na banda. É por isso que o SAXON é uma grande banda.

Eu me lembro de ver o SAXON quando não tinha idéia de quem eles eram. Eles estavam abrindo pro TRIUMPH e foram ótimos... O som foi incrível, eles eram realmente feios, mas eu não me importei com isso. Talvez eu estivesse apenas com ciúmes porque todas as garotas gostavam do BON JOVI. Além disso, eu não consegui fazer meu cabelo ficar tão legal assim. Levei anos para conseguir arrumar meu cabelo do jeito certo... após anos de permanentes, condicionamentos... aí o NIRVANA chegou e não era mais legal ter um cabelão. Foi simplesmente uma grande injustiça”.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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