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Richie Kotzen: suas influências, Mr Big, projetos, e mais

Por Rafael Nery
Em 23/05/07

Entrevista conduzida em maio de 2007 pelo site Guitar Clinic.

Olá Richie, como você está? Muito Obrigado por essa oportunidade. Nós estamos muito felizes por te entrevistar.Por favor,nos diga quando você entrou no mundo da guitarra e quem são suas maiores influências e bandas favoritas?

Eu comecei a tocar guitarra quando eu tinha 7 anos de idade... Eu fui originalmente inspirado por um pôster do Kiss... daí pra frente eu comecei a ouvir Van Halen e AC/DC... Eddie Van Halen foi o primeiro guitarrista que eu tentei imitar quando jovem... Daí eu comecei a ouvir Stevie Wonder, Sly & The Family Stone e a outras R&B atos então minhas influências vão de rock clássico até o antigo R&B.

Além de ser um incrível guitarrista, você é também um incrível cantor. Quando você começou a fazer isso e quem são seus heróis nesse aspecto? Você já teve aulas para cantar ou tocar?

Eu tive aulas de guitarra quando eu era criança... Nos meus 20 anos eu tive um problema com minha voz e precisei de uma cirurgia por nódulos... Depois da cirurgia eu fui a um professor para descobrir se eu estava fazendo alguma coisa errado... Ele me ajudou muito... Infelizmente eu terminei com nódulos um ano depois da primeira cirurgia e tive de fazer uma segunda... Felizmente, para mim eu não tenho tido esse tipo de problema desde lá...

Você ainda muito jovem assinou com a Shrapnel Records.Você acredita que essa foi uma coisa importante pra sua carreira?

Eu acredito que isso foi muito importante. Naquela época havia um enorme interesse em guitarra elétrica e Shrapnel foi o mais significante selo distribuindo música nova de guitarra.Eles foram muito responsáveis por fazer minha carreira engrenar no mercado musica...

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Depois disso, você entrou no Poison para substituir o guitarrista deles. Como foi essa época? A partir desse momento, você começou a alcançar mais pessoas com sua música?

Sim, Poison foi um coisa enorme para mim quando aconteceu... Isso realmente expôs tanto o meu jeito de tocar como de compor para todo um novo público.

Na sua voz e no seu jeito de tocar nós podemos perceber claramente uma influência funk em músicas como "Suffocation", "Sociallite". De onde vem tudo isso?

Crescendo fora da Philadelphia, eu fui exposto a muitos desses gêneros musicais. Este era o som e como um jovem isto estava em toda parte... Eu estou certo que é daí que minhas raízes vêm e o porque do meu estilo ser assim.

Você também gravou um álbum com "Stanley Clarke" chamado Vertu. Isso foi algo diferente do que você estava acostumado a fazer?

De várias maneiras sim... Eu tinha feito um CD de fusion poucos anos antes com Jeff Berlin e Gregg Bissonnette... O projeto do Stanley foi diferente porque era mais do que um esforço de uma banda... Stanley também é uma lenda nesse tipo de música e isso foi um grande aprendizado para mim.

"Tilt" foi um projeto que incluía você e Greg Howe. Greg é um músico incrível.O que você tem a dizer sobre isso?

Eu amo o trabalho do Greg. Nós dois crescemos na mesma parte da Pennsylvania. Eu estava ciente dele e sua banda quando eu era um adolescente e nós costumávamos ir ver um ao outro tocar. Eu acho que Greg é um dos melhores guitarristas no mundo e definitivamente foi muito bom ter gravado com ele no Tilt. Ele me inspirou a tocar melhor do que eu teria se eu estivesse trabalhando sozinho.

Falando da sua carreira solo, você tem muitos álbuns. Quais são os álbuns e canções especiais para você? Você mudaria algo nos álbuns antigos?

Eu acredito que os antigos álbuns me representam como um músico jovem ainda procurando por uma direção... Eu prefiro meus trabalho posteriores. "Into the Black", meu CD mais novo, é de longe o favorito. Eu também gosto do CD que eu fiz chamado "What is"... É difícil eu mesmo julgar porque todas as minhas gravações são como fotos criativas de onde eu estava naquele momento de minha vida.

Qual a diferença entre tocar no começo de sua carreira e hoje em dia?

Bem eu tenho muito mais experiência em todas as áreas... Eu sou muito mais confiante e mais conectado comigo mesmo, então eu acredito que o trabalho é mais honesto no resultado final...

Você é um ótimo compositor e possui ótimas baladas/Hits. "Acoustic Cuts" é provavelmente uma boa evidência disso. Quando você decidiu gravar esse album acústico?

O processo de compor é sempre diferente. Algumas músicas acontecem instantaneamente e outras levam mais tempo. É quase impossível imaginar o porque. Não há razão para realmente imaginar. Normalmente quando eu não tenho nada em minha cabeça é quando eu estou mais fértil e é importante ser claro e vazio para falar... Na claridade e no vácuo a criatividade irá vir.

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Você tem duas guitarras signature da Fender. Nos conte a respeito.

Eu tenho dois modelos signature da Fender. Um Strato e outro Tele... Elas estão em produção desde 1996 e elas são pela maior parte do tempo as duas guitarras elétricas que eu uso. Dependendo do meu humor eu troco de Tele para Strato. Ultimamente eu venho tocando mais com a strato. Ambas guitarras são totalmente customizadas para minhas especificações, incluindo madeira específica, captadores e trastes,

Quando você entrou no Mr.Big? Como foi essa experiência? Era um trabalho árduo substituir Paul Gilbert?

Eu entrei no Mr.Big em 1999... Eu nunca acreditei que estava substituindo alguém... Isso era mais como o começo de um novo capítulo da banda como na situação do Poison. Uma vez que eu era um compositor eu sentia como se eu tivesse a chance para ser eu mesmo e não copiar outra pessoa. Tocar as partes do Paul ao vivo era muito divertido. Ele é um músico brilhante e nossos estilos são bem diferentes... Eu acabei tocando as partes dele um pouco diferente para encaixar com meu estilo. Felizmente para os fãs no Japão onde Mr.Big é mais popular eles me aceitaram na banda. Nós fizemos dois CDs de estúdio e algumas poucas coisas ao vivo também. Foi um bom tempo.

Você trouxe para o Mr.Big um ótimo timbre de telecaster e um forte vocal blues/funk. Como era o processo de aprender as músicas antigas e colocar seu estilo nelas? Por exemplo, "Alive and Kickin","Green tinted Sixties Mind" ganharam excelentes versões.

Eu simplesmente toco a música como eu a ouço. Eu não sou certo para toda situação. Eu acredito que se alguém me chama para tocar com eles, querem o que eu faço. Eu não sou o cara que recebe ligações para preencher um grupo e ser sideman. Eu poderia fazer isso,mas eu acredito que eu tenho a reputação de alguém que é mais um membro de uma banda. Alguém que vai trazer algo criativo para a mesa e não só tocar partes escritas anteriormente.

Você gravou dois álbuns com o Mr.Big e sua música chamada "Shine" se tornou hit, principalmente no Japão. Como foi isso?

Isso foi demais! Não há nada como uma música sair e conseguir uma grande reação das pessoas... Isso me faz sentir bem, ver pessoas cantando a letra que eu escrevi.

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Vocês fizerem uma turnê de despedida. Você acha que seria possível fazer uma "reunion" tocando você e Paul Gilbert juntos?

Duvidoso. Eu acredito que os membros do Mr.Big estão felizes fazendo o que estão fazendo. Mas seria uma turnê legal.

Richie, muito obrigado por esta entrevista! Por favor deixe uma mensagem aos visitantes do Guitar Clinic.

Obrigado pelo seu tempo, e se você gosta do meu som você pode comprar meu novo CD, "Into the Black" no ITunes ou diretamente de www.richiekotzen.co.

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Sobre Rafael Nery

Rafael Nery , guitarrista e vocalista, 20 anos. Cursa faculdade de música na FMCG e é criador e administrador do site Guitar Clinic.

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