Hellhammer: Venom tocado em baixa rotação

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Brave Words, Tradução
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Matéria de 08/05/07. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Av Rune, do webzine Eternal Terror (Norueguês/Inglês) falou com o líder do CELTIC FROST, Tom Gabriel Fischer, sobre vários tópicos, inclusive sua técnica vocal. Alguns trechos desse papo:

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Eternal Terror: Quando você começou com os vocais extremos?

Fischer: "Eu fui a Londres em 1981 e, quando estava lá, o single 'In League with Satan', do VENOM, foi lançado. Eu comprei e, quando ouvi, foi um alívio para mim. Eu estava procurando por um Metal mais pesado e, naquele momento, o mais pesado que tinha achado foi o MOTÖRHEAD. Então, quando eu pus o single do Venom pra tocar, eu percebi que aquele era exatamente o som que eu queria pra minha banda. Eu já tinha formado a minha própria banda antes de ir pra Londres. Mas mesmo o single do Venom não era pesado o suficiente para mim, então, ao invés de tocá-lo normalmente a 45 rpm, eu diminuí as rotações para 33 rpm e foi aí que eu encontrei o som que eu queria. Aí o vocalista da minha banda me disse: ‘Cê tá louco, isso já não é mais música, isso é barulho’. Ele foi embora, como todos os outros, então eu reformei a banda, o HELLHAMMER, e, como não tínhamos vocalista, eu mesmo comecei a cantar. Isso aconteceu em 1982 e foi assim que tudo começou”.

Eternal Terror: Você faz alguma coisa regularmente para manter a sua voz em forma?

Fischer: “Na verdade não. Eu ainda canto de acordo com a técnica de respiração que aprendi 23 anos atrás e tenho orgulho em dizer que nunca cancelei um show devido a problemas em minha voz. Com essa técnica eu posso cantar mesmo com gripe ou resfriado; mesmo quando estou doente eu ainda consigo subir no palco e fazer um show completo. Na turnê atual eu peguei uma gripe e tive que fazer uns 4 ou 5 shows gripado. A única coisa que faço é um aquecimento, algo que eu não fazia no começo dos anos 80”.

Eternal Terror: Você acha que pode ser perigoso cantar de forma extrema?

Fischer: “É claro que sim. Eu vi isso acontecer com outros cantores de Metal extremo com os quais já conversei e que cantam sem técnica nenhuma. A maior parte das bandas de Metal extremo vem do underground, de algum porão ou coisa parecida, e, obviamente, eles nunca aprendem técnica alguma. Eles acabam cantando com câncer na garganta ou nas cordas vocais e isso não é nem um pouco divertido. Já conversei sobre isso com outros cantores que têm problemas parecidos com o meu. Eu tenho um estilo de vida bem saudável, não bebo e não fumo”.

Leia a entrevista completa neste link.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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