Six Feet Under: mortalidade e detratores

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Nikki, do Bay Area Backstage, entrevistou recentemente o frontman do SIX FEET UNDER, Chris Barnes. Alguns trechos desse papo:

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Bay Area Backstage: Você lançou "Commandment" há aproximadamente um mês. Como você compararia este novo álbum com os anteriores? Você diria que é o seu favorito até agora?

Chris: "Bem, não tenho realmente um favorito, mas acho que é um bom disco. Acho que as músicas seguem bem o nosso estilo. Estou realmente satisfeito com ele - acho que conseguimos gravar um CD muito bom".

Bay Area Backstage: Eu notei que há 10 faixas no novo álbum - isso é uma referência aos Dez Mandamentos ou apenas uma coincidência?

Chris: "Na verdade é apenas uma coincidência. Isso não foi algo planejado - nós apenas escolhemos esse número".

Bay Area Backstage: Muitas das letras do novo álbum mencionam morte ou mortalidade. Você sempre pensa sobre sua própria vida ou mortalidade?

Chris: "Claro, acho que todos nós fazemos isso. Todo mundo pensa sobre essas coisas, e eu discuto todas essas idéias com um pouco mais de profundidade, eu acho. A música é uma ferramenta para escrever. Sendo um letrista de Death Metal, acho que esse sempre foi um dos meus principais assuntos - você sabe, sobre a mortalidade e a idéia da vida em geral, o lado sombrio da vida e tudo o que está relacionado a isso. Há muita hipocrisia na maneira pela qual as pessoas se relacionam no mundo, entre outras coisas. Então acho que isso é algo que definitivamente sempre esteve na minha cabeça. Mas, como disse, acho que todo mundo pensa sobre mortalidade e sobre ter uma voz interior".

Bay Area Backstage: A idéia da morte te assusta ou você vive sem preocupações?

Chris: "Não, a morte não chega a me amedrontar de verdade. Essa idéia é um tanto assustadora, mas faz parte da natureza e da vida humana e dos animais. É algo que sempre foi interessante para mim".

Bay Area Backstage: Eu li que você não dá muita atenção para o que as pessoas escrevem ou postam nos painéis de discussão [murais ou listas online] sobre o seu trabalho...

Chris: "Bem, entre as pessoas que postam nos painéis de discussão, 90% não são realmente fãs. Não conheço essas pessoas e, pessoalmente, não me importo com o que elas pensam. Sempre há algum motivo oculto que leva cada pessoa a postar - seja fazê-las sentirem-se importantes no dia-a-dia ou sabe-se lá o quê. Mas, na maior parte das vezes, não há nada muito útil nas opiniões das pessoas, pelo menos para mim".

Bay Area Backstage: Então você apenas faz a música que gosta e não se importa se as pessoas gostam ou não?

Chris: "Sim, certamente. Eu escrevo, gravo e aprecio - caso contrário, eu não gravaria. E se alguém mais gosta ou não, isso não muda a minha opinião sobre aquilo que eu gosto. Não vou deixar a opinião de outra pessoa me convencer do que é bom ou ruim. Fui eu que inventei, gravei e gostei do que fiz. E se alguém mais pensa da mesma forma ou não, isso não afeta a minha opinião sobre minha própria música. Na verdade, o que os outros pensam não importa nada. Isso só importa se você está inseguro sobre você mesmo e tem baixa auto-estima ou coisa parecida, então acaba deixando a opinião de outros te influenciar e mudar a sua opinião sobre as coisas. Eu realmente gosto do que faço. Ninguém vai mudar minha opinião sobre isso. Por que eu precisaria da opinião de outra pessoa sobre o que faço? Se você gostar, ótimo. Pode apreciar, mas você não vai virar a minha cabeça ou mudar a minha opinião sobre as coisas que faço".

Bay Area Backstage: Então, quando se trata de gravar um álbum com a sua banda, como isso funciona? É difícil chegar a um acordo sobre como deve ser uma música?

Chris: "Nós apenas entramos numa sala e começamos a trocar idéias - você sabe, criar riffs e sons que combinem naturalmente. Nós apenas compomos - não ficamos pensando muito. Depois de todos esses anos, sabemos o que funciona bem para nós - não é tão difícil assim. Em cada álbum, criamos uma música de cada vez e pensamos nele como se fosse nosso primeiro álbum. Não temos nenhuma idéia já formada, expectativas ou coisas assim. Apenas colocamos para fora tudo o que já fizemos e nos concentramos em uma música de cada vez".

Bay Area Backstage: Com o SIX FEET UNDER e seus projetos paralelos, você está sempre ocupado compondo? Você chega a ficar sobrecarregado?

Chris: "Não, nem um pouco. Não fico sobrecarregado - eu adoro tudo isso e sempre sobra tempo para fazer tudo. Normalmente, eu não começo a escrever as letras antes de compor a música. A música vem primeiro; depois começo a colocar as letras e os vocais. Então não estou escrevendo o tempo todo. Se eu tenho uma idéia, eu escrevo um esboço e coloco de lado até começar a me concentrar de verdade na composição do álbum - mas meu dia-a-dia normalmente é bem livre. Eu trabalho muito com a minha banda diariamente, em relação aos negócios e à música, e ensaio uma hora por dia, mais ou menos. Mas ainda sobra bastante tempo para relaxar e trabalhar em outras coisas. Então ter duas bandas e gravar álbuns não é tão estafante assim - basta planejar bem o tempo".

Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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