Shadows Fall: a vantagem de assinar com um grande selo

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Por Alessandra Ribeiro Brandão, Fonte: Attention Deficit Delirium, Tradução
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Bryan Reesman, da Attention Deficit Delirium, recentemente conduziu uma entrevista com Brian Fair, vocalista do SHADOWS FALL. Algumas partes da conversa se encontram abaixo.

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Attention Deficit Delirium: O novo álbum ("Retribuition") é mais melódico e tem muitas sessões acústicas, e você está cantando mais. Como seus fãs hardcore têm reagido à essa mudança para músicas mais maduras?

Fair: "Eu acho que é algo que eles sempre escutaram, de qualquer maneira. Nós sempre tivemos momentos melódicos, desde o primeiro álbum e mesmo desde a época de nossa demo. Acho que esta sempre foi uma parte intrínseca do nosso som. Mas provavelmente há algumas pessoas que, se gostam mais dos momentos extremos, podem não gostar tanto (das outras coisas), mas ao mesmo tempo você tem que fazer música que seja um equilíbrio das suas influências. Nós gostamos tanto de arena rock e coisas grandes como gostamos de thrash e death metal melódico, então você tem que ser verdadeiro para com as suas próprias influências".

Attention Déficit Delirium: No passado você falou sobre como suas letras exploram a filosofia Oriental, e como você adota um estilo de vida vegetariano. Com grupos como SHADOWS FALL e a banda de death metal vegan CATTLE DECAPITATION, você acha que alguns dos fãs escutam a mensagem na música? Ou você acha que eles só apreciam a vibração?

Fair: "Alguns sim, mas outros só irão apreciar por razões sônicas, como eles apenas adoram o modo como soa. Isso aconteceu com muito do hardcore antigamente. Sempre houveram mensagens por trás da música, mas metade da audiência gostava e a outra metade só queria pular um em cima do outro e ficar louco durante o show. Antigamente, você veria garotos que estavam bêbados com jaquetas de couro cantando EARTH CRISIS, uma banda vegan radical. Eles obviamente não estavam conectados com a mensagem, mas eles estavam sentindo os riffs. Me soa divertido ver isso".

Attention Deficit Delirium: Você acha irônico que as pessoas façam moshs em uma canção com uma mensagem mais pacífica ou introspectiva?

Fair: "Eu sempre adorei isso também. Como uma faixa do nosso novo álbum, 'War', que tem a letra baseada no discurso de Haile Selassie que foi usado por Bob Marley antes, mas é a música mais brutal no álbum. Então é essa canção sobre irmandade e unidade com uma mensagem anti-racista sendo gritada para você. Mas eu sempre adorei essa dicotomia no hardcore, pra começar. Mesmo thrash metal antigo tinha essas letras muito políticas ou ambientais - NUCLEAR ASSAULT tinha 'Critical Mass', que é uma música sobre salvar o planeta e 'ficar verde', mas é gritada pra você por [riffs] thrash. Eu sempre amei esse tipo de dualidade".

Attention Deficit Delirium: Vocês lançaram um álbum em uma grande gravadora. Como foi essa experiência, e o que vocês mudaram para lançar seu novo álbum no seu próprio selo?

Fair: "Foi honestamente uma grande experiência, mas um grande obstáculo que encontramos foi as grandes gravadoras serem afetadas pela mudança nas vendas de álbuns e a economia estar tão pobre. Eles estavam mais acostumados a gastar muito para obter resultados, enquanto nós somos uma banda que prefere ser o mais barata possível. Nós crescemos como uma banda de metal D.I.Y. ("faça você mesmo"), então estávamos só passando levemente e deixando tudo pronto. Infelizmente, eles começaram a diminuir, e de repente todos que tinham assinado com o selo tinham ido embora, então nós fomos deixados sem o nosso time. Assinamos uma opção e pudemos renegociar aquela opção para onde nós atualmente ainda temos um acordo com a Warner Bros, para distribuição. Mas agora nós somos donos da gravadora. Isso funcionou perfeitamente. Eles contratam a Ferret Records para fazer as promoções de todo dia, então nós temos uma gravadora menor D.I.Y. hardcore para fazer o trabalho de todo dia, que antes estava sendo feito pela equipe da gravadora maior que pode nunca ter entendido isso bem".

"Mas nós ainda temos a presença da grande gravadora. Então estamos usando as forças deles mas também usando as forças de gravadoras menores para uma banda como nós. Isso é o que nós mais precisamos. Nós sabemos o que funciona para nós. Somos uma banda mais do tipo igual para igual - sair e espalhar a palavra na estrada e diretamente através dos nossos quadros de mensagens e websites e Twitter. Nós não precisamos de alguns dos mecânicos das grandes gravadoras por trás disso porque é como nós operamos, [com] um bom vídeo, um bom single. Nós não temos singles".

Attention Deficit Delirium: Algumas pessoas argumentam que bandas de metal, especialmente bandas de metal extremo, não deveriam estar em uma grande gravadora porque estas não entendem como fazer o marketing dessas bandas. Pode ser melhor para uma banda de metal estar numa grande gravadora indie.

Fair: "Pode ser algumas vezes. O acordo [com a Warner] tem funcionado tão bem que teria sido idiota não aceitá-lo. Nós tivemos a chance de fazer um álbum num ótimo estúdio, então na hora fez todo o sentido. Nós ainda vendemos mais de 100.000 álbuns em uma época em que álbuns não estão vendendo. Foi ótimo, mas nós percebemos o que poderíamos fazer se fôssemos os donos, [o que] muda tudo. Agora nós somos os donos da gravadora e as taxas de royalties mudam. Antes as bandas sempre se ferravam. Primeiro todo mundo é pago, depois todo mundo é pago, e a banda é paga por último. É uma pirâmide invertida onde você está no fundo. Agora nós pegamos isso e mudamos isso para que tudo que você faça fique no orçamento e que o dinheiro que você gasta, você sabe que é para o melhor para a banda, porque você é quem toma a decisão. A gravadora sempre vai te dizer, 'Nós estamos fazendo isso pelo interesse da banda', mas eles estão fazendo isso pelo benefício maior do topo. Agora o topo somos nós, então faz sentido fazer isso. Nós sabemos que é para o nosso benefício porque nós tomamos cada decisão. É muito mais trabalho, mas para bandas como nós que já estão na ativa por 10 anos ou mais e têm esse tipo de alavancagem para criar um acordo assim, é a maneira de se fazer porque nesse ponto, se você não aprendeu tudo sobre o negócio, então você não estava prestando nenhuma atenção. E, se você estava, você pode usar isso em sua vantagem e colocar isso na sua própria música, pois você pode fazer isso hoje em dia".




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Sobre Alessandra Ribeiro Brandão

Estudante de Biologia, aprendiz de canto lírico e rockeira inveterada, Alessandra começou a ser "doutrinada" desde a infância, ouvindo Beatles, Queen, Rolling Stones e qualquer outro ritmo que sua mãe e seu pai gostassem. Já na adolescência, descobriu Iron Maiden e Black Sabbath e decidiu não parar mais, transformando a música de hobby a um vício. Dona de uma determinação que não conhece limites e uma imaginação muito fértil, ainda pretende se formar em Música, montar uma banda de Heavy Metal e, quem sabe, conhecer o mundo fazendo o que mais ama.

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