Sean Yseult: "Tinha garotas que achavam que eu era homem"

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Por Nathália Plá, Fonte: Suvudu, Tradução
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Matt Staggs do site Suvudu entrevistou em dezembro de 2010 a ex-baixista do WHITE ZOMBIE Sean Yseult e falou a respeito do livro de Sean "I'm In The Band - Backstage Notes From The Chick In White Zombie" (Eu estou na banda – Notas de backstage da garota no White Zombie, em tradução livre). Seguem um trecho da conversa.

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Por muito tempo o heavy metal foi um meio dominado pelo sexo masculino. Eu vejo artistas antigas do heavy metal/hard rock como Lita Ford e Doro Pesch e parece que se as mulheres são permitidas no clube, espera-se que elas mostrem seu sex appeal tanto ou mesmo que por seu talento. Nos anos recentes, parece que as coisas melhoraram, mas eu fiquei imaginando se há uma diferença entre o quanto você experimentou dessa coisa de duplos padrões durante seus anos com o WHITE ZOMBIE e o quanto você experimenta com seus projetos musicais atuais, e se positivo, se você sente como se sua própria carreira ajudou a promover as mulheres no metal?

Sean: Não experimentei nada disso, de forma alguma. Nos tempos do WHITE ZOMBIE, era muito incomum eu estar lá tocando em uma banda de heavy metal formada por caras sem ser uma vocalista sexy. Para ser sincera, acho que eu era a única fazendo isso quando estávamos em turnê, e as pessoas ficavam confusas, para dizer o mínimo. Tinha garotas que vinham ao Backstage me conhecer achando que eu era um cara. Tinha caras metaleiros que achavam que eu era um homem e então ao invés de ser sexista, depois diziam que eu era o baixista favorito deles junto com o Cliff Burton — não há elogio não sexista maior de um cara metaleiro do que esse, então, eu me considero muito sortuda. Ocasionalmente a equipe do local me tratava como uma merda e tentavam me tirar do meu próprio backstage presumindo que eu não pertencia àquele lugar uma vez que eu era uma menina. Mas os fãs e as bandas com as quais tocamos sempre me aceitaram como se fosse um dos caras, o que eu adorava.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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