Motörhead: "Não morrer é o segredo da longevidade"

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Por João Renato Alves, Fonte: Blog Van do Halen
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O Guitar International conversou em março de 2011 com a divindade Lemmy Kilmister, que falou sobre a carreira, longevidade e a relação com os integrantes da formação clássica do Motörhead.

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Sua carreira no Motörhead já passa dos 35 anos. Você sempre foi fiel ao estilo musical e à integridade. Houve algum ponto em que você questionou a direção da banda e considerou se adaptar ao que acontecia com o Rock?

Não. Fizemos algumas coisas diferentes, mas sempre no contexto do Motörhead. No álbum 1916 usamos violoncelos, violinos e piano. As músicas soam assim porque é o que somos. Seria estúpido mudar, pois não queremos isso. Somos o Motörhead, tocamos ‘Motörhead music’, não outra coisa.

Com vinte discos, como fazer o setlist de um show?

Lutamos (risos). Temos que tocar "Overkill", "Ace of Spades" e "Killed by Death". Resgatamos "The Chase Is Better Than The Catch" e escolhi “We Are Motörhead” só para essa tour. Também tem duas músicas do novo CD, “Get Back in Line” e “I Know How to Die”.

A que você atribui a longevidade da banda?

Não morrer é o segredo! Quando se acredita no que faz, é fácil seguir em frente. Nunca considerei a possibilidade de desistir. Até porque não sei fazer outra coisa (risos).

Há planos para um dia reunir a formação clássica, com Phil Taylor e Eddie Clarke?

Não, pois os caras que estão comigo agora já estão há mais tempo que eles. Phil Campbell e eu tocamos juntos há 26-27 anos, além de 19 com Mikkey Dee. Por que os tiraria agora para colocar dois caras que nem devem saber tocar mais? É ridículo pensar nisso. Seria um ato nostálgico, gosto de viver o hoje e pensar no futuro.

Você ainda fala com Phil e Eddie?

De vez em quando. Gosto de Phil, ele era meu melhor amigo. Eddie era um amigo também, mas vivia reclamando. Era um saco. A última vez que ele saiu, deixamos. Antes, um de nós ia atrás e o trazia de volta. Foi por causa da música que fizemos com Wendy O. Williams (“Stand By Your Man”). Ele desistiu porque Wendy teve dificuldades na gravação. Ela precisava fazer várias vezes. Não acreditei na hora que ele se mandou. Acho que ficou esperando que alguém o chamasse de volta. Phil entrou no estúdio e disse “Eddie se mandou de novo”. Perguntei “agora é a vez de quem ir falar com ele?” (risos). Depois disse “dane-se, não vou fazer isso”. Foi uma decisão errada da parte dele.

Você nunca fez uma falsa turnê de despedida. Isso o ajuda a ser verdadeiro com sua integridade?

Não estamos prontos para fazer isso ainda. Nem sei se faremos, pois nunca sentimos que devemos dizer adeus. É patético anunciar uma terceira ou quarta excursão de despedida.

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Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

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