Terra Prima: entrevista após o show com o Iron Maiden
Por Renato Batista
Fonte: Blog Renatown
Postado em 08 de maio de 2011
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O Terra Prima é um destaque no Power/Progressivo nacional, sendo mencionado pela melhor revista de Heavy Metal do Brasil, Roadie Crew, pelo seu CD de estreia "And life begins" e sendo considerada uma das três maiores revelações de 2010, também tendo o seu tecladista dentre os dez melhores no Brasil. A banda acaba de tocar com o Iron Maiden em Recife, além de planejar turnê no velho continente.
Abaixo uma entrevista com o grande vocalista da banda Daniel Pinho, Para o Blog Renatown, onde ele fala sobre o CD, convidados da banda nesse trabalho, abertura para o Iron Maiden e possíveis turnês.
Renato Batista - Para começar, o CD "And Life Begins" está sendo vendido no Japão, um dos países que mais consome Power metal. Em algumas imagens pode ser visto o CD ao lado de trabalhos de bandas como Rhapsody e Stratovarius. O que isso significa para a banda e como está a venda não só por lá, mas também por aqui?
Daniel Pinho – Muita gente me falava que vender 1000 discos era uma coisa muito difícil para quem está começando. Acho que já superamos essa marca. E isso com pouca divulgação. Nesse segundo ano do And Life Begins pode esperar que ele estará estampado em todos os sites, revistas, zines etc. O fato de estarmos nos pontos de venda ao lado de bandas como Stratovarius e Rhapsody indica que o pessoal da Radtone Music, gravadora do Japão, está apostando alto no nosso trabalho e isso nos deixa muito felizes e confiantes de que fizemos um belo trabalho no disco.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Renato Batista - Falando das participações no CD. O que você acha que o público pensa de ter uma participação de um músico distante do metal como Gilmar bolla 8 (Nação Zumbi)? E como foi o contato com Andria Busic (DR. Sin) e Rafael Bittencourt (Angra)?
Daniel Pinho – Acho que essa relação começa quando nos propusemos a fazer um som que nem sempre está explorando o metal diretamente, que são os outros ritmos. Então, o que eu vejo aí é um bando de gente colocando metal com ritmos, normalmente estudam, vêem fórmulas de batida, escala, harmonia e na real fica uma coisa forçada, feita sem musicalidade. Se é para fazermos algo que está além dos nossos conhecimentos, por que não convidar alguém que realmente saiba? E foi o caso. Nós, pernambucanos, conhecemos maracatu, mas ninguém tocaria alfaia numa banda de rock tão bem quanto alguém que fizesse parte do Nação Zumbi, que é uma das pioneiras do mangue beat, que é um ritmo muito baseado em rock e maracatu. Quanto a Rafael Bittencourt eu já havia participado do Workshop dele em Recife e fui meio na cara de pau, chamá-lo num dia que teve o show do Bittencourt Project no Blackmore. Depois efetuamos alguns contatos telefônicos, por e-mail e rolou que foi uma beleza. Quanto a Andria Busic, foi uma ideia de Marcello Pompeu e deu super certo, porque ele encaixou perfeitamente em New Dawn.
Renato Batista - O tecladista da banda, João Nogueira, está sendo bastante reconhecido nos EUA na Berklee College of Music (onde estudou Steve Vai). Como está sendo para a banda conciliar os estudos dele nos EUA com os shows por aqui?
Daniel Pinho – Normalmente ele não está nos shows. Sobra pra eu ter que fazer alguns teclados ou pros guitarristas Diego Veras e Otávio Mazer executarem os solos. Faz uma falta tremenda, mas o show tem que continuar. Na abertura do Iron Maiden ele estava conosco. Esperaramos que esteja mais presente em outras tocadas, porque ele é um músico incrível e todos crescemos com a presença dele.
Renato Batista - A banda recebeu alguns destaques da revista Roadie Crew, como: 3º melhor revelação, e 10ª melhor banda nacional de 2010. Como vocês receberam esses elogios, vindo de umas melhores revistas do gênero No Brasil?
Daniel Pinho – Isso é a consagração de um grande trabalho. Ficamos abaixo apenas de grandes bandas, já conhecidas do público em geral. Para nos deixar ainda mais felizes, esse é o primeiro ano de vida de verdade, já que só agora o Brasil e o mundo começa a ouvir falar da gente através do nosso disco.
Renato Batista - Agora falando da abertura para o Iron Maiden. Mesmo sendo um curto show de 30min, essa pode ser considerada a apresentação mais marcante da banda?
Daniel Pinho – Até então sim. O maior público que já tocamos. E um público carinhoso. Além desse, acredito que só o Sunrock Festival 2010 em João Pessoa e o Abril pro Rock 2006 em Recife foram momentos equiparáveis em relação a um público caloroso e presente durante toda apresentação. Melhor que esses shows, imagino apenas que seja tocar no Rock in Rio ou nos super festivais da Europa!
Renato Batista - Mesmo com o público enlouquecido esperando pelos britânicos, eles curtiram bem o show do Terra Prima?
Daniel Pinho – Sim... como respondi acima, o público estava ali para ver boa música e parece que eles apreciaram nosso trabalho. Deram muita força, gritaram, pularam etc. Rolou até o clássico "Olê Olê Olê Olá, Terra Prima!". Foi um momento incrível.
Renato Batista - A banda chegou a ter algum contato com alguém do Iron Maiden? Mesmo com o nervosismo de subir no palco, sobrou espaço para tietagem?
Daniel Pinho – Hahaha não foi o caso e nem estávamos ali para isso. A gente tava mais focado em tocar bem para o público que esperava "somente" a melhor banda de metal do mundo. Fomos lá para convencer mais de 10 mil pessoas de que tínhamos um belo material nas mãos e acho que conseguimos! A gente ainda entregou um disco na mão de Bruce Dickinson e do produtor de estrada da banda, Bill, mas nossos contatos não passaram disso.
Entrevista completa em:
http://renatown669.blogspot.com/2011/04/entrevista-terra-prima.html
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