Minuto HM: That Metal Show - "Lady Gaga Must Be Destroyed"
Por Rolfdio e Eduardo dutecnic
Fonte: Minuto HM
Postado em 10 de setembro de 2011
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Nesta terceira parte exclusiva do Minuto HM nos Estados Unidos, trarei mais um pouco do ambiente e dinâmica do That Metal Show.
Após o término da entrevista com Lars Ulrich, a produção do programa do That Metal Show solicita, gentilmente, que todos se retirem do estúdio e permaneçam do lado de fora aguardando alguns minutos para que o show recomece e dando oportunidade a todos de irem ao banheiro e de pegar algumas garrafas de água disponíveis na passagem do corredor.
Após aguardar aproximadamente 20 minutos, todos são convidados a se sentar novamente nas pequenas "arquibancadas" do estúdio e a produtora do programa ordena a entrada dos convidados escolhendo onde cada um deve se sentar e garantindo que tudo esteja diferente do programa anteriormente gravado com Lars. O guitarrista do Testament, Alex Skolnick, é mantido como convidado para este bloco e se posiciona como anteriormente.
Após o reposicionamento de todos, Eddie Trunk entra com uma camisa onde lia-se claramente nas costas "LADY GAGA MUST BE DESTROYED". Ele passeia de costas para o público fazendo questão de mostrar essa "singela" mensagem (ATENÇÃO: o Minuto HM não é contra nem a favor da artista referida e apenas limita-se aqui a narrar a experiência observada) e arranca aplausos efusivos do público por alguns minutos. O pessoal vai a loucura com essa atitude inusitada de Trunk que desfilou – por assim dizer – pelo estúdio.
Em seguida, um quadro do show é discutido e o tema foi "qual o melhor vocalista de heavy metal da década de 80?". Após uma calorosa discussão onde concorreram Axl Rose, Sebastian Bach, Geoff Tates entre outros, Bruce Dickinson vence na votação da platéia e dos 3 apresentadores.
Em seguida, Sammy Hagar é convidado a entrar e se sentar junto a Eddie Trunk, Jim Florentine e Don Jamieson. Sammy Hagar está totalmente a vontade com os convidados, fazendo muitas brincadeiras e com jeito totalmente descontraído – totalmente diferente do ambiente com Lars Ulrich que acabara de deixar aquele mesmo estúdio havia uns 30 minutos. Trajando bermuda e chinelos coloridos, no melhor estilo californiano, Sammy Hagar é o que há de mais carismático, entusiasmo e presença de um show-man tomando a cena logo nos primeiros minutos em que adentra o lugar.
Trunk então inicia a conversa falando do lançamento da autobiografia de Hagar e ressalva que o livro é muito mais do que somente a experiência dele no Van Halen (esta parte do livro é a que tem sido mais comentada nos meios de comunicação especializados) e Eddie Trunk rebusca bastante pelas fases com Ronnie Montrose e a fase solo "5150". A conversa evolui bem entre os apresentadores e Hagar, e, após comentar alguns detalhes que constam no livro – como a certeza de que ele seria chamado para integrar o Van Halen após a saída de Dave Lee Roth e o gosto por carros esportivos, que lhe garantiu um encontro com Eddie Van Halen – Hagar comenta da sua desistência do negócio de fabricação de Tequila – Cabo Wabo.
Hagar comenta que para continuar no "run the business", ele teria que cumprir uma agenda de negócios que não lhe interessava. Citou como exemplo as ligações às 06:00 da manhã para tomar decisões de negócios que lhe deixavam enfurecidos e, nestas ocasiões, ele percebeu que aquilo não era para ele e que não mais faria empreendimentos dessa maneira – Hagar ainda possui um restaurante em Las Vegas, o Cabo Wabo em Las Vegas, mais precisamente na Las Vegas Boulevard Strip e foi dono da Cabo Wabo Night Club que empreendeu com Eddie em Cabo San Lucas, na Califórnia.
Em seguida vem o quadro The Throwdow e o TMS não perdoou. O embate seria entre quem é o melhor guitarrista: Eddie Van Halen ou Joe Satriani. É, amigos, esse foi o embate colocado em discussão. Reparem que Lars Ulrich teve vida muito fácil quando participou do programa minutos atrás.
Quem seria, na opinião de Sammy Hagar, o melhor guitarrista? Sem titubear, Hagar desfere "Satriani!" e explica que, em termos de técnica, Satriani era muito superior a Eddie Van Halen. Alguns outros pontos são adicionados no racional de Hagar para justificar sua escolha e um dos mais relevantes – além do aspecto teórico-musical – é a liberdade que Satriani dá a Michael Anthony no Chickenfoot em criar as linhas de baixo. No Van Halen, Michael Anthony seguia as referências que Eddie sempre "recomendava" ao baixista.
Em geral, segundo palavras de Hagar, as "recomendações" eram sempre buscando algo mais linear nas levadas do baixo, ou, na linguagem dos "baixistas-cozinha", algo mais "na cabeça" tornando a "cama" dos riffs e dos solos mais "retas" (perdoem-me pelo excesso de metáforas) e que seria considerado um "ponto negativo" para Eddie como músico. Mesmo sendo um argumento questionável de Hagar para se justificar – mesmo que isso isso explique muito da sonoridade do Van Halen – numa situação como a do Van Halen, faz todo sentido desenvolver a mesma sonoridade de Michael Anthony de cobrir o som com uma base mais cheia, mais reta e menos "desenhada" (mais metáforas!!). Será muito interessante ler a opinião de vocês sobre isso – caso vocês tenham chegado até aqui e obviamente queiram opinar/comentar!
No intervalo, ao contrário do que aconteceu com Lars, a interação com os apresentadores é total e a descontração continua.
Após esse embate capcioso, a esposa de Sammy Hagar, Kari Hagar – que sentava-se na fileira a frente da minha – questiona Eddie Trunk do por que o marido não estava elencado na enquete do início do bloco (os melhores vocalistas da década de 80) e eis que Eddie Trunk, do alto de décadas de conhecimento de hard e metal, desfere "mas é que o Sammy Hagar começou na década de 70 e não se enquadra na enquete dos vocalistas dos anos 80" … é, amigos, ver a esposa de Hagar não saber que o sujeito tem mais de 34 anos de estrada foi algo impressionante, ou, não ter se atentado ao fato que a enquete englobava o "surgimento", do ponto de vista de projeção do vocalista, foi complicado. Foi uma perda de uma grande oportunidade de permanecer em silêncio.
Ao final, Hagar se despede de todos e o show termina com a tradicional sessão de fotos e com a platéia sendo permitida a falar com os apresentadores. Eddie Trunk é o mais assediado e o mais solícito de todos.
Bem, de todos os pontos da sua carreira (Montrose, Sammy Hagar solo, Van Halen, Waboritas e Chickenfoot), fica aqui uma opinião deste humilde participante da família do metal: trata-se de um cara lutador, talentoso e que merece todo o nosso respeito pela sua obra.
Para ver fotos e ler a fonte da matéria, acesse o Minuto HM:
http://minutohm.com/2011/09/08/exclusivo-minuto-hm-nos-eua-–-gravacao-do-that-metal-show-lady-gaga-must-be-destroyed-e-o-the-throwdown-entre-eddie-van-halen-e-joe-satriani-parte-34/
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