Dee Snider: Kiss se vendeu e não deveríamos tê-los perdoado
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 09 de maio de 2012
Em 2012, entre um projeto e outro, DEE SNIDER, mais conhecido por ser o frontman da banda oitentista TWISTED SISTER, conversou com o site Rock Music Star, sessão da qual alguns trechos traduzidos seguem abaixo.
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(...) RMS: Ao longo dos anos, você criticou bastante o KISS, ainda que para ‘Dee Does Bradway’ você escolheu trabalhar com Bob Kulick, que é parte do Kiss por associação, por assim dizer. Como você acabou trabalhando com Bob?
DS: Se eu critiquei o Kiss, foi como fã. Eu não sou um desses caras do ‘Kiss Army’, mas eu com certeza tenho os três primeiros discos, até ‘Kiss Alive’. Eu com certeza os adoro e eles ainda são muito bons de ir se ver, exceto por quando eles tocam ‘I Was Made For Loving You’ [risos]. O que digo é, é assim mesmo? Falando sério? Vocês vão tocar essa bosta? Foi um erro desde a primeira vez. Vocês se venderam, filhos da puta. Nós não devíamos ter perdoado vocês. Mas eu não tenho problema com isso.
Eu trabalhei com Bob Kulick em vários disco-tributo, e a última coisa na qual trabalhei com ele foi no tributo a Frank Sinatra. Quando eu tive a ideia do CD, eu estava pensando em quem ia produzi-lo. Bob com certeza pegou o espírito da coisa. Ele tinha pegado aquelas músicas do Sinatra e as deixado matadoras. Eu sabia que trabalhando com ele, elaboraríamos os arranjos apropriados e teríamos a abordagem certa em músicas diferentes.
RMS: Ao mesmo tempo em que seu CD é lançado, você também está divulgando sua autobiografia, ‘Sht Up And Give Me The Mic’. Qual sua perspectiva sobre o livro?
DS: Primeiro, eu escrevi ele todo sozinho. A Simon & Schuster não queria que eu o escrevesse assim, porque ninguém faz assim. E se você acredita que viciados em heroína realmente escrevem um diário [nota do tradutor: tapa na cara de NIKKI SIXX]… meu… fala sério! Eles não conseguiam achar o próprio pau, imagine um lápis. Eu nunca usei drogas e nunca bebi. Então sou uma pessoa limpa e participante sóbrio, e observador da ‘Década de Decadência’. O livro, pra mim, lida com minha ascensão e queda. Começa com o dia que eu decidi ser um astro do rock, e acaba com o ponto mais baixo de minha carreira, depois do Twisted Sister, quando eu perdi tudo [nos anos 90]. Eu estava completamente fudido. Eles me fizeram escrever um epílogo pro livro, mas eu fiquei meio, ‘todo mundo sabe que estou passando bem agora’. Mas sim, o fim é tão deprimente. O epílogo pula uns 15 anos, onde estou na Broadway, na noite de abertura, refletindo sobre o quão longe eu consegui voltar nos últimos anos. O livro é na verdade a história de minha luta, minha perseverança, e meio que repassa como as coisas aconteceram, pra melhor ou pra pior.· (...)
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