Rush: a incompatibilidade entre Jesus e os Republicanos

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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"Clockwork Angels", o 20º álbum de estúdio dos lendários roqueiros canadenses do RUSH, não só foi a primeira coletânea de material novo original em cinco anos do renomado trio, como também o retorno da banda a um LP conceito, espontaneamente baseada na história da jornada de um jovem homem para seguir seus sonhos e todo o bem, o mal, o magnífico e os horrores que ele encontra ao longo do caminho.

Comentando sobre como o conceito do "Clockwork Angels" surgiu, o baterista do RUSH, Neil Peart disse ao Macleans.ca, "Isso começou como uma idéia simples - a imagem e estética do gênero de ficção científica de que eu gostava, eu sugeri aos caras como base de um tipo de trabalho prolongado. Foi-se construindo no álbum peça a peça por uma expansão orgânica. Toda a música foi criada por Geddy [Lee, baixo e vocal] e Alex [Lifeson, guitarra] tocando no estúdio, e muito das letras foi simplesmente improvisado por e-mail. Há muita experiência de vida na história - não é apenas uma fantasia distante. A música 'Wish Them Well' [oferece] uma reação muito madura ao mundo que me levou muito tempo para aprender. Em muito das nossas coisas mais primitivas, minha inspiração lírica era a raiva, com certeza. [risos] Ainda há muita coisa que me faz raiva, muito comportamento humano que é espantoso e desprezível, mas você escolhe contra o que lutar. Eu sempre pensei que se pudesse simplesmente colocar algo em palavras com perfeição suficiente, as pessoas entenderiam a idéia e mudariam as coisas. É uma presunção inofensiva. Com as pessoas também, você constantemente pesa, 'Se eu for gentil com as pessoas e as tratar bem, elas vão gostar disso e se portar melhor'. Elas não vão, mas ainda assim não é uma maneira ruim de se viver".

Um dos álbuns mais bem sucedidos da ilustre carreira de 38 anos do RUSH, o "Clockwork Angels" lida com conceitos de destino, circunstâncias, livre arbítrio que Neil - como principal letrista da banda - tem escrito a respeito desde que entrou para o RUSH em meados da década de 70. Perguntado sobre quais são seus pensamentos sobre essas questões atualmente, Peart disse ao Macleans.ca, "Eu permaneço otimista: você apenas faz seu melhor e espera pelo melhor. Mas é um estado de espírito em evolução. Eu ainda acredito piamente em direitos individuais e responsabilidade individual e na escolha de se fazer o bem. Pelo lado liberal das coisas, eles chegam ao extremo sobre como as pessoas precisam ser guiadas, e eles não conseguem lidar com a liberdade. O libertarianismo puro acredita que as pessoas serão generosas e se ajudarão. Bem, elas não farão isso. Queria que fosse assim, e vivo assim. Eu ajudo mendigos, mas outras pessoas dizem, 'Oh, olha aquilo - por que ele não arranja emprego?' Uma vez que acredito em toda essa liberdade, também acredito que ninguém tem de sofrer desnecessariamente. Uma conclusão a que cheguei ultimamente: é impossível seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e ser um Republicano. São filosoficamente absolutamente opostos - se eles pudessem pensar no que estão dizendo por um minuto. É aí que você vê na internet de que as pessoas se chamam e como se comportam. Você se torna adaptável e tenta levar uma vida boa de maneiras que façam sentido, não importa como. Porque eu sei que no fim das contas, se eu for encontrar Jesus, ou Alá ou Buda, eu vou estar bem".




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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