MX: "somos uma banda brasileira que honra suas origens!"
Por Luciano Piantonni
Fonte: Rock Brigade
Postado em 22 de janeiro de 2013
O lendário MX concedeu uma entrevista para o site da revista Rock Brigade, por meio de seu baterista e vocalista, Alexandre da Cunha, que falou sobre o retorno do quarteto, a apresentação ao lado do Arch Enemy (no show oficial da volta), além de outros assuntos como planos futuros, lançamentos, etc.
ROCK BRIGADE - Como rolou a ideia da volta do MX?
Alexandre Cunha: A volta da banda já havia sido cogitada anteriormente, aliás eu sempre desejei que acontecesse, mas sempre faltava algo para de fato acontecer,acho que não estávamos preparados para assumir uma volta 100% e voltar simplesmente por voltar não era uma opção.
Agora sim posso te garantir que voltamos com tudo e a intenção é ver a banda no topo. O MX está de volta!
RB - Por que de fato vocês terminaram a banda no começo dos anos 90, depois voltaram, lançaram mais dois álbuns e pararam de novo?
Alexandre: A banda acabou em 1990 na verdade com a saída de Décio Jr, e depois disso, em 1994 conseguimos nos reunir e com novos integrantes na banda, fizemos alguma coisa sem muita pretensão, queríamos gravar um novo álbum pois existiam músicas ainda não registradas em nenhum material oficial, e então gravamos o álbum Again em 1995. Na verdade a banda não estava se dedicando como deveria, mas mesmo assim tivemos grandes momentos e grandes shows neste período, depois veio o álbum The Last File em 1998, e ai, sim paramos definitivamente e desde então estávamos fora da cena, até abril de 2012 quando retornamos.
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RB - Nos anos 80, começo dos 90, o MX era uma das únicas bandas que se equiparava ao Sepultura. O que você acha que faltou para que a banda decolasse, como rolou com Sepultura, no caso?
Alexandre: Na verdade ouvimos sempre isso, eu acho que o MX era sim uma grande banda, tínhamos capacidade pra estourar e estávamos entre as "Tops" no Brasil, mas o MX não tinha muita divulgação pois a gravadora não investia, e mesmo assim, nosso álbum Simoniacal foi na época um dos mais vendidos de todos os tempos no metal nacional – e vende até hoje em CD.
Tínhamos aceitação forte em vários países, e na Europa, principalmente, éramos sempre citados em revistas, zines e rádios – além de países como México, Canadá, entre outros como a melhor banda de thrash metal do Brasil ao lado do próprio Sepultura. Mas aí o MX acabou em 1990, quando tínhamos um convite para a primeira tour europeia, e esse foi o divisor de águas... não fomos porque a banda havia terminado naquele momento. Se tivéssemos ido a história seria outra.
RB - O próximo show é ao lado do Destruction, em Catanduva. Quais as expectativas para esse show, e o que os fãs podem esperar do MX ‘on stage’?
Alexandre: O Destruction é uma grande banda, uma honra tocar com eles, já que começamos a tocar na época que eles mostravam sua garras ao mundo, portanto, do MX os fãs podem esperar uma banda brasileira que honra suas origens tocando com muito sangue nos olhos! Vai ser uma pedrada thrash, vamos quebrar tudo com o público, lembrando que vamos registrar nosso show de alguma forma para incluir no documentário, portanto, thrashers, detonem com tudo ,contamos com os bangers de Catanduva e região – e os que irão daqui também.
A entrevista completa pode ser lida em:
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