David Lee Roth: lições da vida sobre as mulheres

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar Correções  


Do jornal australiano The Brisbane Times.

David Lee Roth

Cantor, em um relacionamento sério, 58 anos

publicidade

Eu cresci brincando fora de casa em Bloomington, Indiana. Fica perto da fronteira com o Kentucky, uma área de milho e gado. Eu adorava cinema e o rádio. Minha mãe [Sybil] sempre me encorajou a abraçaras artes. Na verdade, ela sempre fazia com que eu e minhas irmãs ficássemos do lado de fora se houvesse um furacão – ela dizia para que fingíssemos que estávamos em um navio pirata. Quando nevava, ela dizia para fingirmos ser esquimós.

publicidade

Minha mãe foi a oradora da turma dela. Ela era a mulher mais bonita das festas. Ela ia a shows de big bands em Chicago, de onde ela é originalmente. O pai dela era cirurgião geral. Ela tornou-se professora de artes, ela falava espanhol e vinha de uma família de acadêmicos. Quando eu estava com ela, eu era levado a todas as inaugurações de museus, todas as provas de roupas para [o musical] ’Amor, Sublime Amor’.

publicidade

Eu não interagia com meu pai [Nathan] porque ele era um acadêmico bitolado, apesar de ele me levar ao cinema quando eu era jovem. Eu me lembro de meus pais estarem sempre brigando. Eles brigavam até mesmo antes de se casarem. Minha mãe me disse que eu fui um acidente.

Minha mãe caiu de um cavalo quando eu estava na nona ou décima série, passando por um pequeno obstáculo, e ela ficou no hospital por um ano. Quando ela saiu, ela era uma pessoa diferente e isso jogou mais gasolina em um já fervente antagonismo no casamento dela com meu pai. Eu aprendi que quando deu, deu.

publicidade

Vindo de uma família supremamente disfuncional, eu consigo ver porque eu sou como eu sou. Eu deixei a família espiritualmente aos 12 anos, mas saí de casa com meu pai quando tinha 17 anos. Foi quando meus pais se separaram oficialmente. Minhas duas irmãs, Lisa e Allison, ficaram com minha mãe. Eu ainda sou unido com minhas irmãs e as amo muito.

publicidade

Eu sentava do lado de fora da casa de uma garota chamada Laurie quando estava na quarta série e esperava ali por horas na esperança de ser notado. Eu tinha uma baita queda por ela. Eu estava estudando na Escola Elementar de Altadena [perto de Los Angeles] na época. Eu colocava pasta para cabelo Brylcreem e usava botas de couro e segurava meu skate. Ela deve ter ficado apavorada, com alguém a perseguindo daquela maneira!

publicidade

Meu primeiro beijo foi aquele pelo qual todos os outros serão avaliados, pelo menos da perspectiva de um homem. Foi com uma loira magrinha chamada Janine Scott. Eu empilhava esterco com uma pá em um estábulo pra ganhar algum quando era moleque e ela era uma das meninas ricas. Nós nos pegávamos atrás dos estábulos. Mal éramos adolescentes, mas havia muito Shakespeare rolando.

publicidade

A primeira mulher com quem dormi tinha 18 anos e eu tinha 14. Estávamos no Club Med no Taiti. Foram nossas primeiras férias em família. Eu fiz sexo com uma das garotas taitianas que lavavam pratos, chamada Elaine. Foi a primeira vez que eu vi biquínis, europeus e que fora exposto à gente de várias nacionalidades. Acabamos juntos debaixo de uma lua cheia na praia. Nos pegamos e nos esbarramos e ela mal falava inglês, mas ficava dizendo, "eu gosto disso, eu gosto disso". Eu pensava, "você tem que amar isso".

Eu tive muitas opções quando o assunto era mulher por 20 anos, estando em uma banda popular. Eu dormia com toda garota bonita com duas pernas nas calças. Eu até comi uma amputada. Tendo experimentado isso, eu dou valor a uma mulher que te dá espaço para flexibilidade e eu amo mulheres que pensam claramente.

Eu tive quatro grandes amores em minha vida, mas nunca fui casado nem cheguei perto. Aquelas mulheres agora são todas casadas e ainda somos bons amigos. Não vou dar o nome de ninguém, já que todas elas tem maridos e vidas particulares, mas as minhas rugas da testa tem o nome delas.

Mulheres amam se divertir e adoram senso de humor. Eu adoro o sarcasmo delas e a capacidade delas conversarem, mas elas são como cavalos, você não pode generalizá-las e a mesma coisa vale para os homens. As mulheres, assim como os homens, melhoram com a idade. [...]

Entrevista completa: http://tinyurl.com/crzqoqz

publicidade




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Slash: A lição aprendida após espalhar que Paul Stanley era gaySlash
A lição aprendida após espalhar que Paul Stanley era gay

Metallica: os motivos da saída de Jason NewstedMetallica
Os motivos da saída de Jason Newsted


Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin