Living Colour: Corey Glover fala dos 25 anos do clássico Vivid

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar Correções  

COREY GLOVER diz que é difícil crer que mais de duas décadas se passaram desde o lançamento do vanguardista álbum "Vivid" do Living Colour.

"Tenho tentado por isso em perspectiva fazer algo, qualquer coisa, por 25 anos", disse ele em uma recente entrevista ao fone para o The Express Times.

"Vivid", lançado em Maio de 1988, é uma amálgama de estilos musicais que diferenciava a banda da cena do rock daquela época em um tempo no qual o gênero estava mudando. O rock alternativo e o grunge estavam prestes a explodir e o pop metal estava de saída – ainda que "Vivid" encapsulasse o melhor dos dois mundos, junto com elementos de jazz, hip-hop e funk.

"Nós nunca acreditamos em rotular", diz Glover. "Como é que você rotula algo que tem tantos elementos? Estávamos brigando muito com esse conceito."

A explosão da banda veio após o lançamento do single "Cult Of Personality". A faixa contundente, carregada de política – que abre o disco com a introdução de guitarra de VERNON REID e snips de áudio de discursos de políticos e referências a John F. Kennedy, Ghandi, Stalin e Mussolini – tornou-se a marca maior do Living Colour, à medida que o vídeo entrava na MTV.

"Éramos bem inexperientes quanto ao que estávamos fazendo, pisando em território novo, e imaginando o que ia acontecer", lembra Glover. "Nós não sabíamos como aquilo seria percebido musicalmente. Aquilo ia acontecer, estivéssemos nós tentando ou não."

"Ainda que ‘Cult of Personality’ tenha referências acertas coisas às quais eu fui exposto em certos anos", emenda Glover, sem ser específico.

‘Cult Of Personality’ tem, desde então, ganhado vida própria. A música apareceu nos vídeo games "Grand Theft Auto: San Andreas" e "Guitar Hero III: Legends of Rock". Em 2011, o superastro da luta livre dos EUA C.M. PUNK começou a usar a faixa como seu tema de entrada.

"A WWE geralmente não usa músicas de terceiros. Foi uma ocasião muito rara. C.M. Punk ligou para nossos representantes pra ver se poderia usar a música", explica Glover. "Foi na hora e no lugar certo, com certeza. A música tem a qualidade bombástica que a personalidade dele pede."

Glover afirma que os fãs mais jovens estão aprendendo a curtir abanda lentamente, graças em parte aos diferentes canais nos quais ‘Cult of Personality’ está sendo usada.

O Living Colour se separou em 1995, mas se reuniu em 2000. O baixista original Muzz Skillings deixou o grupo em 1992 e foi substituído por Doug Wimbish. Glover também ocasionalmente canta com abanda de funk/jazz GALACTIC.

Glover diz que a banda está compondo e gravando material para o sucessor de "The Chair In The Doorway" de 2009, que ele espera que seja lançado até dezembro. Por enquanto, ele só está feliz por estar no palco.

"Isso é o mais divertido, tocar de novo em frente do público", diz Glover.




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Chadwick Boseman: Mick Jagger, Slash e outros músicos lamentam morte do atorChadwick Boseman
Mick Jagger, Slash e outros músicos lamentam morte do ator

Living Colour: Novo vídeo de This Is The Life, com cenas de protestos antirracismoLiving Colour
Novo vídeo de "This Is The Life", com cenas de protestos antirracismo

Lista: os 25 melhores álbuns de rock lançados em 1990Lista
Os 25 melhores álbuns de rock lançados em 1990


Anos 90: 10 shows pouco comentadosAnos 90
10 shows pouco comentados

Megadeth: Pepeu Gomes comenta convite para tocar na bandaMegadeth
Pepeu Gomes comenta convite para tocar na banda


Blaze Bayley: é melhor ser ex do Iron que do A-HABlaze Bayley
"é melhor ser ex do Iron que do A-HA"

Separados no nascimento: Lady Gaga e EddieSeparados no nascimento
Lady Gaga e Eddie


Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

adWhipDin adWhipDin adWhipDin adWhipDin