James LaBrie: Mike Mangini é o melhor do planeta
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 18 de setembro de 2013
Helena Rosendahl do Ghost Cult Magazine conduziu em 2013 uma entrevista com o vocalista do DREAM THEATER, James LaBrie. Alguns trechos desta conversa estão disponíveis abaixo.
Ghost Cult Magazine: Seu primeiro lançamento com o baterista Mike Mangini desde o começo, seu verdadeiro "rito de passagem" na banda, qual foi a intenção coletiva com este álbum?
LaBrie: "Bem, eu acho que como uma banda, percebemos que com "A Dramatic Turn Of Events", no caminho para este álbum, um dos membros originais saiu [o baterista Mike Portoy], e então fizemos as audições. Achamos um cara que sabíamos desde o começo que iria caber como uma luva, e achamos neste ponto que era só uma questão de fazermos o que fazemos, escrever um grande álbum. Mas Mike Mangini não estava envolvido no processo de "A Dramatic Turn Of Events", mas por sorte chegou e fez um fenomenal trabalho com a gravação d suas faixas. Eu conheço Mike há 14 anos. Ele tocou bateria em três de meus álbuns solo, nos primeiros dois álbuns "MULLMUZZLER" e "Elements Of Persuasion". Então eu o conhecia há um bom tempo e sabia que ele era o cara."
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Ghost Cult Magazine: Foi porque você tinha este "relacionamento de trabalho" já construído?
LaBrie: "Sim, somente porque eu amo sua personalidade; ele é um dos caras mais fáceis de se lidar, você sabe, ele tem uma grande atitude. Ele é um baterista fenomenal; o melhor, eu acho, no planeta e eu não acho que estou sozinho nessa. Eu acho que o que realmente ajudou foi que tivemos uma turnê mundial inteira ("A Dramatic Tour Of Events"). Quando você está lá na estrada, é quando a verdadeira personalidade de alguém realmente aparece, e não somente isso, você se sintoniza muito melhor com o músico e você entende como ele trabalha e como reage e interage, e eu acho que na hora que começamos a pensar sobre o que queríamos trazer para este álbum , ele estava totalmente a bordo. Nós sabíamos que teríamos uma viagem fenomenal com ele - como bem foi. Ele apareceu desde o primeiro dia, quando começamos a compor e ele já estava pronto. Ao mesmo tempo, o que é realmente ótimo em relação a ele, é que ele é muito respeitoso, como se entendesse: 'Esses caras estão fazendo isso por mais de 20 anos, e eles tem uma química acontecendo aqui, então eu vou sentar aqui, mas ao mesmo tempo vou estar envolvido e entusiasmado', o que estava. Isso não aconteceria se ele não tivesse tirado 15 meses na estrada conosco [...]"
Ghost Cult Magazine: Eu entendo que mais uma vez você gravou seus vocais separados com o engenheiro Richard Chycki no Canadá. Por que você prefere esta abordagem?
LaBrie: "Eu não gosto de ter pessoas ao redor quando eu gravo meus vocais. É o mesmo com John Petrucci quando ele está gravando suas guitarras. Ele não gosta que fiquem por perto. É assim que eu trabalho melhor. Eu trabalho onde estão somente eu e o engenheiro. É minha interpretação, transmitindo meus sentimentos. Se qualquer outra pessoa está no estúdio, eu acho que isto é uma distração. Então sim, Richard Chycki e eu temos uma grande história, nós nos conhecemos por 25 anos. Nós estávamos em uma banda nos anos 1980 juntos chamada WINTER ROSE, ele me conhece tão bem quanto os caras do DREAM THEATER como vocalista. Ele sabe de como eu gosto de trabalhar, ele sabe que eu gosto de ser realmente paciente na forma de posicionar os vocais para uma seção particular, e isto funcionou maravilhosamente nos últimos dois álbuns sob estes princípios. O engraçado é que trabalhei sob este princípio nos primeiros álbuns do DREAM THEATER e então eu comecei a trabalhar com John e Mike [Portnoy] e se eu pudesse voltar, eu ficaria: 'Não vamos arruinar o bom que temos aqui, vamos manter da forma que trabalho meu melhor'. Não que tenha vergonha disso, ou sinto que faça algo que não devia, mas é como eu acho a melhor forma de trabalhar."
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