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Vinil, CD ou arquivos: Quem vence esse embate histórico?

Por Danilo F. Nascimento
Fonte: VOX
Em 28/04/14

O site VOX analisou a diferença e as peculiaridades, tanto de cds, quanto de vinis, chegando a uma contestada conclusão: O vinil é ótimo, mas não é melhor que o cd.

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A volta do vinil têm sido celebrada no mundo inteiro, é um formato ótimo, nostálgico, mas no que tange à qualidade sonora, está muitos passos atrás do cd. Não há como comparar algo analógico com algo digital. O que pode-se discutir é a qualidade dos artistas de hoje, em relação à artistas do passado.

Se o Led Zeppelin gravasse o seu álbum homônimo hoje, de forma digital, ele seria ainda melhor, no que concerne à qualidade sonora. Assim como se o Justin Bieber gravasse "Believe" no passado, de forma analógica, ele seria ainda pior.

Além do vinil e o do cd, outros formatos de distribuição de músicas também estão em voga, como é o caso do MP3.

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Vantagens e desvantagens do vinil:

No vinil, as ondas sonoras são analógicas, assim como é a gravação do vinil. Isso quer dizer que não há muita perda entre a gravação e a reprodução. Por isso muitos alegam que o som do vinil é mais encorpado e mostra mais detalhes. Por ser um processo analógico, a equalização tem mais graves naturalmente por isso fica mais aparente.

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Entretanto, isso não quer dizer que o som tenha mais qualidade. Se o CD tem uma taxa de amostragem de 44 KHz a 16-bit, o vinil teria 16 KHz a 8-bit.

O vinil é fisicamente limitado em alguns aspectos. Primeiro, no quesito "alcance dinâmico", que no caso do vinil é extremamente limitado.

(Observação - O alcance dinâmico é a diferença entre a nota mais alta e a mais suave).

E em segundo lugar, no quesito "frequência", pois a qualidade de frequência do vinil não é universal, é variável.

A sonoridade do vinil soa melhor em músicas com notas mais baixas, pois se as notas das canções forem muito altas, a agulha têm dificuldade de seguir/reproduzir, o que contribui para que hajam distorções significativas na sonoridade das canções. Por exemplo, tente ouvir letras, cujas consoantes (s,z, etc) sejam cantadas de forma aguda, a distorção será nítida.

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Por possuir mais groove e graves mais claros e limpos, os vinis são os favoritos dos dj's de música.

Vantagens e desvantagens do CD:

Os cds dependem da amostragem de um sinal analógico, bem como possuem algumas limitações no que tangem o quesito "frequência". Enquanto no vinil a codificação ocorre em uma onda de áudio wave, no cd essa codificação de amostragem de áudio precisam ser captadas de várias formas e pontos diferentes, ao contrário do vinil, que consegue a captação por meio de apenas um ponto, por isso um cd jamais conseguirá apresentar o groove que o vinil apresenta, e esta uma das poucas vantagens do analógico em relação ao digital.

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Por outro lado, o cd apresenta um volume de amostragem suficiente para soar mais clara e definida ao ouvido humano.

A taxa de amostragem dos cds é de 44,1, o que significa que as gravações de cd podem ser capturadas em até 44.100 vezes por segundo, e podem capturar frequências de 20 KHZ.

E esta frequência é o máximo que o ouvido humano pode ouvir, o ouvido humano é claro, porque em tratando-se de cachorros, por exemplo, ainda é uma frequência baixa, pois eles possuem uma audição 4 vezes maior do que a nossa, e provavelmente ouvem até a nossa respiração com clareza.

Gravações acima de 21 kHz, só pra cachorros. Isto não significa que os 20 Khz que o cd alcança seja digno de uma frequência fora de série, não, não é isto, a frequência do cd apenas é mais nítida e clara para o ouvido humano.

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Além disto, em estúdio de gravação não há microfone captem mais do que 20 Khz.

MP3:

Tudo depende da sua taxa de compactação. O MP3, assim como a de CDs e DVDs, capta as ondas sonoras e converte em arquivos. Acontece que na gravação digital não é possível acompanhar as "curvas" das ondas sonoras, portanto são gravadas com um certo intervalo, definido pela compactação. Quanto maior a compactação, maior o intervalo, e menos nuances a gravação capta.

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Veja na figura acima. A linha preta é o som original, analógico. A linha azul representa uma gravação com alta compactação, a vermelha com uma menor. Note que a azul não acompanha tanto as curvas do som como a vermelha.

A compactação tira faixas dinâmicas que em tese o ouvido humano não escuta, por isso as pontas são achatadas. Ou seja, um arquivo digital sem nenhuma compactação, como é o caso do WAV, vai mostrar todas essas curvas, ou seja, a mesma qualidade do CD. Hoje há formatos como o FLAC, que possuem compactação, mas pouca. Ainda são maiores que um MP3, mas bem menores que um WAV.

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Portanto, pode-se concluir que, em termos de qualidade sonora, o cd é sim melhor do que vinil e MP3.

Mas, o que as pessoas preferem?

Se levarmos em consideração o crescimento em vendas de cópias digitais, bem como a praticidade que isto traz, as pessoa tendem a preferirem as cópias digitais, sejam MP3 ou WAV.

Mas isto chega a ser uma comparação injusta, pois não dá colocar um cd ou vinil no ipod e sair ouvindo no meio da rua. As pessoas de hoje são mais dinâmicas, vivem em um mundo onde a correria e a praticidade caminham juntas, e neste mundo, para elas, é importante ter a música disponível no bolso.

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Não é a toa que as pessoas escutam música, apenas ouvem. E a diferença entre ouvir e escutar é clara. Ouvir é quando ouves música fazendo outras coisas paralelamente, e escutar é dar atenção apenas ao álbum que está ouvindo.

A música está banalizada, as pessoas ouvem uma música de um determinado artista, e se não gostarem, já formulam um julgamento negativo sobre o artista, sem sequer ouvir a sua obra, tudo isso devido à pressa e a praticidade de poder ouvir tudo que quiser a qualquer hora por meio da internet.

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E é exatamente por isto, que vinil e cd não conseguem competir com cópia digital, no que tange ao gosto particular da maioria das pessoas.

Os engenheiros de som Geringer e Dunnigan, apresentaram gravações feitas de forma analógica (vinil) e gravações concebidas digitalmente (cd) a um grupo de produtores de gravadoras, sem avisá-los quais gravações eram digitais e quais eram analógicas.

O resultado foi um massacre, pois a maioria esmagadora dos produtores preferiram a gravação digital, sem saber se estavam votando em gravações digitais ou analógicas. Ao ouvir as gravações, os produtores relataram que as gravações digitais eram de uma qualidade ímpar infinitamente superior à qualidade das gravações analógicas que haviam ouvido anteriormente.

Segundo eles, a gravação digital soava melhor em todos os aspectos, agudos, graves, qualidade sonora, frequência, etc.

Se a qualidade do CD é maior e o MP3 permite maior praticidade, porque as pessoas ainda ouvem vinil?

Porque o vinil, além de trazer um ar retrô, de nostalgia, é o único dispositivo que as pessoas, ao pararem para ouvir, realmente escutam com atenção. Além disto o vinil preserva a gravação original, ou seja, se alguém tossiu ou espirrou no meio de uma gravação, aquilo continuará na gravação, dando um ar de visceralidade ao formato, e registrando melhor o que o artista é capaz de fazer, sem recursos computadorizados.

Quando você ouve uma gravação analógica, você a ouve do jeito que ela foi gravada, e este é o charme do vinil. Em contrapartida, no cd, em raríssimos casos as versões finais não ganham retoques de programas de edição de som.

Há inúmeros artistas hoje que só conseguem fama e sucesso porque gravam digitalmente. Muitos dos artistas de hoje não conseguiriam gravar analogicamente, pois não possuem talento suficiente para gravar em fita, sem que a gravação seja alterada posteriormente.

A gravação digital é mais precisa, mas este não é o único ponto que deve ser considerado.

Para concluir, é importante ressaltar que, cada formato têm os seus encantos. O MP3 oferece maior praticidade, o cd maior qualidade sonora, enquanto o vinil apresenta um groove melhor.

Mas nada disso adianta se sua caixa de som ou fone de ouvido não forem bons o suficiente para executar quaisquer dos 3 formatos.

Comente: Na sua opinião, qual formato tem mais vantagens?

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Sobre Danilo F. Nascimento

Administrador por casualidade. Músico por instinto. Escritor por devaneio. Fascinado por música, literatura e cinema. Seu primeiro contato com o mundo do rock data de meados dos anos 90, uma época de transição entre o analógico e o digital, e, principalmente, uma época onde a MTV ainda era aprazível e relevante. Idolatra e cultua o legado instituído pela maior banda de todos os tempos, o Queen.

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