Blog Musicabillia: As mulheres no rock

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Por Fernando Pazzini, Fonte: Blog Musicabillia
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Que me perdoem os senhores Paul Stanley e Gene Simmons, mas no quesito salto alto, elas fazem e sempre fizeram melhor. Desde os primórdios e áureos anos do jazz norte-americano, com a loiríssima Peggy Lee seduzindo a marmanjada dos anos 40/50 com "Fever", até os guturais berros da arqui-inimiga Angela Gossow neste caótico século XXI, a mulherada sempre mandou muito bem em todos os gêneros da música. Se fôssemos pesquisar e falar de todas, esse texto teria que ser dividido em no mínimo umas vinte partes. Vamos então nos concentrar em apenas algumas senhoras e senhoritas no cenário do rock pesado.

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Considerada uma das pioneiras, a já sessentona Suzi Quatro foi a primeira baixista mulher a se ter notícia no mundo do rock. Dona de uma voz rasgante e poderosa, assolou o mundo e as paradas dos anos 70 com o hit "48 Crash". No final desta mesma década, emplacou no quarto lugar da parada da Billboard norte-americana a faixa "Stumblin' In", um dueto pop com Chris Norman, se firmando de vez na posição de uma das cantoras e compositoras mais influentes daquela geração.

Como tudo nos fantásticos e inspiradores anos 70, a safra de talentos musicais do sexo nem-tão-frágil-assim era imensa: Joan Baez, Carole King e Joni Mitchell já despontavam nas paradas e influenciavam toda uma psicodélica geração. Mas nas geladas terras do quieto Canadá, as irmãs Ann e Nancy Wilson começavam uma carreira longa e promissora com a banda de rock Heart. O álbum de estréia da banda, "Dreamboat Annie" de 1976, é um clássico. "Barracuda", do álbum "Little Queen" de1977, é até hoje uma das músicas mais executadas nas rádios rock por todo o mundo. Nos anos 80, a dupla emplacou vários hits "hollywoodianos" como "If looks could kill", "Alone" e "What about love", entre outros. Ann Wilson é dona de uma voz poderosíssima e Nancy, uma guitarrista e compositora de primeira. Se persistirem quaisquer dúvidas sobre isso é só dar uma conferida em um dos vídeos mais compartilhados na rede, no qual as irmãs prestam uma justíssima e honrosa homenagem ao trio zeppeliano remanescente, emocionando à todos com uma "Stairway to Heaven" de tirar o fôlego.

Nessa mesma época, só que pelos lados da já efervescente Cidade dos Anjos, Joan Jett, Cherie Currie, Lita Ford e as Runaways também já despontavam como uma das bandas femininas mais influenciadoras no cenário do rock pesado. Tão rápido quanto poderia ser uma fuga de uma prisão, com uma pegada quase punk e um jeito despojado e ultrajante, num curto período de dois anos, o quinteto The Runaways emplacou clássicos como "Cherrie Bomb" e "Queens of Noise" e assombrou terras nipônicas numa tour bombástica. Suas integrantes se envolveram com drogas, relações sexuais de todos os tipos, brigas, processos e prisões, até dissolverem o grupo no início de 1979. Tanto Jett quanto Lita seguiram posteriormente carreiras-solo extremamente bem sucedidas, emplacando hits e nos presenteando com grandes álbuns, videos e performances clássicas. O filme homônimo de 2010, com interpretações fiéis e divertidas de Kirsten Stewart e Dakota Fanning, é uma boa pedida pra quem quiser conhecer um pouco mais da conturbada carreira das meninas.
Vindas da chamada New Wave of British Heavy Metal, as meninas do Girlschool também misturavam guitarras pesadas, vocais agudos, jaquetas de couro e muita rebeldia. Em seu auge, abriram vários shows de bandas consagradas como o Uriah Heep e o Motorhead. Com Lemmy e cia., gravaram "Please don't touch" e realizaram uma das turnês de maior sucesso comercial da NWOBHM onde bebidas, sexo, drogas e rock and roll eram a tônica.

Mas quando se fala em metal ou shock rock não dá pra deixar de fora a tresloucada Wendy O.Williams. Com seu visual moicano-mad-max-apocalíptico, Wendy e seu Plasmatics mandavam um som sujo, rápido e agressivo, com estripulias circenses e teatrais que iam de serras elétricas até reboladas de biquíni, incluindo massivas explosões e destruição de televisões e carros no palco. Nos áureos anos 80 e no auge do hard rock, gravou um álbum clássico("W.O.W") produzido por Gene Simmons e com participações especiais dos outros caras do Kiss. Trabalhou em alguns filmes sem muito sucesso comercial, estrelou alguns programas de TV nos EUA e, com um tiro de pistola, abreviou sua própria vida em abril de 1998.

Elas são centenas, senão milhares, nas mais variadas vertentes do rock em todos os tempos que fica quase impossível lembrar de todas. Senhoras e senhoritas do pop rock como Melissa Etheridge, P!nk, Alanis Morissette, Cher, Tina. Courtney Love e seu Hole, L7, Patti Smith, Chrissie Hynde e o Pretenders, Debbie Harry e o Blondie. Como não mencionar as representantes do metal atual como a já citada Angela, a italianíssima Cristina Scabbia e seu Lacuna Coil, Tarja Turunen, a voluptuosa Floor Jansen, a ruivona Simone Simmons e o Epica, Amy Lee, as suecas loiríssimas do Crucified Barbara, e mais recentemente a americana Lzzy Hale do Halestorm, grande parte destas influenciadas pela teutônica e eterna Doro Pesch e seu Warlock. A fenomenal Meghan Krauss (Maragold), a banda hard Vixen, Lee Aaron, ícones como Janis Joplin e nossa brasileiríssima e eterna mutante Rita Lee, todas formam um time de tirar o fôlego não só pela beleza, mas principalmente pela competência e talento.

E de sapatinho baixo, coturno ou tênis, mas principalmente de salto alto, elas fazem tudo que nós marmanjos fazemos. Ou até melhor...




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