Slave To The Grind: über-pedrada do Skid Row completa 24 anos

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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O dia 11 de junho marca o vigésimo-quarto aniversário de lançamento do segundo álbum do SKID ROW, "Slave To The Grind".

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Seguindo o inesperado e avassalador sucesso do multiplatinado disco de estreia, ‘Slave To The Grind’ marca um direcionamento ousado e improvável para uma banda que estava bastante confortável no segmento mais ‘suave’ do hard rock oitentista, e aponta para uma temática lírica muito mais sombria, e para uma sonoridade mais diversificada, complexa e, destacadamente mais pesada do que a de todos os outros grupos contemporâneos do mesmo segmento naquele período, em parte por mérito do experiente produtor MICHAEL WAGENER, que exigiu o máximo que a banda pudesse dar em estúdio.

"Tudo estava acontecendo tão rápido e tudo estava tão louco e fora de controle", disse Sebastian Bach em 2013. "Só queríamos mudar um pouco, eu gosto de cantar, e eu tenho voz para isso, mas queríamos fazer algo que fosse mais duro. Nós vimos o que estava acontecendo na cena. Eu gostava de Pantera. Eu adorava [o álbum ‘Cowboys From Hell’, e foi por isso que nós os convidamos para saírem em turnê conosco quando eles lançaram ‘Vulgar Display Of Power’, e foi o que impulsionou eles na época. Depois de um mês de turnê, o disco deles entrou nas paradas em #44. "

O Skid Row compôs a maior parte de ‘Slave To The Grind’ em um estúdio de Nona Jérsei e então gravou as demos com o produtor. Um dos motivos pelos quais a faixa-título soa tão na cara e crua é porque ela fora gravada ao vivo na sala de ensaios antes de a banda viajar para os New River Studios em Fort Lauderdale, Flórida para gravar o resto do disco.

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"A faixa Slave To The Grind foi gravada e mixada em uma hora, e é o que você ouve no disco", disse Wagener ao Decibel Geek Podcast. "Não foi nem remixada. Tudo é ao vivo. "

Verdade seja dita, esse é o melhor e mais grandioso registro da voz e do talento do vocalista bahamense SEBASTIAN BACH, que tem em ‘Slave To The Grind’ o maior momento de sua carreira.

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Outra marca definitiva do LP é seu pioneirismo: este foi o primeiro disco de heavy metal a ESTREAR em primeiro lugar nas paradas de sucessos dos EUA, e com o sublinhar de o sistema de contagem ter sido revisto semanas antes, e ter a partir de então, credibilidade muito maior. Naquele mesmo ano de 1991, METALLICA, VAN HALEN e GUNS N’ ROSES também teriam seus respectivos álbuns estreando em #1 na Billboard, mas todos na trilha do LP da banda de Nova Jérsei.

"Tenho muito orgulho daquele disco", diz Bach. "Eu acho que poderíamos remasterizá-lo e fazer um excelente pacote de luxo com muito material bônus. Mas no momento, parece que eu sou o único da banda que está interessado".

Atualmente, uma versão enriquecida do disco, com várias faixas-bônus e prensada em SHM-CD está em catálogo no Japão.




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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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