Kiko Loureiro: contando como foi chamado pelo Megadeth
Por Bruce William
Fonte: Diario de Pernambuco
Postado em 01 de junho de 2015
Em entrevista ao Diário de Pernambuco, Kiko Loureiro fala da Megadeth e a volta do Angra ao Recife, onde a banda se apresentou no dia 30 de maio, confira abaixo um trecho.
É impossível te entrevistar e não falar sobre tua entrada no Megadeth. Como se deu a aproximação da banda contigo? E até que ponto o fato de morar em Los Angeles contribuiu para esse contato?
Tive um contato com o David Ellefson. Depois o Dave Mustaine ligou para mim. Meio assim sem saber o que estava rolando, só estava conversando com eles por email e telefone. Falei bastante com o Ellefson pelo telefone, ele contando como era o lance. Porque, até então, eu não sabia direito como era o lance da escolha, não sabia se eles tinham vários guitarristas, se eu era um dos finalistas. Enfim, como é que era o negócio. Aí, eu fiz vídeos. Eles não pediram exatamente, mas comentaram que seria legal se eu fizesse vídeos. Então, eu fiz, para eles verem eu tocando as músicas do Megadeth mesmo. Porque, hoje em dia, você entra no YouTube e pode ver, facilmente, como eu toco. Então, não tem esse lance de fazer um teste mesmo. Eles já sabiam do meu estilo, coletaram informações - só depois fiquei sabendo que eles coletaram informações com managers, outros músicos perto deles, sobre mim. Mas, sei lá, como exatamente de onde surgiu a escolha deles. Depois, já fechei o esquema, eles mostraram como ia ser o contrato. E foi tudo muito rápido. Eles anunciaram meu nome, fui para lá, fiquei um mês e meio em estúdio, já me enturmando. Eu gravei as guitarras em duas semanas, mas fiquei basicamente mais um mês me enturmando, aprendendo as músicas - as composições já estavam feitas - e fazendo amizade com o Chris Adler, o batera que também entrou, os produtores, a família do Dave Mustaine - a filha, a mulher, que conheci. Então, foi tudo muito rápido, em um mês e meio eu me enturmei e gravei o disco.
Por falar no Mustaine, pelo que você conheceu dele até agora, o que pode nos falar acerca da fama de controlador que ele tem?
O clima foi muito bom cara. Ele sabe o que quer. Essa fama de centralizador eu acho que não. Não e sim, né? Na real, quando você tem uma banda, por mais que você esteja há muitos anos e os músicos mudam, qualquer negócio que você tenha… Vamos supor, você tem uma loja e contrata outros caras para gerenciar a loja e o cara não vai chegar e fazer do jeito que ele quer. Se a loja tem um sucesso, ele tem um esquema, tem um conceito e o cara tem que entrar nesse jogo. O Megadeth é uma banda de sucesso com certa cara, com certo esquema. Quando você entra, seja produtor, seja roadie, tem um esquema. E eles, o David Ellefson, o Mustaine, vão falar qual é o esquema. Eu acho que isso é mais do que natural e é fundamental. Então, assim, eu acho que tem que ser um cara que dá as ordens, as diretrizes de como funciona a banda. Mas, ele está aberto a sentar e ouvir. Eu falei várias coisas. Mas, claro, muitas coisas que eu falo, ou que eu sugeri, ele pensa e fala ‘mas isso não é bem Megadeth’. Eu não digo nem musicalmente, mas no geralmente. Megadeth é Megadeth. É que nem tipo tocar Motörhead. Motörhead é Motörhead. AC/DC é AC/DC. Você não pode colocar um solo do John Petrucci no som do AC/DC. Bandas têm conceitos e têm cara e é preciso ser assim. Acho natural e gosto que seja assim.
Leia a entrevista completa no link abaixo:
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Manowar se manifesta em solidariedade ao guitarrista Ross the Boss
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
Angela Gossow comenta em postagem de Michael Amott e fãs se empolgam
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Angra faz postagem em apoio a Dee Snider, vocalista do Twisted Sister
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
Por que "Welcome Home (Sanitarium)" é a pior faixa de "Master of Puppets", segundo site
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
A banda europeia de metal com milhões no Spotify cujo integrante trabalha como bombeiro
Como Angela Gossow se juntou ao Arch Enemy, de acordo com Michael Amott


As melhores músicas do último disco do Megadeth, segundo Gastão Moreira
A música do Megadeth que parece "coisa de adolescente", segundo Gastão Moreira
A música do Megadeth influenciada pela saída de Marty Friedman da banda
O dia que James Hetfield deixou Dave Mustaine na mão em briga
Dave Mustaine aponta o elemento que diferenciava o Megadeth das outras bandas de metal
Dave Mustaine lamenta não ter se despedido de ex-integrantes do Megadeth
Para Dave Mustaine, músicas devem provocar vontade de brigar ou fazer sexo
"I Don't Care", do Megadeth, fala sobre alguém que Dave Mustaine admite ter implicância
James LoMenzo, baixista do Megadeth, fala sobre a saída de Kiko Loureiro
A música "estranha" do Megadeth que atingiu o topo das paradas de rádio nos EUA


