Tom Araya: ele vendeu a alma para o Slayer, valeu a pena?
Por Bruce William
Fonte: Noisey
Postado em 07 de agosto de 2015
"É, tem aquele metal novo rolando aí, grindcore, acho...? Com esses nomes loucos que são tipo frases curtas — Pierce the Veil, Asking Alexandria, todas são assim — e percebi que meio que passou batido pela gente. Porque esse metal novo aí chegou no mainstream, é mais aceitável, ao contrário do que fazemos e fizemos, porque toca na rádio" explica Tom Araya a Kim Kelly, do Noisey, ao ser perguntado se acha que o metal um dia será aceito pela sociedade comum.
Depois, o entrevistador pergunta se ele sente que estas bandas roubaram o brilho do Slayer, de certa forma. "Bem, não [risos]. Eles não roubaram nada, acredite. Eles gostariam de pensar que sim, mas não fazem nada que me impressione assim. Não rolou nenhuma banda, nenhuma dessas bandas novas que me fez falar 'uau, que que é isso? É do caralho!'".
Mais adiante, ao ser perguntado se tem medo da morte, Tom responde: "Não, não temo a morte. Não. Meu medo é o que acontecerá com a minha família quando eu partir, e deixá-los para trás, porque isso é meio o que acontece quando você morre – você está deixando pessoas para trás e indo para outro lugar. Você está seguindo adiante. Quero estar presente para eles pra sempre, mas sei que isso não é possível".
Depois, ele fala sobre a relação do metal com o tema: "Não sei. Nós, pessoalmente, não éramos obcecados com morte; quando começamos a banda, falávamos de diabos e demônios, e ainda escrevemos sobre isso, mas a um nível mais social. E foi assim que amadurecemos enquanto banda. Quando começamos, era tudo tipo: 'Ah vocês são uma banda satânica, vocês adoram o Diabo'. Nós não adoramos o Diabo, mas começamos assim. E então passamos a falar mais sobre os males da sociedade, sobre os seres humanos e como somos maus".
Leia abaixo a entrevista completa publicada na Noisey, feita por Kim Kelly e traduzida por Thiago "Índio" Silva.
Foto: Fred Pessaro
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