Keith Richards: "Uma das minhas grandes luzes se apagou!"
Por Jeferson Oliveira
Fonte: Rolling Stones Brasil
Postado em 20 de março de 2017
A frase de Keith Richards define o que é a perda de Chuck Berry para o mundo do Rock And Roll, ele não apenas revolucionou a forma de tocar guitarra, Berry foi uma influência para toda uma geração. Os Stones, os Beatles e tantos outros beberam de sua fonte, mesmo em canções próprias era possível escutar referências à música de Chuck, que foi indiscutivelmente, um inovador.
Não por acaso, o primeiro single da carreira dos Rolling Stones foi "Come On", um clássico do guitarrista lançado em 1961. Além de ser uma forte influência na banda, a canção soava comercial, o que levou à escolha da faixa para ser o lado A do compacto de estreia dos Stones lançado em 7 de julho de 1963. As músicas que Chuck cantava e os músicos com os quais ele tocava eram parâmetro de qualidade para os Stones, pois quando Keith conheceu Ian Stewart, ele ficou impressionado com seu modo de tocar as teclas, e logo conectou seu estilo com o do pianista Johnnie Johnson, parceiro de Berry na música por mais de 20 anos. Os dois se conheceram em 1952, e trabalharam juntos em estúdio até 1971 e tocaram juntos até 1973 – embora o Johnson tenha tocado com Berry ocasionalmente até sua morte em 2005.
Em 1986, Chuck completou 60 anos de idade, as comemorações vieram em uma série de shows realizados pelo guitarrista em outubro daquele ano, duas destas apresentações, ambas realizadas em 16 de outubro, foram filmadas e fazem parte do registro "Hail! Hail! Rock And Roll". Dirigido por Taylor Hackford, o filme traz, além das apresentações, material dos ensaios para os shows, que tiveram Keith Richards e Bobby Keys como membros da banda de apoio. Meses antes, Keith induziu Chuck Berry ao Rock And Roll Hall Of Fame.
"Chuck era o meu cara. Foi ele que me fez dizer, 'eu quero tocar guitarra', Jesus Cristo! E eu escutava guitarristas antes disso - eu tinha uns 15 anos - e eu pensei, 'ele é muito interessante, legal', ah, mas... com a diferença entre o que eu escutei antes de 1956 ou 57 e bem depois disso, com Little Richard e Elvis e Chuck Berry, de repente eu sabia o que eu queria fazer." - Keith Richards, 1992
Keith nunca deixou de fazer licks de guitarra semelhantes ou idênticos aos de Chuck sempre que lhe aparece uma oportunidade de tocar uma canção nos moldes da música de Berry, uma influência que viverá por todo sempre nas guitarras de jovens que a cada dia descobrem suas composições.
Um dos mais influentes nomes do Rock And Roll nos deixou em 18 de março de 2017, mas nas palavras dos próprios Rolling Stones, sua música viverá para sempre.
"Ele iluminou nossa adolescência, e soprou vida em nossos sonhos de sermos músicos e artistas. Suas letras brilhavam acima das outras e lançavam uma estranha luz sobre o sonho americano. Chuck, você foi incrível e sua música está gravada dentro de nós para sempre." – Mick Jagger, 2017
Descanse em paz, Chuck Berry.
Hail! Hail! Rock ‘n’ Roll!
Texto: Marcos Magalhães/Rolling Stones Brasil
Morte de Chuck Berry
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Judas Priest que Rob Halford detesta: "Lixo, só clichês"
O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
Metal Hammer e Classic Rock classificam álbuns do Iron Maiden do pior ao melhor
Brian May diz que ele e Tony Iommi estão no novo álbum do Capitão Kirk
O motivo que Geddy Lee aponta para tanta gente simplesmente não gostar do Rush
A música do Judas Priest que tem um dos solos "mais gloriosos" do metal, segundo Rob Halford
Metal Hammer e Classic Rock ranqueiam discografia do Metallica do pior ao melhor
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
Regis Tadeu explica por que o Slipknot deve agradecer de joelhos a Eloy Casagrande
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
A canção do AC/DC que não existiria se não fosse por um personagem lendário de Clint Eastwood
O dia que Lobão precisou defender Maitê Proença das investidas amorosas de Prince
A maior banda de Heavy Metal de todos os tempos para David Ellefson

Keith Richards lembra soco na cara que levou de Chuck Berry



