L7: Show deve ter todos os clássicos
Por Homero Pivotto Jr.
Fonte: Assessoria / Zona Punk
Postado em 02 de dezembro de 2018
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A força feminina, por vezes subestimada, se mostra cada vez mais em evidência. Algo, no mínimo, justo e necessário nos dias de hoje, ressalte-se. Independentemente da área de atuação, elas estão sempre prontas para provar que não existe tarefa que não possa ser bem executada por mulheres. E o L7 — banda formada por Donita Sparks, Suzi Gardner, Dee Plakas e Jennifer Finch — nos joga isso na cara por meio da música. Sem pedir licença, ainda em meados dos anos 1990, o quarteto de garotas invadiu o mundo do rock, que continua predominantemente masculino, e conquistou respeito e visibilidade. Mas as meninas sabem que a luta ainda não acabou e que avanços precisam ser conquistados. Por isso, saíram de um hiato de 14 anos e retomaram as atividades com a determinação típica da mulherada. Porto Alegre vai testemunhar que a L7 apenas se fingia de morta para abastecer o próprio fogo sonoro e da luta feminista em show no dia 4 de dezembro. A apresentação ocorre no Opinião (Rua José do Patrocínio, 834) e tem como atos de abertura Os Replicantes e Bloody Mary Una Chica Band.
Para essa apresentação, assim como nas outras quatro que a turnê pelo Brasil inclui — Rio de Janeiro (1/12), São Paulo (2/12), Curitiba (5/12) e Belo Horizonte (6/12) — a banda deve apostar nos clássicos, segundo a vocalista e guitarrista Donita Sparks confirmou em entrevista ao portal Zona Punk.
— Vamos tocar coisas de todo o nosso catálogo, inclusive estes dois singles mais novos ("I came back to bitch" e "Dispatch From Mar-A-Lago"). Mas não vamos tocar nada inédito não, queremos manter surpresa sobre o novo disco. Mas garanto que vamos tocar tudo o que o povo quer.
No bate-papo, Donita também falou sobre a relação com os fãs hoje em dia, com as possibilidades da internet, e as mudanças na indústria musical.
— Nós construímos uma fan base e conseguimos informa-los sobre nossas coisas pelo facebook e instagram. Veja bem, nós adoramos a imprensa, mas não precisamos da imprensa. Não precisamos de nada, mas adoramos ajuda. Não precisamos de uma gravadora, mas seria ótimo e tivéssemos uma, a distribuição seria maior e mais ampla. Somos afortunadas pela posição que temos e por podermos usar a social mídia para nos comunicarmos com uma fan base que está ai conosco por pelo menos 25 anos.
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